REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte XVII – SENSITIVIDADE E MEDIUNIDADE

Kardec tratou do assunto em O Livro dos Médiuns, Capítulo XIV. Afirma que toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. A mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano, não sendo nenhum privilégio. Todos somos mais ou menos médiuns, mas chamamos médiuns as pessoas que têm a faculdade bem caracterizada, com efeitos patentes, com certa intensidade. A faculdade se revela de forma diferente nas pessoas. Relevante diferença há entre os conceitos de sensitividade (ou impressionabilidade) e mediunidade, embora se mostrem, ambas, como faculdades psíquicas irmãs, inerentes ao ser humano.  De fato, sensitividade é a capacidade de sentir, de registrar as vibrações dos Espíritos que se aproximam, de perceber as emanações psíquicas das pessoas, dos animais, e, por vezes, até de certos objetos, além de captar as vibrações ambientais. Kardec chamou quem tem essa capacidade, de médiuns sensitivos ou impressionáveis. Essa faculdade se desenvolve com o hábito e pode atingir uma sutileza que a pessoa dotada reconhece, pela sensação recebida, não só a natureza boa ou má do Espírito que se aproximou, mas também a sua individualidade, como o cego reconhece as pessoas que dele se aproximam. Já a mediunidade é a faculdade de intermediar os Espíritos, desencarnados ou encarnados.  Não há, pois, como identificar a sensitividade (que até pode ser catalogada como uma faculdade psíquica para-mediúnica) com a mediunidade, uma vez que a primeira não serve, propriamente, à intermediação dos Espíritos. Apenas, o registro de sua presença, por meio de sensações tácteis, térmicas e olfativas, que, na maioria das vezes, são tênues e ocasionais, embora, em certos casos, quando reconhecíveis, costumeiras, possam até servir de sinal da aproximação de determinado Espírito.  Em síntese, o fenômeno da sensitividade mostra-se, tecnicamente, diferente do fenômeno mediúnico, que diz, sim, com a intermediação do pensamento do Espírito. Todo ser humano é sensitivo, ou seja, impressionável (“receptor de impressões sensoriais”) e, também, médium (intermediário dos Espíritos). No serviço mediúnico, o medianeiro, geralmente, mostra-se, também, como sensitivo. Já o sensitivo, em registrando apenas impressões sensoriais, nem sempre exerce a mediunidade, propriamente. (No início, o termo sensitivo foi aplicado como sinônimo de médium. Mais tarde, porque passou a ser vulgarizado em Metapsíquica e, principalmente, na Parapsicologia, com outro sentido, surgiu a opção pelo uso exclusivo das palavras médium e medianeiro para qualificar o intermediário mediúnico, e o emprego do termo sensitivo, apenas para designar o sujeito receptor das impressões oriundas dos Espíritos ou do meio espiritual).  Fontes: O Livro dos Médiuns; Apostila Feb Organização das Reuniões Mediúnicas.

Os perfeitos ciclos da vida

 CÍNTHIA CORTEGOSO http://contoecronica.wordpress.com   A vida acontece em ciclos, e não em linhas retas a perder de vista. A cura também acontece em ciclos. Tudo, de alguma forma, está interligado. Há muita impaciência e ignorância (esta utilizada realmente como falta de conhecimento) quanto ao sábio andamento e normalmente nos queixamos de que a realização do “nosso desejo” está muito demorada. Pois bem, o nosso esquecimento de que se tudo está interligado, quantas ações e pessoas igualmente estão envolvidas para que algo nos chegue ao tempo preciso. E as ações seguem após passarem por nós. E os ciclos são infinitos. Sem dúvida de que a nossa ansiedade e impaciência nos colocam em situações bastante delicadas nos forçando a esperar outras oportunidades de crescimento e reajuste, porque não fomos pacientes nem perspicazes como se deveria. No entanto a Bondade Divina é amorosa e paciente demais e, graças a Deus, estamos fadados ao progresso. Ainda há uma observação imprescindível de que a percepção do que necessitamos deve ser despertada em nós. Somos um universo em comunhão com o Universo maior. Talvez uma das essenciais grandes lições a aprendermos (lembrarmos) definitivamente é que somos seres eternos e a eternidade é o nosso tempo real. E a primeira importante lição é que a Perfeição Divina é indiscutível, onipotente e onipresente, tudo sabe antes mesmo dos acontecimentos. Então, não há o que questionar, basta o nosso desejo de melhoria e compreensão. Se a nossa atenção ficar no tempo presente, é certo de que poderemos sentir muito mais o valor da vida em todos os seus aspectos; e se a nossa confiança e fé forem fortalecidas e vivenciadas, logo estaremos apreciando a existência como realmente deve ser. Não somos seres abandonados no Universo, somos seres muito amados e observados com muito cuidado, porém o nosso crescimento deve ser conquistado por nós. Amparo e proteção há sempre, mas devemos também querer viver de acordo com os ensinamentos do Mestre Jesus. E quando pensarmos em questionar algo, melhor observarmos antes como está a nossa conduta e comportamento, sem esquecer que somos provenientes de incontáveis existências com mais débitos do que conquistas, e tudo está conectado conforme a sua energia. E como não somos exclusivos nem mais importantes do que ninguém, recebemos em nossa vida o que realmente lançamos ao Universo no tempo perfeito para o nosso desenvolvimento. (Um adendo: a Bondade Divina sempre nos ama mais do que o nosso pequenino esforço e demonstração.) Portanto, tudo está ideal segundo a atitude, pensamento e sentimento coletivos e pessoais. Ninguém vive o que não necessita e tudo ocorre no tempo perfeito. À medida que vivemos de maneira mais coerente e feliz, mais luz bendita começamos a visualizar. E a compreensão de que podemos ser o nosso grande empecilho e atraso ou a nossa linda e brilhante estrela estará mais viva nos nossos dias. 

Editorial: A magnificência do Bem

Bem-aventurados os que tem puro o coração.” – Jesus   Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, na questão 630 diz: Segundo a definição dos Espíritos colaboradores da codificação espírita, o bem é tudo que está de acordo com a lei de Deus, e o mal tudo que dela se afasta. Assim fazer o bem é se conformar com a lei de Deus, e fazer o mal é infringir essa lei.  A caridade pode se equiparar ao bem, no seu sentido mais puro. O bem ou a bondade é uma virtude. A vivência no bem determina um modelo de moral, que lateralmente ao crescimento intelectual, qualifica o adiantamento dos indivíduos. Através das sucessivas encarnações o espírito desenvolve a inteligência que lhe esclarece sobre as opções de escolhas, distinguindo melhor entre as possibilidades do bem ou do mal, consciente de que prestará contas das suas escolhas e atos. A moral Espírita segue a máxima do Cristo: “Fazer o bem aos outros, assim como gostaríamos que eles nos fizessem.” A base da moral espírita é o bem, que é a mesma moral de Jesus. A prática da benevolência ensinada pelo Cristo, a codificação da Doutrina Espírita salienta as qualidades que destaca o verdadeiro “homem de bem”, servindo de princípios para a prática espírita. Encontraremos em A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo – cap. II, item 8: “Podemos dizer que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. O mal também não é um atributo específico assim como o frio não é um fluido especial; um é o negativo do outro. Onde não exista o bem, forçosamente existe o mal; não fazer o mal já é o começo do bem” Para uns e para outros a visão do mundo e da vida e as ações decorrentes, não tem nenhum significado, vocábulo como solidariedade, fraternidade, ética e moral, não encontram ressonância, porém para os que vivenciam os ensinamentos do Mestre Jesus faz todo o sentido.   A distância entre os dois, mal e bem, se ajustam na duplicidade das características da nossa condição evolutivo espiritual, indispensável ainda para nossas experiências e compreensões, como: claro e escuro, indo e vindo, alto e baixo, cheio e vazio, bem e mal. Cada indivíduo, cada espírito, está onde é essencial e se consentiu estar em cada encarnação para o seu aprendizado. Pretérito e posteridade são para nós o que efetivamente convém, deixando o imediatismo,  eternamente para depois!    Encontramo-nos no planeta para crescimento pessoal e o momento perfeito para alguma transformação é o nosso presente imediato. Iniciemos por investir naquilo que necessita ser desprezado, por nocivo às nossas metas propostas. Que as nossas opções reincidam sobre o que chama a sensatez e o bom senso, às ocupações dignas e ao cumprimento e consideração às Leis Divinas. A magnificência do Bem é inconfundível. Este planeta proporciona  tantas oportunidades de entretenimento que é custoso notar a magnificência do que é habitual e inerente para a iluminação do espírito. Jesus apontou para a humanidade o aviso dizendo: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” Diz Emmanuel em Rumo Certo – Francisco C. Xavier: “Exteriorizarás entusiasmo e alegria, nas horas belas da estrada; todavia demonstrarás coragem e paciência, nos dias amargos, quando tudo pareça despedaçar-te os sonhos e aniquilar-te as esperanças . Onde encontrar-se, não te olvides de que o bem carece de você como meio para manifestar-se e não para se negligenciar, como se nada tivesses a ver com o que sucede à sua volta. Assimilada, mas notadamente bem interpretada, a Doutrina Espírita leva as consequências acima revelado, que distinguem o autêntico espírita, como o cristão genuíno, pois que um é o mesmo que o outro. Os bons espíritas são pessoas de bem.   Fontes:   – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec. – O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec. – A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo – Allan Kardec. – Rumo Certo – Francisco C. Xavier/Emmanuel. – Jornal Mundo Espírita.

Abraça o teu roteiro

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. – Jesus     Pela Presidência   A impressão que temos, é que por milênios o planeta mostra que o egoísmo e o orgulho não foram suavizados pela dor e o sofrimento que a todos afligem e atormenta, parecendo intensificar-se e agravar-se na atualidade, o que ainda nos leva a crer que a humanidade contemporânea vive uma crise moral, espelhando em tudo o que é realizado, nos variados espaços e ambientes sociais dos quais participamos, colaboramos e nos inserimos. Entretando, Jesus promete um outro Consolador, pedindo ao Pai Celeste, que através do Espírito de Verdade, que nos ensinaria todas as coisas e nos faria recordar tudo o que Ele tinha dito. Assim a Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec, alçando o véu dos segredos e enigmas que escondia a Vida Espiritual. Todas as incertezas, temores e aspirações, acham uma direção de rumo ao encontro das informações, esclarecimentos e conforto espiritual, eliminando a escuridão do desconhecimento e da ignorância. Liberta dos grilhões e da opressão , da adoração e veneração exterior ao Divino Pai. Acompanhamos na atualidade o avanço intelectual da humanidade jamais visto e em extensas dimensões, constituindo em grande progresso dos seres humanos, porém se vê impotente para traduzi-la em ganhos morais, pois o egoísmo, o orgulho e a vaidade ainda predominam, atendendo as suas paixões e inclinações próprias. As nossas intenções viabilizam as escolhas, que impulsiona as nossas condutas, produzindo experiências e criando sentimentos, sensações e comoções. A criação do nosso roteiro em busca da personalidade individual, com objetivos voltados ao superficial e aparências exteriores não serão suficientes, é imprescindível que tornemos ao nosso íntimo, impulsionando transformações no espírito, modificando referências existenciais . A predominância do ontem, contribuirá para a permanência de experiências falidas e a consequente convivência  com o sofrimento e dificuldades de vivências atuais. Pautando o nosso roteiro em reformas e mudanças, optando por melhores escolhas, construindo um novo homem e substituindo o antigo e inexperiente ser, viabilizaremos a nossa segurança e a firmeza de conduta moral na marcha evolutiva, aperfeiçoando o espírito ainda em atraso. Abracemos assim o roteiro de renovação de conceitos essenciais sob a luz dos ensinamentos de Jesus, amando incondicionalmente, todos os dias e em todas as experiências e aspirações no bem. Nessa linha de ação decidida e inspirando-se em Jesus, o Espírito Emmanuel propõe: Abraça o teu roteiro, com a alegria de quem trabalha por fidelidade ao Sumo Bem, estendendo a graça da esperança, a benefício de todos, e, um dia, todos os que te cercam e te acompanham entoarão o cântico de bem-aventurança que o teu coração escreveu e compôs nos teus atos, aparentemente pequeninos de fraternidade e sacrifício, em favor dos outros, em tua jornada de ascensão à Divina Luz. Esse é o rumo em busca da nossa luz de integridade espiritual, o percurso para suplantar irrevogavelmente a instabilidade e o desequilíbrio moral que nos infelicita, cujo desfecho surge e se manifesta do Reino de Deus que está internamente em nós, para a soberania do Amor sobre toda a Humanidade, em concordância aos ensinamentos de Jesus.   Fontes: – O Livro dos Espíritos. – Evangelho Segundo e Espiritismo. – Chico Xavier – Escrínio de luz. Pelo Espírito Emmanuel. – Divaldo Franco – Vidas vazias. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. – Divaldo Franco – Amanhecer de uma nova era. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte XVI – Percepção, Sintonia e Concentração

Para que um trabalho seja bem-sucedido conhecimento é essencial. Falaremos neste mês de pilares fundamentais no estudo da mediunidade: Sinergia: Ação ou esforço simultâneos; cooperação; coesão; trabalho ou operação associados. Convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado. Pensamento, sentimento e vontade potencializam a sintonia com os bons Espíritos. Percepção: capacidade de captar impressões, ter consciência de algo por meio da inteligência e dos sentidos. Percepção extrassensorial: Refere-se à capacidade de compreender além dos sentidos e da ação mental corriqueira (impressão paranormal ou intuição). Está fundamentada na teoria de que a mente humana desempenha, dentre outras, a função Psi – expressão criada pelo cientista estadunidense Joseph Banks Rhine (1895-1980). Psi Gama ou de efeitos inteligentes – telepatia, clarividência, presságios. Psi Kapa ou de efeitos físicos – levitação, telecinesia, teleplastia. A Codificação Espírita classifica os tipos de percepção psi gama e psi kapa, em mediúnicos e anímicos. Allan Kardec subdividiu os processos mediúnicos em duas categorias, viabilizados por médiuns: • Médiuns de efeitos físicos – os que têm poder de provocar efeitos materiais ou manifestações ostensivas. • Médiuns de efeitos inteligentes – os que são mais aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes. Allan Kardec denomina a percepção anímica de fenômeno de emancipação da alma. Destaca ainda que a percepção mediúnica traz sempre conteúdo anímico.   Sintonia: Há sintonia entre duas ou mais pessoas quando há harmonia, similitude, simpatia ou reciprocidade no pensar e no sentir. “Os Espíritos vão, de preferência, onde se acham os seus semelhantes. Aí ficam mais à vontade e mais seguros de que serão ouvidos. O homem atrai os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só, quer faça parte de um todo coletivo, como uma sociedade, uma cidade ou um povo.   Sintonia mediúnica: Todo ser humano é médium: “… todos somos instrumentos das forças com as quais estamos em sintonia. Todos somos médiuns, dentro do campo mental que nos é próprio, associando-nos às energias edificantes, ou às forças perturbadoras e deprimentes. A questão da sintonia vibratória é de real importância nos cometimentos da educação mediúnica. À medida que o estudo faculta o conhecimento dos recursos medianímicos, a compreensão da vivência pautada em atos de amor e caridade fraternal propicia um eficaz intercâmbio entre os Espíritos e os homens, que dos últimos se acercam atraídos pelos apelos, conscientes ou não, que lhes chegam do plano físico. Dínamo gerador e antena poderosa, o cérebro transmite e capta as emissões mentais que procedem de toda parte, num intercâmbio de forças ainda não necessariamente catalogadas, que permanecem sem o competente controle capaz de canalizá-las para finalidades educativas de alto valor. Nessa coabitação de vibrações que se mesclam e confundem, gerando perturbações físicas e psíquicas, estimulando sentimentos que se desgovernam, o campo mediúnico se apresenta na condição de uma área perigosa quando não convenientemente cultivado. Em razão desse interrelacionamento vibratório, mentes desencarnadas ociosas ou más estabelecem conúbios [uniões estreitas] que desarticulam o equilíbrio dos homens, dando gênese a problemas graves nos diversos e complexos setores da vida. Agastamento e dispepsia [sensação de desconforto digestivo], irritação e úlceras, cólera e gastrite, ciúme e neurose, mágoa e distonia emocional, revolta e dispneia, ódio e extrassístole [batida extra do coração] entre outros fenômenos que aturdem e enfermam as criaturas, podem ter suas causas nessa sintonia generalizada com os Espíritos, quer encarnados ou desencarnados. O estudo dá diretriz, oferecendo métodos de controle e disciplina psíquica, enquanto a atitude concede renovação íntima e conquista de valores morais. A mente voltada para os relevantes compromissos da vida harmoniza-se, na mesma razão em que as ações de benemerência granjeiam títulos de enobrecimento para o seu agente. Os Espíritos Superiores respondem aos apelos que lhes são dirigidos conforme a qualidade vibratória de que eles se revestem. (Projeto Manoel P. Miranda) Concentração mental – envolve atuação simultânea de dois tipos de forças: atenção e vontade. Atenção é o processo cognitivo do intelecto, caraterizado pela seleção ativa de determinados estímulos com inibição concomitante de todos os outros. Vontade é o que alimenta o processo de atenção, é faculdade mental utilizada na escolha ou decisão acerca de um ato ou pensamento. Concentrar significa convergir para o centro. Concentração é saber direcionar a atenção ou energias para um objetivo específico. Por exemplo: quando lemos um livro ou assistimos a um programa de televisão que nos interessa, praticamente não percebemos o tempo passar, não notamos os ruídos do ambiente, esquecemos nossos problemas; estamos tão interessados que praticamente mergulhamos no assunto, deixando de lado todo o resto. Boa concentração exige vida reta. Os bons resultados da concentração exigem disciplina mental, persistência e prática contínua. Não é algo que se aprende superficialmente e às pressas. Concentração mediúnica é hábito que se adquire paulatinamente, cujos bons resultados dependem diretamente dos esforços investidos. Durante o contato com Espíritos desencarnados é preciso que o médium se abstraia das preocupações/problemas que transcorrem fora da reunião, fixando-se nos acontecimentos que envolvem o intercâmbio, a fim de que a doação e a recepção de energias magnético-espirituais e o clima de harmonia e seriedade do trabalho não sofram processo de continuidade. Dificilmente uma casa, um centro, uma seara conservará sua vitalidade e dinamismo quando suas reuniões mediúnicas desestruturam-se, descuidando os seus dirigentes da correção de suas práticas. Por meio dessas reuniões, assim desorganizadas, insurge-se a agressão dos Espíritos imperfeitos e ignorantes, veiculando a cizânia e o falso saber (MIRANDA, 1997, p. 22). O conhecimento doutrinário básico elimina uma boa parte dos riscos de frustração decorrentes de uma seleção mal conduzida, pois, quando se reúnem pessoas que se dispuseram à aprendizagem para se colocarem à altura da tarefa, é sinal de que esses candidatos já demonstram um certo valor moral que, desse ponto de vista, os credenciam. (MIRANDA, 1997, p. 23).         Fontes: Federação Espírita Brasileira Mediunidade: Estudo e Prática Programa 2 Módulo II – Mecanismos da mediunidade; Vivência Mediúnica – Projeto Manoel Philomeno de Miranda; O Livro dos Espíritos – Allan Kardec; Nos Domínios da Mediunidade F.C.Xavier/André Luiz; Diálogo com as sombras

Lição na Prova

Nas provas com as quais te defrontas, aprende a lição que elas descortinam ao espirito. Toda queda ensina muito. Com o aprendizado de um único tropeço, conseguiras ficar de pé, em diversas experiencias semelhantes. A lagrima é um processo de limpeza da visão. Não raro, é preciso que caias para que vejas os que renteiam contigo. Apenas os que sofreram na pele, sabem avaliar a intensidade da dor dos semelhantes. Se não te revoltas, os reveses que sofras te conferirão intransferível conhecimento da vida. A dor que te quebranta é a mesma que te faz crescer!!     Livro VIGIAI E ORAI. (CARLOS A. BACCELLI “IRMÃO José”) Artigo publicado por DCD  

Uniões de Provas

“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”  – Jesus – Mateus 19.6    Por Luiz Carlos Affonso A transformação moral do espírito é fundamental para a sua felicidade e sua paz. A Doutrina Espírita trás em O Livro dos Espíritos na sua terceira parte as Leis Morais, em observância a elas verificaremos que são um meio de transformação, ressalvando que a última delas é a mais importante, a de Justiça, Amor e Caridade. Diz: “É por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras. Quando Deus nos insere na família terrena, onde vamos construir as nossas relações afetivas, essas relações oportunizam aos conviventes familiares experiências que vão contribuir na edificação moral, atenuando as nossas mazelas como, egoísmo, orgulho, vaidade, impulsos instintivos, apegos e outros, transformando-nos em seres de amor incondicional. Somos devedores de antigos compromissos e a reencarnação propicia, possibilita e garante o resgate na condição de cônjuge, pais, filhos ou parentes. Essa interpretação dos dizeres de Jesus de que, “Não separe o homem o que Deus ajuntou”, devem ser compreendidas com menção à conciliação de seres, não está referendada somente aos casos conjugais e sim a compromissos domésticos sagrados. As nossas reencarnações são planejadas para que tenhamos êxito em suas vivências e não temos o direito de desarmonizar o que foi programado e estruturado com objetivos Divinos para as nossas conquistas virtuosas no trajeto do progresso nobre do espírito. Quem desorganiza realizações Divinas esboça a reparação. Diz Emmanuel em página do Livro Caminho Verdade e Vida. “Ninguém alegue desconhecimento do propósito divino. O dever, por mais duro, constitui sempre a Vontade do Senhor. E a consciência, sentinela vigilante do Eterno, a menos que esteja o homem dormindo no nível do bruto, permanece apta a discernir o que constitui “obrigação” e o que representa “fuga”…”Quebrando a ordem que lhe rege os caminhos, desorganizará a própria existência. Os princípios equilibrantes da vida surgirão sempre, corrigindo e restaurando”. A sugestão de progresso espiritual, não é criar paixões e apegos ou ainda desapegos entre os seres, mas de possibilitar, viabilizar e dilatar o amor na família humana e espiritual. A estrutura da conciliação, consonância e união, se fortalecem na esfera terrena e consolidam no plano espiritual. A ligação sanguínea que nos une, não determina imprescindivelmente laços de sangue. Os que se ajuntam para ajustes na mesma parentela, são na maior parte, espíritos que revelam amabilidade, cativados por ligações precedentes, que se retratam por um apreço mútuo na existência física. Podem ser também totalmente desconhecidos uns dos outros, desunidos por incompatibilidades do passado longínquo ou não. São adversidades que se manifestam na existência material e que são reciprocas, com o propósito de amparar nas atribulações, dificuldades e infortúnios.             Os filhos rebeldes, o esposo opressor, a companheira inflexível, os pais autoritários, são junções de ligações menos dóceis, onde cultivastes o espinheiro do tiranismo e hoje em convivência contigo, pede transformação nas vivências e experiências terrenas, amando e perdoando sem limites. Portanto não vamos alinhar as nossas sagradas oportunidades separando o que Deus ajuntou para o nosso avanço, desenvolvimento e evolução.  Fontes: – Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel. – Livro da Esperança — Emmanuel. – KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Alteridade e Respeito às Diferenças

Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo Ilimitado da Evolução. André Luiz   Proporcionar o amor ao próximo e o entendimento entre os seres humanos é primordial no exercício dos fundamentos da Doutrina Espírita. No espiritismo a alteridade diz respeito a sabedoria de admitir e aceitar, valorizando a particularidade e a diferença de cada um. Cultivado o diálogo, a compreensão, a empatia, o respeito e a tolerância no convívio espírita, estamos buscando, proporcionando e construindo um ambiente de serenidade e equilíbrio. As experiências contemporâneas nos pedem consideração, ponderação e consciência sobre a descriminação e a tolerância. Os ensinamentos de Jesus nos dizem muito sobre isso. A Doutrina Espírita disponibiliza ferramentas esclarecedoras para a labuta da reforma moral e das relações sociais, as Leis da imortalidade da alma, da reencarnação, da evolução do espírito e do amor incondicional, são alguns preceitos para o sustento da nossa caminhada rumo à evolução dos seres espirituais que somos. Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373.) Os conflitos vão surgir, é evidente, em nossas convivências sociais e representa uns dos maiores enfrentamentos nas experiências diárias em nosso trajeto de evolução humana. Encaremos esses estímulos como possibilidades preciosas para o avanço da compreensão e ação da tolerância para com o outro. O espírito está em constante evolução, aperfeiçoando-se a cada existência e saber situar-se no lugar do outro é fundamental. Essa prática nos ajuda a desprendermos do olhar restrito do eu para divisar a coletividade, o respeito ao espaço e o tempo de aprendizado de que cada um leva a interagir de forma mais benevolente e altruísta. “Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais.” – Livro dos Espíritos – Questão 804 O espiritismo facilita-nos o entendimento da metodologia constante da mudança de caráter e princípios morais e éticos e a complacência realiza papel fundamental, obrigando o embate com os nossos entraves de impulsos de sublimidades. A tolerância nos ajuda a sermos humildes, percebendo que nós também cometemos erros assim como os outros. Ser flexível e respeitar as intercorrências são passo a sublimidade, é antes de tudo ser generoso, relevar falhas e ter facilidades em compreender e perdoar. A contemporaneidade vive acentuando o uso do conceito de alteridade, todavia a expressão em si sem a assistência da prática não move o ser humano ao amor àqueles que nos cercam. “Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?” – Mateus 5, 46-47 – O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XII – item 1. Assim ensinava Jesus, sem preconceitos de cor, raça, condição econômica, social ou moral. Consumando essas ponderações é legítimo finalizar que a Doutrina Espírita vivencia o apreço a igualdade humana, o que leva o espírita a auxiliar e a colaborar sem discriminação de nenhuma natureza.     PELA PRESIDÊNCIA   Fontes: – O Livro dos Espíritos. – Evangelho Segundo e Espiritismo. – KARDEC, Allan. Obras póstumas. – https://www.febnet.org.br

SE NÃO CONSEGUES

Se não consegues libertar-te, de imediato, deste ou daquele problema que te acabrunha, procura administra-lo. Que as tuas dificuldades intimas não sejam embaraço para os outros. Que as tuas mazelas pessoais não comprometam a felicidade de ninguém. Que as tuas lutas por melhorar não afetem a vida dos teus semelhantes. Não sejas condescendente em excesso com os teus erros! Não toleres em demasia as tuas constantes reincidências do mal. Administra os teus conflitos psicológicos, lutando  por tua independência, em tuas inclinações infelizes. Corrige-te a cada dia e, de tuas pequeninas vitorias no cotidiano, alcançaras o triunfo definitivo.   Livro VIGIAIS E ORAI CARLOS A. BACCELLI “IRMÃO José”

REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte XIII – DAS OBSESSÕES

REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte XIII DA INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSAS VIDAS – DAS OBSESSÕES   Dando sequência ao estudo das influências espirituais, trataremos do capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns – DA OBSESSÃO.   No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem, como se faz com uma criança.   Classificando as obsessões – Quanto ao sujeito ativo, a obsessão será: Individual – quando provocada por apenas um obsessor; Coletiva – quando provocada por mais de um obsessor. Nestes casos, os obsessores tanto podem estar desenvolvendo ações independentes, embora produzidas por motivos semelhantes, quanto podem estar organizados, exercendo sistematicamente a influência obsessiva. Quanto ao sujeito passivo, teremos também: Individual – quando sofrida por um só obsidiado; Coletiva – quando a ação é exercida sobre um grupo de indivíduos. Kardec classificou a obsessão quanto ao grau de influenciação como: Obsessão simples – verifica-se quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, intromete-se contra a sua vontade nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos (…). Não se está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo no início, quando ainda lhe falta a experiência necessária, como entre nós as pessoas mais honestas podem ser enganadas por trapaceiros. Pode-se, ser enganado sem estar obsedado. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito do qual não se consegue desembaraçar. Na obsessão simples o médium sabe perfeitamente que está lidando com um Espírito mistificador, que não se disfarça e nem mesmo dissimula de maneira alguma as suas más intenções e o seu desejo de contrariar. O médium reconhece facilmente a mistificação, e como se mantém vigilante raramente é enganado. A Obsessão simples também existe para os que não são médiuns ostensivos. Ocorre quando o agente se impõe, de modo sutil e tenaz, à sua vítima, sugerindo pensamentos negativos, despertando emoções estranhas e inexplicáveis.   A fascinação tem consequências, muito mais graves. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o absurdo do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula. Enganam-se os que pensam que esse tipo de obsessão só pode atingir as pessoas simples, ignorantes e desprovidas de senso. Os homens mais corretos, mais instruídos e inteligentes não estão mais livres dessa ilusão, o que prova tratar-se de uma aberração produzida por uma causa estranha, cuja influência os subjuga. (…) graças a essa ilusão que lhe é consequente o Espírito dirige a sua vítima como se faz a um cego, podendo levá-lo a aceitar as doutrinas mais absurdas e as teorias mais falsas como sendo as únicas expressões da verdade. Além disso, pode arrastá-lo a ações ridículas, comprometedoras e até mesmo bastante perigosas. (…) Compreende-se também que os Espíritos provocadores das obsessões simples e de fascinação devem ser diferentes quanto ao caráter. Na obsessão simples, o Espírito que se apega ao médium é apenas um importuno pela sua insistência, do qual ele procura livrar-se. Na fascinação, é muito diferente, pois para chegar a tais fins o Espírito deve ser esperto, ardiloso e profundamente hipócrita. Porque ele só pode enganar e se impor usando máscara e uma falsa aparência de virtude. As grandes palavras como caridade, humildade e amor a Deus servem-lhe de carta de fiança. Mas através de tudo isso deixa passar os sinais de sua inferioridade, que só o fascinado não percebe; e por isso mesmo ele teme, mais do que tudo, as pessoas que veem as coisas com clareza. Sua tática é quase sempre a de inspirar ao seu intérprete afastamento de quem quer que possa abrir-lhe os olhos. Evitando, por esse meio, qualquer contradição, está certo de ter sempre razão. Também atinge não só o médium – o obsessor incute no obsidiado ideias de grandeza, pensamentos de inferioridade, sugestões absurdas e ridículas, levando-o a viver fora da realidade. A ilusão é tão perfeita que a vítima se torna cega, obstinada pela necessidade de ter dinheiro, poder, prazeres sexuais etc., não percebendo a situação delicada e esdrúxula em que se encontra. A subjugação é um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir malgrado seu. Esta se encontra, sob um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corpórea. No primeiro caso, o subjugado é levado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão considera sensatas: é uma espécie de fascinação. No segundo caso, o Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários. A Possessão – Kardec, como vemos em O Livro dos Médiuns, inicialmente não admitia a possessão, o domínio exercido pelos maus Espíritos, quando a sua influência chegava a produzir a aberração das faculdades humanas. Não adotamos esse termo, como explica, por dois motivos: primeiro, por implicar a crença na existência de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, quando só existem seres mais ou menos imperfeitos e todos eles suscetíveis de se melhorarem; segundo, por implicar também a ideia de tomada do corpo por um Espírito estranho, numa espécie de coabitação, achava que não existisse possessos, no sentido vulgar do termo, mas apenas obsedados, subjugados e Embora tivesse rejeitado inicialmente a palavra possessão, a repete várias vezes na Revista Espírita, conforme podemos verificar

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