Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo Ilimitado da Evolução.
André Luiz
Proporcionar o amor ao próximo e o entendimento entre os seres humanos é primordial no exercício dos fundamentos da Doutrina Espírita. No espiritismo a alteridade diz respeito a sabedoria de admitir e aceitar, valorizando a particularidade e a diferença de cada um. Cultivado o diálogo, a compreensão, a empatia, o respeito e a tolerância no convívio espírita, estamos buscando, proporcionando e construindo um ambiente de serenidade e equilíbrio.
As experiências contemporâneas nos pedem consideração, ponderação e consciência sobre a descriminação e a tolerância. Os ensinamentos de Jesus nos dizem muito sobre isso.
A Doutrina Espírita disponibiliza ferramentas esclarecedoras para a labuta da reforma moral e das relações sociais, as Leis da imortalidade da alma, da reencarnação, da evolução do espírito e do amor incondicional, são alguns preceitos para o sustento da nossa caminhada rumo à evolução dos seres espirituais que somos.
Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373.)
Os conflitos vão surgir, é evidente, em nossas convivências sociais e representa uns dos maiores enfrentamentos nas experiências diárias em nosso trajeto de evolução humana. Encaremos esses estímulos como possibilidades preciosas para o avanço da compreensão e ação da tolerância para com o outro.
O espírito está em constante evolução, aperfeiçoando-se a cada existência e saber situar-se no lugar do outro é fundamental. Essa prática nos ajuda a desprendermos do olhar restrito do eu para divisar a coletividade, o respeito ao espaço e o tempo de aprendizado de que cada um leva a interagir de forma mais benevolente e altruísta.
“Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais.” – Livro dos Espíritos – Questão 804
O espiritismo facilita-nos o entendimento da metodologia constante da mudança de caráter e princípios morais e éticos e a complacência realiza papel fundamental, obrigando o embate com os nossos entraves de impulsos de sublimidades. A tolerância nos ajuda a sermos humildes, percebendo que nós também cometemos erros assim como os outros. Ser flexível e respeitar as intercorrências são passo a sublimidade, é antes de tudo ser generoso, relevar falhas e ter facilidades em compreender e perdoar.
A contemporaneidade vive acentuando o uso do conceito de alteridade, todavia a expressão em si sem a assistência da prática não move o ser humano ao amor àqueles que nos cercam.
“Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?” – Mateus 5, 46-47 – O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XII – item 1.
Assim ensinava Jesus, sem preconceitos de cor, raça, condição econômica, social ou moral.
Consumando essas ponderações é legítimo finalizar que a Doutrina Espírita vivencia o apreço a igualdade humana, o que leva o espírita a auxiliar e a colaborar sem discriminação de nenhuma natureza.
PELA PRESIDÊNCIA
Fontes:
– O Livro dos Espíritos.
– Evangelho Segundo e Espiritismo.
– KARDEC, Allan. Obras póstumas.
– https://www.febnet.org.br