POR LUIZ CARLOS AFFONSO
“Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes.” Jesus – Mateus 24:16
A renovação planetária está em curso e Jesus simbolicamente aconselhou àqueles que estivessem na Judeia fugissem para os montes. Vivemos momentos de mudanças íntimas, de necessidade de engajamento com vivências mais simples e mais espiritualizadas. Sair da Judeia e fugir para os montes significa, estar mais perto da espiritualidade superior, sem afastar-se dos compromissos sublimes que Jesus nos ensinou, demonstrando a verdadeira colaboração ao engajamento de tarefeiros da Divindade no Planeta Terra. Para que não sejamos surpreendidos quando os tempos novos chegarem e a Terra se converter de mundo de provas e expiações o que significa viverem em adversidades, em mundo de regeneração que possibilitará a todos aqueles que se ajustam com os ensinos de Jesus, uma vida mais feliz, aprazível e consistente no amor. Que estejamos aptos, pois se finda as oportunidades de pleitear vida nova.
Emmanuel nos alerta em página do Livro Caminho Verdade e Vida de Chico Xavier:
“É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judeia para os “montes” das idéias superiores. É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida”.
Empregamos a exteriorização da paz de espírito, sem considerar no que ela se constitui. Devemos entendê-la e buscá-la em realizações superiores, ela se encontra em nosso espírito, em nosso coração, no íntimo de cada ser. A humanidade luta contra a tristeza, o negativismo e represa violência, é evidente a necessidade de renovação e transformação íntima, procure reconstruir o seu respectivo acesso a espiritualidade superior.
Encontraremos em Gênese, Cap XVII, Predições do Evangelho item 31 e 32, se referendando a “Um só Rebanho e um só Pastor”. o que segue: “Tenho ainda outras ovelhas que não são desse aprisco; é preciso que eu as conduza; elas escutarão minha voz, e só haverá um único rebanho e um pastor”.
– João, cap. X, v. 6. “Jesus anuncia claramente que os homens um dia se unirão por uma crença única; mas, como poderá efetuar-se essa união? A tarefa parece difícil, tendo em vista as diferenças que existem entre as religiões, os antagonismos que elas alimentam entre os seus respectivos adeptos e a obstinação que manifestam em se acreditarem na posse exclusiva da verdade… Entretanto, a unidade se fará em religião, como já tende a fazer-se social, política e comercialmente, pela queda das barreiras que separam os povos, pela assimilação dos costumes, dos usos, da linguagem… Ela se fará pela força das coisas, porque se tornará uma necessidade, a fim de que se estreitem os laços de fraternidade entre as nações”.
Jesus nos ensinou a fugir do falso acalento de paz, o que significa deixar e desprezar representações materiais de apego e poder. Quem procura a paz de espírito deve abandonar a Judeia, que ainda nos encanta e somos submissos.
A nossa mudança e o processo de reforma íntima, reclamam tempo e dedicação, pois o nosso crescimento espiritual é individual, esse potencial está alojado em nosso espírito, desde a sua criação. Busquemos essa qualificação, habilitando-nos a pairar sobre os “montes” e experenciar a paz e a felicidade.
Fontes:
– Do Livro da Esperança, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier.
– Coleção Fonte Viva – Chico Xavier/Espírito Emmanuel).
– O Evangelho dos Humildes – Eliseu Rigonatti.
– A gênese – Allan Kardec.