Por Luiz Carlos Afonso
“Se vos tenho falado de coisas terrestres, e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?” – Jesus (João 3:12)
Em cada nova existência temos por finalidade granjear novos aprendizados, que contribuirão para nossa evolução espiritual, tendo como finalidade a perfeição relativa. Essas conquistar demanda várias encarnações, visto que, cada um de nós teremos que nos empenharmos por aquisições virtuosas, como, sermos amorosos, bondosos, justos, pacientes, aprender a respeitar o semelhante, deixarmos de ser preconceituosos e praticarmos o perdão, essas são algumas virtudes, são realizações que requer empenho constante em nossas vivências diárias.
Jesus em conversa com Nicodemos deixou claro a ele, o que podemos interpretar como também a nós, que não conhecemos e não cremos nas coisas terrenas, como vamos entender as celestiais? Aí começa a nossa busca pelo processo evolutivo do espírito.
Deus em sua bondade e misericórdia, concede e viabiliza novas encarnações até que obtenhamos grau avançado de evolução , o que colocará um marco final na necessidade de reencarnar. Como o aprendizado é gradual, teremos tempo suficiente de harmonizar o que em outras vidas não fizemos escolhas favoráveis a aquisições virtuosas, por essa razão, há demanda de muitas encarnações. A Doutrina Espírita, através dos seus ensinamentos, alinhados a Jesus, oferece esse método de entendimento ao processo de evolutivo, uma maneira contínua de aprendizado moral e intelectual ao longo de múltiplas vidas.
A visão espírita ainda nos traz a informação de que somos imortais, que mesmo depois da morte do corpo físico, continuaremos a viver intensamente, sempre em busca do progresso contínuo, com o auxílio da espiritualidade superior.
Em cada nova encarnação, ainda no plano espiritual, somos assessorados no planejamento do novo ciclo a ser iniciado, o que implica a intercessão de espíritos benfeitores, onde será determinado o gênero de vida que vai colaborar em nossas realizações e êxitos, consequentemente em avanços espirituais.
Diz Emmanuel em Caminho, Verde e Vida:
É necessário compreenda o homem que Deus concede os auxílios; entretanto, cada Espírito é obrigado a talhar a própria glória.
A grande tarefa do mundo espiritual, em seu mecanismo de relações com os homens encarnados, não é a de trazer conhecimentos sensacionais e extemporâneos, mas a de ensinar os homens a ler os sinais divinos que a vida terrestre contém em si mesma, iluminando-lhes a marcha para a espiritualidade superior.
Que o alerta a Nicodemos, possa nos orientar no entendimento do curso reprisado de experiencias imprescindíveis, e que ao decorrer das versadas vidas, sejamos capazes de distinguir as coisas celestiais.