“Nem se vindimam uvas dos abrolhos.”
Jesus – Lucas 6.44
Vivemos uma existência de dificuldades, o plano físico nos mostra que devemos ser batalhadores e que os obstáculos são muitos, alguns enormes. Serão impasses, estorvos e adversidades incontáveis, por isso a afirmativa de Jesus que não se pode colher uvas dos espinheiros.
São todas essas tribulações que não permitem a colheita de frutos saborosos da vinha dita pelo Cristo na Parábola da Videira. Afirma ainda Jesus que não podemos esperar viabilidades sem esforço constante. Conseguiremos um dia após sucessivas encarnações voltarmos ao convívio da Divindade, mas antes teremos que combater as tribulações tão necessárias ao nosso engrandecimento espiritual, forçoso será encarar o labor.
Candidatos que somos em laborar na obra de Jesus, impedimentos nos dificultarão as nossas investidas. Aqueles decididos a enfrentar e a tentar retomar corrigenda aos fracassos, a não somatizar opiniões de companheiros incessíveis ao entendimento dos propósitos e ideais cristãos que assumimos, teremos que nos fortalecer superando a incitação de muitos, que certamente levarão outros à prostração e a desistência.
O que fazer então com o contexto de afrontas que nos coage ao atraso e a inércia espiritual?
Fugir aos conflitos e as contendas banais seria um processo respeitável a opinião alheia e muitas vezes dignas, respeitando a individualidade e tornando as vivências em um bom confronto, prosseguindo em nossa cumplicidade de coração amoroso e consoante aos ensinos de Jesus.
Para participar dos embates necessários ao nosso adiantamento espiritual, seria essencial nos despojar das vestimentas velhas que carregamos a milênios e demandar às provas de maneira mais tênue. Os embaraços no percurso de feitos virtuosos surgirão cotidianamente.
Diz Emmanuel no Livro Fonte Viva: A cada hora surge o impedimento inesperado. É o parente frio e incompreensivo, a secura dos corações ao redor de nós, o companheiro que desertou, a mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores, o amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasar a jornada, o cooperador que a morte levou consigo, o ódio gratuito, a indiferença aos apelos do bem, a perseguição da maldade, a tormenta da discórdia.
A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina.
Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento e corramos, com perseverança, na
prova de amor e luz que nos está proposta.
Sempre sucederá ajuda Divina, bondosos e benevolentes companheiros se manifestarão em dádivas celestes às nossas dificuldades, bendizendo o nosso empenho e propósitos.
Ajustemo-nos as lidas sagradas do amor e logo os abrolhos serão substituídos por colheita de frutos
saborosos.
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Fontes:
– Caminho, Verdade e Vida – pelo Espírito Emmanuel
– Fonte viva — pelo Espírito Emmanuel
– Evangelho Segundo o Espiritismo