Ensinamento de Jesus: a conquista de virtudes é um caminho longo

POR LUIZ CARLOS AFFONSO “E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” Jesus – Mateus 19:29 A conquista de virtudes é um caminho longo, exigindo aplicação e abdicação em busca da nossa evolução espiritual. Tendo Jesus como modelo e guia, exemplo de sabedoria e amor, busquemos a sua renúncia, a fim de que a nossa demonstração das virtudes conquistadas não se transforme em omissão de ajuda aos semelhantes. As oportunidades se multiplicam em nossas experiências diárias. Constrói desse modo, igual desprendimento junto àqueles que a vida te incumbiu como companheiros de jornada. Renunciar a maneira de Jesus é sustentar o desapego da vida física e dignificar a oportuna edificação do espírito junto a Divindade. Isto posto, afastar-se da formação do lar, o qual Deus te reservou, onde deveremos desenvolver um processo de amor, não foi efetivamente o que quis dizer Jesus, ao enfatizar que nos retirássemos da convivência dos pais, filhos, irmãos, e amigos, o que seria uma recusa aos compromissos familiares. Legítimo desapego é labutar em reticência àqueles que aventamos em socorrer e contribuir para o seu engrandecimento. Renúncia não é clausura, fechar-se para as responsabilidades improteláveis que já se tornaram improrrogáveis, em vista da nossa difícil situação espiritual de momento, não é o melhor caminho. Emmanuel nos ajuda na compreensão dos dizeres de Jesus no livro Caminho, Verdade e Vida, redigindo o que segue: “Acaso, não encontras compreensão no lar? Os amigos e irmãos são indiferentes e rudes? Permanece ao lado deles, mesmo assim, esperando para mais tarde o júbilo de encontrar os que se afinam perfeitamente contigo. Somente desse modo renunciarás aos teus, fazendo-lhes todo o bem por dedicação ao Mestre, e, somente com semelhante renúncia, alcançarás a vida eterna”. O nosso egoísmo e orgulho devem ser silenciados pela inquietação dessa presunção bradada do espírito comprometido com as leis Divinas. Querer que os aliados da trajetória transformadora sejam compreensíveis, que os pares de aventuras constituam amizades fiéis, colaborando com a nossa felicidade, não conseguiremos repentinamente, tê-las melhores e perfeitas. O dever nos chama a unirmos a eles empenhando-nos na colaboração do adiantamento do círculo afetivo que nos cerca. O mundo está abundante de situações em que é necessário a separação, sem que as devoções , estimas e afetos sejam fragmentados por essa razão, a amabilidade é minimizada. Exemplos diversos surgem a todo tempo e em todas as épocas. Filhos que deixam os pais para construir família, por ocupação relevante em prol da sociedade, sem que o elo de amor seja desfavorecido. A Doutrina Espírita revela que as afinidades autênticas são as do espírito, e não são partidas ou interrompidas pelo afastamento, nem mesmo pela morte do corpo físico, visto que ele é imortal. Emmanuel relembra o ressurgimento de Jesus após o seu desencarne em socorro solidário às nossas desventuras no livro Almas e Luz: “E porque os homens O tivessem crucificado, impondo-Lhe injúria e morte, em retribuição de Sua Ternura e Devotamento, não se afasta da Terra em definitivo, a pretexto de glorificar-Se no Céu, reaparecendo aos companheiros, plenamente redivivo, esquecendo as sombras e ofensas, a recompor os serviços da Sua Bandeira de Aperfeiçoamento das Almas, prometendo-lhes cooperação e amor até o fim dos séculos”. Fontes: – Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel. – Alma e Luz — Emmanuel. – Perante Jesus — Emmanuel.
Ensinamento de Jesus: Perseverar para Evoluir

Por Luiz Carlos Affonso “Duro é para ti recalcitrar contra o aguilhão.” Jesus – Atos 9:5 Persevere até o fim, disse Jesus. Ele não nos iludiu quanto às adversidades do caminho em nossa trajetória evolutiva. Encontraremos em o Evangelho de Jesus outras citações como: “No mundo tereis aflições”, “E vos acontecerá isto para testemunho”. São necessários e imprescindíveis, as provações e os percalços, eles são esforços seletivos e importantes que recebemos da Divindade, valorize-os. Não devemos esperar realizações de burilamento espiritual de imediato, a Doutrina Espírita nos sinaliza que é através de muitas encarnações sucessivas que conseguiremos o nosso adiantamento espiritual, e ele são sempre individuais, portanto, vivencie os ensinamentos e exemplos de Jesus, tenha bom empenho, descubra na dureza do plantio o encontro com a sua paz e felicidade. A Divindade sempre nos provém dos recursos necessários à nossa evolução, em todas as encarnações. Deus nos dá a vida, nos mostra a direção, favorecendo o percurso para conseguirmos o aprimoramento do espírito e consequentemente o avanço objetivado na encarnação. São os mentores espirituais que estruturam os aguilhões, por devotada abnegação ao seu tutelado. Os aguilhões, oportunidades ou provas que diferem de acordo com as nossas necessidades, nos desafiando com a beleza ou a hediondez, a fortuna ou a miséria, com os enfrentamentos com as nossas mazelas, são estabelecidas por Jesus, a proveito do ser humano, portanto, veja o que lhe é reservado e posiciona-te quanto aos seus estímulos e incentivos, dores e sofrimentos e não replique desfavoravelmente a eles. Emmanuel nos elucida no livro Caminho, Verdade e Vida que: “O caminho evolutivo está sempre repleto de aguilhões”. De outro modo, não enxergaríamos a porta redentora. Entrega-se Deus aos filhos da Criação inteira e reparte com todos os tesouros de seu amor infinito. “Estimula-os a se elevarem, através de mil modos diferentes, entretanto, existem círculos numerosos como a Terra, em que as criaturas não se apercebem dessas realidades gloriosas e paralisam a marcha, dormindo no leito da ilusão”. As oportunidades que nos são alinhadas, por si só, já retratam o ensejo para a reconstrução e renovação do espírito combalido e carente de recursos virtuosos. Os ensinamentos de Jesus nos oferecem as ferramentas de transformação espiritual, é um conjunto de diretrizes para propósitos de realizações celestes, com ganhos virtuosos para a alma perseverante no trajeto iluminativo, rumo à perfeição do espírito. Sigamos assim as orientações doutrinárias do Mestre Jesus, como nos aprecia Emmanuel no livro Mediunidade e Sintonia: “Não recalcitres”. Imagina se Jesus tivesse adotado a reação da dignidade ferida! “O apelo à justiça teria apagado o esplendor da Boa Nova; no entanto, o silêncio e o sacrifício do Mestre Divino, ainda hoje, como ontem e qual ocorrerá no futuro, suscita o aprendizado e a sublimação da Humanidade inteira”. Para que tenhas um compromisso com o seu crescimento, insira no seu dia a dia, na sua rotina de relações e intimidade soluções aos seus problemas, em vez de concebê-las, ou torná-las confusas. Cale e emudeça, não usa o tempo precioso que Deus lhe deu para reclamações. A zanga olha tudo como forma de recusa e negativista. O rabugento é condescendente com o derrotismo, compactuando com a melancolia e a depressão. O seu labor, não é para que lamentes em prostração, valorize as possibilidades disponíveis em sua rota transformadora e viva com amor e disponibilidade ao serviço santificante. Fontes: – Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel. – Mediunidade e sintonia — Emmanuel. – Coletânea do Além — Autores diversos.
Ensinamentos de Jesus: Por que Jesus nos Pediu para Buscar os Montes?

POR LUIZ CARLOS AFFONSO “Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes.” Jesus – Mateus 24:16 A renovação planetária está em curso e Jesus simbolicamente aconselhou àqueles que estivessem na Judeia fugissem para os montes. Vivemos momentos de mudanças íntimas, de necessidade de engajamento com vivências mais simples e mais espiritualizadas. Sair da Judeia e fugir para os montes significa, estar mais perto da espiritualidade superior, sem afastar-se dos compromissos sublimes que Jesus nos ensinou, demonstrando a verdadeira colaboração ao engajamento de tarefeiros da Divindade no Planeta Terra. Para que não sejamos surpreendidos quando os tempos novos chegarem e a Terra se converter de mundo de provas e expiações o que significa viverem em adversidades, em mundo de regeneração que possibilitará a todos aqueles que se ajustam com os ensinos de Jesus, uma vida mais feliz, aprazível e consistente no amor. Que estejamos aptos, pois se finda as oportunidades de pleitear vida nova. Emmanuel nos alerta em página do Livro Caminho Verdade e Vida de Chico Xavier: “É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judeia para os “montes” das idéias superiores. É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida”. Empregamos a exteriorização da paz de espírito, sem considerar no que ela se constitui. Devemos entendê-la e buscá-la em realizações superiores, ela se encontra em nosso espírito, em nosso coração, no íntimo de cada ser. A humanidade luta contra a tristeza, o negativismo e represa violência, é evidente a necessidade de renovação e transformação íntima, procure reconstruir o seu respectivo acesso a espiritualidade superior. Encontraremos em Gênese, Cap XVII, Predições do Evangelho item 31 e 32, se referendando a “Um só Rebanho e um só Pastor”. o que segue: “Tenho ainda outras ovelhas que não são desse aprisco; é preciso que eu as conduza; elas escutarão minha voz, e só haverá um único rebanho e um pastor”. – João, cap. X, v. 6. “Jesus anuncia claramente que os homens um dia se unirão por uma crença única; mas, como poderá efetuar-se essa união? A tarefa parece difícil, tendo em vista as diferenças que existem entre as religiões, os antagonismos que elas alimentam entre os seus respectivos adeptos e a obstinação que manifestam em se acreditarem na posse exclusiva da verdade… Entretanto, a unidade se fará em religião, como já tende a fazer-se social, política e comercialmente, pela queda das barreiras que separam os povos, pela assimilação dos costumes, dos usos, da linguagem… Ela se fará pela força das coisas, porque se tornará uma necessidade, a fim de que se estreitem os laços de fraternidade entre as nações”. Jesus nos ensinou a fugir do falso acalento de paz, o que significa deixar e desprezar representações materiais de apego e poder. Quem procura a paz de espírito deve abandonar a Judeia, que ainda nos encanta e somos submissos. A nossa mudança e o processo de reforma íntima, reclamam tempo e dedicação, pois o nosso crescimento espiritual é individual, esse potencial está alojado em nosso espírito, desde a sua criação. Busquemos essa qualificação, habilitando-nos a pairar sobre os “montes” e experenciar a paz e a felicidade. Fontes: – Do Livro da Esperança, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. – Coleção Fonte Viva – Chico Xavier/Espírito Emmanuel). – O Evangelho dos Humildes – Eliseu Rigonatti. – A gênese – Allan Kardec.
Ensinamento de Jesus: “o servo não fica para sempre”

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