O que Jesus fará com o planeta?

Estamos, de uma forma geral, assustados, de alguma maneira perplexos e angustiados com o complexo momento histórico do planeta, com tantos desajustes pessoais e coletivos, em ondas crescentes de agressividade e império cruel do materialismo, que tenta se impor ainda mais.
Duas categorias de perversos: os francamente maus e os hipócritas

É mais fácil recuperar um perverso do que um hipócrita.
O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. 27. Pedi e obtereis – Ventura da prece
O Evangelho segundo o Espiritismo (trad. Herculano Pires) – Cap. 27. Pedi e obtereis – Ventura da prece
Palestra “Espiritismo para os simples de coração” enche auditório do Seareiros

No dia 22 de junho, o Seareiros de Jesus teve a alegria de receber o expositor Sandro Cosso, do CEAK (Centro Espírita Allan Kardec) de Campinas, para a palestra Espiritismo para os simples de coração”. Com o auditório lotado, Sandro conduziu a palestra de forma clara e envolvente, abordando o papel do espírita nos dias atuais. Durante sua fala, trouxe histórias que ilustraram a vivência da Doutrina no dia a dia, destacando sempre a importância do amor e do perdão como bases para a transformação pessoal e coletiva. “Se as pessoas agissem com a mesma simplicidade das crianças, o mundo seria outro.”, disse em um dos momentos da palestra. VEJA TAMBÉM: CURTAS DO SEAREIROS, UM RESUMO DE TUDO O QUE ACONTECE NA CASA Ao final, ficou a certeza de que a simplicidade de coração é um caminho seguro para aproximar-nos de Jesus e viver de forma mais plena o Evangelho. Foi, sem dúvida, uma noite de **aprendizado, reflexão e renovação espiritual para todos.
Bezerra de Menezes: o médico dos pobres e apóstolo da caridade

por Jubery Rodrigues _________________________ Adolfo Bezerra de Menezes nasceu em 29 de agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente das primeiras famílias que vieram do sul povoar aquele estado. Em 1838, entrou para a escola pública Vila do Frade e formou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 06 de janeiro de 1858, casou-se com Dona Maria Cândida Lacerda, que faleceu em 24 de março de 1863, deixando dois filhos pequenos. Casou-se então algum tempo depois com sua cunhada, irmã de sua esposa por parte de mãe, com quem teve mais sete filhos. Durante a campanha abolicionista, com espírito prudente, escreveu “A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem danos para a nação”. Conheceu o Espiritismo em 1875 e, em 16 de agosto de 1886, diante de um público extraordinário, proclamou sua adesão à doutrina espírita. A partir daí, toda sua existência foi dedicada à causa de Cristo, sendo considerado o médico dos pobres e o apóstolo da caridade devido a sua dedicação e amor ao próximo. Ele também expôs problemas de sua terra, escreveu biografia sobre homens célebres, foi redator do jornal “Sentinela da Liberdade”, escreveu livros Espíritas. Pela atuação em movimentos espíritas, foi considerado um modelo para a doutrina. Suas atitudes fizeram com que ele fosse considerado o Kardec Brasileiro, uma homenagem pelo seu desempenho. Também foi vereador e deputado pelo Rio de Janeiro, além de presidente da FEB (Federação Espírita Brasileira). Em 11 de abril de 1900, às 11h30, Dr. Bezerra de Menezes desencarnou no Rio de Janeiro, mas suas atividades aqui não se encerraram. Até hoje, o médico dos pobres continua servindo demais a Pátria Espiritual. ____________________ Fonte ; FEB
Ensinamento de Jesus: entre espinhos e frutos, o caminho da superação espiritual

“Nem se vindimam uvas dos abrolhos.” Jesus – Lucas 6.44 Vivemos uma existência de dificuldades, o plano físico nos mostra que devemos ser batalhadores e que os obstáculos são muitos, alguns enormes. Serão impasses, estorvos e adversidades incontáveis, por isso a afirmativa de Jesus que não se pode colher uvas dos espinheiros. São todas essas tribulações que não permitem a colheita de frutos saborosos da vinha dita pelo Cristo na Parábola da Videira. Afirma ainda Jesus que não podemos esperar viabilidades sem esforço constante. Conseguiremos um dia após sucessivas encarnações voltarmos ao convívio da Divindade, mas antes teremos que combater as tribulações tão necessárias ao nosso engrandecimento espiritual, forçoso será encarar o labor. Candidatos que somos em laborar na obra de Jesus, impedimentos nos dificultarão as nossas investidas. Aqueles decididos a enfrentar e a tentar retomar corrigenda aos fracassos, a não somatizar opiniões de companheiros incessíveis ao entendimento dos propósitos e ideais cristãos que assumimos, teremos que nos fortalecer superando a incitação de muitos, que certamente levarão outros à prostração e a desistência. O que fazer então com o contexto de afrontas que nos coage ao atraso e a inércia espiritual? Fugir aos conflitos e as contendas banais seria um processo respeitável a opinião alheia e muitas vezes dignas, respeitando a individualidade e tornando as vivências em um bom confronto, prosseguindo em nossa cumplicidade de coração amoroso e consoante aos ensinos de Jesus. Para participar dos embates necessários ao nosso adiantamento espiritual, seria essencial nos despojar das vestimentas velhas que carregamos a milênios e demandar às provas de maneira mais tênue. Os embaraços no percurso de feitos virtuosos surgirão cotidianamente. Diz Emmanuel no Livro Fonte Viva: A cada hora surge o impedimento inesperado. É o parente frio e incompreensivo, a secura dos corações ao redor de nós, o companheiro que desertou, a mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores, o amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasar a jornada, o cooperador que a morte levou consigo, o ódio gratuito, a indiferença aos apelos do bem, a perseguição da maldade, a tormenta da discórdia. A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina. Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento e corramos, com perseverança, na prova de amor e luz que nos está proposta. Sempre sucederá ajuda Divina, bondosos e benevolentes companheiros se manifestarão em dádivas celestes às nossas dificuldades, bendizendo o nosso empenho e propósitos. Ajustemo-nos as lidas sagradas do amor e logo os abrolhos serão substituídos por colheita de frutos saborosos. __________________________________________________________ Fontes: – Caminho, Verdade e Vida – pelo Espírito Emmanuel – Fonte viva — pelo Espírito Emmanuel – Evangelho Segundo o Espiritismo
Talentos

Pela Presidência A cada encarnação Deus nos beneficia com recursos abundantes que nos vão auxiliar o adiantamento evolutivo. Isso são talentos, em alguns muito e em outros um pouco menos, mas todos dotados de estímulos habilidosos. São aptidões, habilidades, dons, vocação, competência, categorize como compreender melhor. Disse Simão Pedro (II Pedro 1:20): “Os ensinos de Nosso Senhor Jesus são verdadeiros manás celestes que se multiplicam cada vez que conseguimos avançar um degrau na jornada da compreensão.” Equivocamos na compreensão no cabedal de bens espirituais que Deus nos disponibiliza e achamos que são elementos, ferramentas, aparatos, ligados ao auxílio material, como automóvel, imóvel, quantia monetária, aparência física e outros. Estagiamos, no momento, com recursos intelectuais que vislumbram a compreensão desses impulsos do ponto de vista da aptidão da criatura humana, isto é, da capacidade de distinguir, ser justo, honesto, digno… Sucessivas encarnações nos colocam no caminho da evolução, afasta toda concepção de talentos natos ou presenteado pela Divindade aos preferidos. São aquisições do espírito, assim determina a justiça de Deus. Emmanuel diz em Fonte Viva: “Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação. Medo de trabalhar, medo de servir, medo de fazer amigos, medo de desapontar, medo de sofrer, medo da incompreensão, medo da alegria, medo da dor. E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.” Estejamos nós equilibrados, dispostos, nonagenários ou jovens, necessitamos mobilizar as habilidades conquistadas na trajetória secular e disponibilizadas pelo Criador para prosseguir no amadurecimento e desenvolvimento dos recursos efetivos em nossa individualidade, até que alcancemos a maturidade espiritual. Riqueza que o salteador não é capaz de roubar, que a ferrugem não pode corroer, e a traça não pode consumir. Uma riqueza com essas particularidades só pode ser a riqueza do espírito. Todas as demais são coisas, são objetos, são valores que ficam no mundo, porque ao mundo pertencem. Assim entendendo, os nossos talentos devem ser utilizados para difundir o amor perante com os quais vivenciamos. Jesus nos propôs que capacitássemos a fazer amigos com as riquezas do mundo. Essa capacidade de discernir, de qualificar-se, de ser capaz, engenhoso, apto, são conquistas nossas, são virtudes que passaram a pertencer a nós em definitivo, e por mérito. Outros acréscimos ficarão, como a riqueza, o poder, porque são do mundo físico. Fontes: – O Evangelho segundo o Espiritismo. – Fonte Viva – Espírito Emmanuel – O Livro dos Espíritos
Chico Bicorpóreo

por Orlando Cioldin “Abracei Chico Xavier materializado!” Testemunho de Gerson Monteiro, então presidente da Fundação Cristã Espírita Paulo deTarso, do Rio de Janeiro. Por diversas vezes, ouvimos o testemunho de pessoas que relatavam encontros com Chico Xavier, que lhes falava em estado de desdobramento ou de bicorporeidade. Até mesmo em Londres haviam detectado a presença dele. Gerson Monteiro descreve um encontro entre ele e o médium e que nos permite avaliar melhor os fenômenos anímicos, mais particularmente, neste caso, o de bicorporeidade. “Pude constatar a prova da superioridade moral de Chico Xavier ao participar de uma reunião de efeitos físicos, no Grupo Espírita Dias da Cruz, em Caratinga/MG, no ano de 1975, para tratamento das coronárias. Nessas reuniões, os Espíritos se materializavam por intermédio do ectoplasma fornecido pelo médium Antônio Salles, onde centenasde pessoas foram operadas, tratadas e curadas gratuitamente. Numa delas, fui abraçado por Chico Xavier materializado, constatando que, ao seu lado, se encontrava seu guia espiritual Emmanuel, materializado também.“Ao fim de sua visita, ouvimos a voz do Espírito Bezerra de Menezes dizendo: ““Chico, está na hora de nós irmos embora””. Chico me confirmou esse fato pessoalmente, quando almoçava com ele numa de suas visitas à Fundação Marieta Gaio, nobre instituição espírita do Rio de Janeiro.” FONTE: da apostila de estudos do C. E. Seareiros de Jesus, com o tema“Das manifestações espíritas -Bicorporeidade e Transfiguração”.
Obsessão na infância

Por Martha Rios Guimarães A obsessão na infância merece ser abordada nas Casas Espíritas porque, mesmo sendo menos comum do que nos adultos, ela pode ocorrer. E é preciso ter pessoas preparadas para oferecer a devida ajuda à criança e sua família. Segundo nos ensina a Codificação Espírita, a influência persistente que um Espírito exerce sobre outro pode ocorrer em qualquer idade, incluindo os mais novos. Afinal, crianças também são Espíritos reencarnados, podendo trazer consigo talentos, mas também dificuldades e desafetos do passado. As manifestações obsessivas nos menores podem variar muito. Em algumas situações, a criança demonstra um medo persistente sem causa aparente, tem pesadelos recorrentes, apresenta comportamentos fora do comum ou dificuldade acentuada em se relacionar. Em outros casos, surgem agressividade, rejeição ao ambiente familiar ou escolar, bem como dificuldade repentina em se relacionar. Contudo, é preciso cautela: nem todo comportamento desse tipo indica obsessão. Muitas vezes, a criança está reagindo a estímulos do ambiente, a conflitos emocionais ou a vivências do lar. O discernimento entre o que é ou não espiritual só pode ser feito a partir de uma escuta sensível e de uma análise conjunta — jamais precipitada ou simplista. Diagnósticos apressados podem agravar o sofrimento da criança, além de comprometer a confiança dos pais no tratamento proposto. Porém, quando há indícios consistentes de influência espiritual, é fundamental que a Casa Espírita esteja preparada para acolher esse tipo de caso com responsabilidade e amor. Isso implica compreender que o tratamento não será apenas da criança, mas também do núcleo familiar, já que o processo obsessivo, muitas vezes, tem raízes nas relações e vivências coletivas. O tratamento eficaz exige uma colaboração estreita entre a Educação Espírita Infantojuvenil e a Equipe Mediúnica. A primeira, com seu conhecimento doutrinário e diálogo acolhedor, fortalece a criança, enquanto a segunda, identificando e orientando os Espíritos envolvidos, buscando a harmonização de todos. O acompanhamento dos pais ou responsáveis é outro cuidado essencial. Muitos deles, ao se depararem com o sofrimento dos filhos, sentem-se impotentes. Por isso, devem ser acolhidos com empatia e orientação segura, recebendo o esclarecimento necessário para que se tornem colaboradores ativos no processo. Como Educadora Espírita da Infância acompanhei alguns casos de obsessão na infância. Quase todos eles foram solucionados de forma simples e rápida, a partir do esforço coletivo entre familiares e Casa Espírita – no caso, com atuação da equipe de infância e o grupo mediúnico. Apenas um deles demonstrou ser um processo obsessivo complexo envolvendo um menino de 6 anos, que estava sendo cobrado por um obsessor de outra existência. O trabalho – envolvendo a criança, familiares, médiuns e educadores – durou um período relativamente longo. Mas, no final, os resultados foram extremamente positivos, inclusive a família se encantou com os ensinamentos do Espiritismo, seguindo-o até os dias de hoje. O processo obsessivo infantil, embora desafiador, também é uma excelente oportunidade de aprendizado para todos os envolvidos. A criança, ao receber atenção e apoio espiritual, poderá se fortalecer contra futuras influências. Da mesma forma, os pais e educadores se tornam mais conscientes da missão educativa que têm, cada um com as obrigações que lhe cabem. Assim sendo, é essencial que as Casas Espíritas se capacitem para acolher a infância em sua integralidade. Não apenas como participantes passivos, mas como Espíritos complexos, sensíveis, e muitas vezes vulneráveis, que pedem ajuda de forma silenciosa. Se você atua na Educação Espírita, é dirigente ou pai/mãe, convido a refletir: a instituição em que atua está preparada para lidar com a obsessão na infância? O acolhimento oferecido é, de fato, integral, amoroso e eficiente? As respostas a essas e outras questões demonstrarão o que é preciso ser feito para ter um trabalho à altura do desafio. Mas, vale lembrar: atuando em equipe, com os companheiros encarnados e desencarnados, tudo fica mais fácil.
Deus está aqui

Por Cinthia Cortegoso Em nós estão o bem e o mal, o belo e o desagradável, o infinito e o limitado, a paciência e a sua desastrosa falta, o capricho e o desleixo, o certo e o incorreto, a clareza e a obscuridade, a compreensão e o desentendimento, a paz e o inferno. A permanência maior entre uma energia positiva e outra é a sintonia de nosso coração com um dos polos, ou com um mais do que com outro. Deus, antes de tudo, está em nós, porém o nosso desfavorável comportamento, muitas vezes, e a falta de disciplina para o aprimoramento fazem com que não sintamos a maior energia da vida. Se mesmo não falando, Deus já nos escuta; se ainda algo não ocorreu, mas Ele já nos protege e encaminha; se tudo está amparado; se para tudo há o seu motivo; se a vida, por completa, é Deus, então, ininterruptamente, Deus está conosco. É apenas uma questão de assim querer viver. No entanto o livre-arbítrio é predominante e decisivo, e o tempo de mais felicidade do que angústia também é uma escolha. Porém quando percebemos, ainda que muito superficial, o andamento da perfeição da vida, mesmo em nossa atual rudeza, pensamos que “sim, Deus está aqui e agora e em todo tempo e lugar”. Tão perto que podemos ouvi-Lo, que podemos senti-Lo, que podemos vê-Lo nas bondades humanas, nas belezas naturais, na luz do sol, no doce chilrear dos pássaros, na descida do rio e depois no encontro com o mar. Podemos percebê-Lo no ar que respiramos, na complexa cadeia celular do nosso corpo físico, ainda em nosso perispírito e admiravelmente em nosso espírito. Deus está aqui, sempre esteve e estará, nós é que devemos despertar para a verdadeira vida na qual, mesmo na dimensão material, prevalece a consciência espiritual. Deus está na meditação, quando ainda mais se pode percebê-Lo. Também está nos olhares dos necessitados, dos sábios e dos simples; no animal, em toda a sua singularidade (doméstico ou mais selvagem); está nas crianças que nos enternecem e tanto nos fazem querer tomá-las em nossos braços. Deus está no horizonte e em nossa frente; no momento em que nossa impaciência nos coloca em perfeita contrariedade, ainda assim está nos amparando; está no nascimento e na partida; Deus está na vida e em sua eternidade. A diferença entre as percepções dependerá exclusivamente de nossas escolhas e intuitos, pois se ainda a preferência for por dias mais difíceis e infelizes assim será, entretanto se o pedido for de ver a presença divina em tudo, assim será também. Quanto mais buscarmos Essa presença constante, mais já nos sentiremos no paraíso, pois nunca o lugar nos determinará, mas o estado de nosso espírito é o que nos definirá. Tudo é acessível, porém estar na Presença Divina é o único caminho.