Por Luiz Carlos Affonso
“Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”
Jesus – João 3:7
Passa-se o fato com um fariseu de nome grego, Nicodemos (vencedor do povo). Seu nome aparece mais duas vezes apenas, sempre em João (7-5 e 19:39). Era Doutor da Lei e chefe dos judeus, o que indica pertencer ao Sinédrio. Procura Jesus à noite, hora mais propícia para uma conversa particular, acrescendo a circunstância da prudência de não ser visto.
A Doutrina Espírita vem nos esclarecer e auxiliar a desvendar as Leis Divinas, e em nosso discernimento refletir no domínio consciencial aprendendo a valer-se do livre arbítrio, fazendo o que está acostumado com dever e comprometimento.
“Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar ar palavras do Cristo.” — Cap. IV, 16 do Evangelho Segundo o Espiritismo.
A Lei do Retorno dá-nos a oportunidade de reparar equívocos de ontem e harmonizar o que outrora vivenciamos em desacordo com o Código Celestial, propiciando a iluminação do trajeto evolutivo.
Deus, porém, repara amando, ajuda-nos a reconciliar com os desafetos, simplesmente mudando a indumentária de uso temporal, retornando às tarefas empreendidas em novo panorama existencial.
Ponderemos sobre as ilusões e deslizes cometidos ajuizando sofrimentos àqueles que intimamente convivemos por dezenas de anos, avaliemos também os desencantos guardado no íntimo de cada um.
Como reparar? Como reaproximar sem as vidas sucessivas?
Diz Emmanuel em O Livro da Esperança: Estudemos os princípios da reencarnação, na lei de causa e efeito, à luz da justiça e da misericórdia de Deus e perceberemos que mesmo encarcerados agora em constringentes obrigações, estamos intimamente livres para aceitar com respeito e humildade as determinações da vida, edificando o espírito de trabalho e compreensão naqueles que nos observam e nos rodeiam, marchando, gradativamente, para a nossa emancipação integral, desde hoje.
Individualizando os equívocos de experiências cotidianas e habituais, deparamos com a decepção daqueles que amealharam fortunas e ao final do percurso terreno não foram felizes enaltecendo a exclusiva mesquinhez. Podemos refletir sobre aqueles que na marginalidade acabaram por terminar no cárcere isolado e solitário, arrependido e alimentando o egoísmo sofredor.
Somos livres para construir a iluminação interior, educar-se na moral de Jesus, entendê-la e praticá-la, servindo no bem, amparando e acolhendo com amor os semelhantes.
Sem a aplicabilidade das vidas sucessivas a extensão das vivências se volveria em tempestuosos desalentos e arbitrariedades, porém ao lampejo das suas reparações compreenderemos todas as experiências angustiantes do traçado evolutivo.
Disse o Cristo: “Necessário é nascer de novo.” Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação – Emmanuel.
Fontes:
– Livro da Esperança — Emmanuel
– Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel
– Palavras de vida eterna — Emmanuel
– O Evangelho Segundo o Espiritismo