“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” – Jesus – Mateus 19.6
Por Luiz Carlos Affonso
A transformação moral do espírito é fundamental para a sua felicidade e sua paz. A Doutrina Espírita trás em O Livro dos Espíritos na sua terceira parte as Leis Morais, em observância a elas verificaremos que são um meio de transformação, ressalvando que a última delas é a mais importante, a de Justiça, Amor e Caridade. Diz: “É por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras.
Quando Deus nos insere na família terrena, onde vamos construir as nossas relações afetivas, essas relações oportunizam aos conviventes familiares experiências que vão contribuir na edificação moral, atenuando as nossas mazelas como, egoísmo, orgulho, vaidade, impulsos instintivos, apegos e outros, transformando-nos em seres de amor incondicional. Somos devedores de antigos compromissos e a reencarnação propicia, possibilita e garante o resgate na condição de cônjuge, pais, filhos ou parentes.
Essa interpretação dos dizeres de Jesus de que, “Não separe o homem o que Deus ajuntou”, devem ser compreendidas com menção à conciliação de seres, não está referendada somente aos casos conjugais e sim a compromissos domésticos sagrados.
As nossas reencarnações são planejadas para que tenhamos êxito em suas vivências e não temos o direito de desarmonizar o que foi programado e estruturado com objetivos Divinos para as nossas conquistas virtuosas no trajeto do progresso nobre do espírito. Quem desorganiza realizações Divinas esboça a reparação.
Diz Emmanuel em página do Livro Caminho Verdade e Vida. “Ninguém alegue desconhecimento do propósito divino. O dever, por mais duro, constitui sempre a Vontade do Senhor. E a consciência, sentinela vigilante do Eterno, a menos que esteja o homem dormindo no nível do bruto, permanece apta a discernir o que constitui “obrigação” e o que representa “fuga”…”Quebrando a ordem que lhe rege os caminhos, desorganizará a própria existência. Os princípios equilibrantes da vida surgirão sempre, corrigindo e restaurando”.
A sugestão de progresso espiritual, não é criar paixões e apegos ou ainda desapegos entre os seres, mas de possibilitar, viabilizar e dilatar o amor na família humana e espiritual. A estrutura da conciliação, consonância e união, se fortalecem na esfera terrena e consolidam no plano espiritual.
A ligação sanguínea que nos une, não determina imprescindivelmente laços de sangue. Os que se ajuntam para ajustes na mesma parentela, são na maior parte, espíritos que revelam amabilidade, cativados por ligações precedentes, que se retratam por um apreço mútuo na existência física. Podem ser também totalmente desconhecidos uns dos outros, desunidos por incompatibilidades do passado longínquo ou não. São adversidades que se manifestam na existência material e que são reciprocas, com o propósito de amparar nas atribulações, dificuldades e infortúnios.
Os filhos rebeldes, o esposo opressor, a companheira inflexível, os pais autoritários, são junções de ligações menos dóceis, onde cultivastes o espinheiro do tiranismo e hoje em convivência contigo, pede transformação nas vivências e experiências terrenas, amando e perdoando sem limites. Portanto não vamos alinhar as nossas sagradas oportunidades separando o que Deus ajuntou para o nosso avanço, desenvolvimento e evolução.
Fontes:
– Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel.
– Livro da Esperança — Emmanuel.
– KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo.