Solo rochoso sem raízes profundas não resiste quando surgem as tribulações

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“E os que estão sobre a pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; mas,   como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e, na época da tentação, se desviam.” –  Jesus – Lucas 8:13

 

Por Luiz Carlos Afonso

O versículo em referência, que consta da parábola da semente, Jesus usou do elemento pedra simbolizando a solides, a dificuldade, as bases sólidas, essas bases são de cada um, que exigirão esforço específico, enfrentando suas próprias adversidades, vivenciando situações que solidificarão os ensinamentos de Jesus e assim criando raízes e consolidando o aprendizado que nos é oferecido; resistindo as fascinações, defrontando provações e por muito tempo ainda, recorrendo às sucessivas encarnações, isso visto que a evolução é individual.

Diz Emmanuel em página do Livro Caminho Verdade e Vida:

 

“Reconhecemos, assim, pelo apontamento de Lucas, que nas experiências religiosas não é aconselhável repousar alguém sobre a firmeza espiritual dos outros; enquanto o imprevidente descansa em bases estranhas, provavelmente estará tranquilo, mas, se não possui raízes de segurança em si mesmo, desviar-se-á nas épocas difíceis, com a finalidade de procurar alicerces alheios”.

 

Quando tomamos conhecimento das verdades espirituais e essas revelações estão apoiadas em bases sólidas, nos empolgamos, esquecendo-nos de que teremos que vivenciá-las, aprendendo a enfrentar as próprias adversidades, mas terão que fundamentar vínculos espirituais, conquistar virtudes, ninguém pode sustentar-se em dizeres de terceiros ou de líderes religiosos. O progresso do espírito é exclusivo e só a ele importa.

Experiências fervorosas não são prudentes, principalmente quando a base é constituída por outros e não por nós. Muitos estarão despreocupados e serenos, mas se não detém suporte de convicção tão logo chegue as etapas de tribulações, recuará aos compromissos evidenciados.

Quem semeia é Jesus, os seus ensinamentos são as sementes. O versículo que nos dá parâmetro de sustentação dos aprendizados, menciona as criaturas que confiaram, mas não assimilaram os ensinamentos espirituais. Quem assim age crê que não terá problemas, contratempos e empecilhos em sua trajetória, achando que está se empenhando ao máximo no labor de Jesus.

A nossa encarnação nos reserva provas e expiações, indispensável ao nosso aperfeiçoamento espiritual e constante evolução, moral e intelectual, e se não tivermos raízes vigorosas, quer dizer, se não tivermos verdadeiro entendimento do processo da vida e de suas leis naturais, digo, Leis Divinas, então, deparando com os primeiros entraves se retira do labor espiritual retornado para sua descrença, perdendo a oportunidade de aprender que a evolução não se consegue em uma encarnação, e que transformação brusca e repentina leva o espírito a posição primária de onde estacionou.

Ainda Emmanuel nos esclarece em sua obra dizendo:

 

Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a que se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação e aumentando-nos a visão e o discernimento. Humilhou-se para que nos exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa luz pudesse brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituído por milhões de mensageiros, se desejasse.

Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e aprendamos com o Cristo a “sair para semear”.

 

 

 

 

Fontes:

 

– Caminho, Verdade e Vida – pelo Espírito Emmanuel

– Fonte viva — pelo Espírito Emmanuel

– Evangelho Segundo o Espiritismo

– Bíblia do Caminho

 

Patrocinadores
Claudia Teresa Lopes Anuncio

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