Pela Presidência
“Com o Espiritismo, a vida futura não é mais simples artigo de fé, ou simples hipótese. É uma realidade material, provada pelos fatos”. (Evangelho Segundo e Espiritismo. Capítulo II Item 3)
As realizações, as escolhas e as contendas da vida, muitas vezes fazem-nos viver o momento, o imediato, desempenhando e preenchendo funções capitais em nossa trajetória. Porém a Doutrina Espírita nos mostra que devemos examinar e refletir sobre a brevidade dessas experiências vividas em nossa atual encarnação e passar a assumir um comportamento e atitudes de desprendimento com vínculo aos pertences corpóreos, redirecionar nosso empenho para aquilo que realmente implica em nossa evolução espiritual.
O imprescindível não será de tal forma o que conservas, é o que disponibiliza do seu tempo a aqueles que necessitam, distribuindo sem pensar no que vai colher, não é aquilo que pedes a Deus, mas o que aceita o que lhe é ofertado pela Divindade. Na vida do espírito, o que conduzimos a espiritualidade de verdadeiro e imprescindível não é o que apresenta, é sempre o que disponha de ti aos outros.
A configuração ordenada da sociedade está de tal modo estruturada, que causa para o ser um embaraço em rescindir com a maneira em que vem sustentando as experiências materialistas ao longo do tempo, o que nos faz entender, apesar de não fundamentar, são raros os seres aptos a transformar suas vidas, e ainda mais raros os que possuem a aspiração de executá-lo.
Quando todas as contenções da veneração, essa idolatria de si mesmo, essa vaidade, este orgulho e esse egoísmo, que enganam o que realmente somos se dissipam, restam-nos o imprescindível, o essencial e o mais elevado das nossas conquistas, os valores morais. Pelas vivências e através das sucessivas encarnações as personalidades se modificam, desprovendo o espírito de suas mazelas.
Do Livro – O Essencial – por Emmanuel, diz: “Lembra-te sempre disto: Tens somente o que és. O que fazes de ti, é aquilo que possuis. Corpo em que moras hoje sofre a lei do desgaste. A posse que retém, passará a outras mãos. Recorda: A evolução tudo alcança e renova. Em derradeira instância, importará só Deus”.
Jesus sempre se referia a vida futura e suas preleções. Em um diálogo com Pilatos diz a ele: “Meu Reino não é deste mundo”. Ele confirma a vida futura e o prosseguimento na vida espiritual pelo espírito imortal.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, encontraremos no capítulo 2, o que segue: “Por estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o fim a que se destina a humanidade, e como devendo ser o objeto das principais preocupações do homem sobre a terra. Todas as suas máximas se referem a esse grande princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teriam nenhuma razão de ser. É por isso que os que não creem na vida futura, pensando que ele apenas falava da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris”.
Por tudo isso, o Caminho, a Verdade e a Vida que é Jesus, veio até nós, para exprimir a confiança de que não tenhamos medo de educar-se, nem medo de prosperar e assumir responsabilidade maior, que vem com o crescimento.
Se desejamos alcançar a paz, a harmonia e o equilíbrio do espírito, necessitamos iniciar o crescimento interior com sinceridade, ousadia, obstinação e persistência.
Imortais que somos, carecemos de despertar a viver como criaturas imortais.
Fontes:
– Coleção Fonte Viva – Emmanuel – Francisco Cândido Xavier.
– Evangelho Segundo e Espiritismo.
– O Essencial – Emanuel.