O Livro dos Espíritos: A Base da Educação Espírita para Crianças e Jovens

Por Martha Rios Guimarães Abril, mês de lançamento de O Livro dos Espíritos, obra inaugural da Doutrina Espírita. Momento em que nos dedicamos a celebrar essa obra de conteúdo riquíssimo por meio de palestras, seminários e outros eventos. Todas essas celebrações são muito importantes e justas, mas não substituem o estudo contínuo de seus ensinamentos para públicos de todas as idades. Até mesmo nas reuniões voltadas aos mais novos. A Educação Espírita Infantojuvenil tem um papel fundamental na formação das novas gerações dentro do Espiritismo. Mais do que uma simples transmissão de valores morais, esse trabalho deve proporcionar uma base doutrinária sólida, permitindo que crianças e jovens compreendam o objetivo de sua existência, tendo ferramentas para fazer boas escolhas e aproveitar ao máximo a atual encarnação. Para isso, nada mais coerente do que utilizar o primeiro livro da codificação espírita como fundamento das aulas e atividades para essa faixa etária. Muitos educadores espíritas, no entanto, ainda resistem em adotar essa obra no planejamento, seja por receio de sua complexidade ou por falta de orientação sobre como aplicá-la às diferentes faixas etárias. Assim, sendo listo a seguir alguns motivos para que essa obra seja a base do programa de aulas da Educação Espírita Infantojuvenil, proporcionando um aprendizado profundo e significativo. 1. Ele é a base do Espiritismo Publicado em 1857 por Allan Kardec, O Livro dos Espíritos inaugurou a Terceira Revelação e estruturou o Espiritismo como ciência, filosofia e moral. Ignorar essa obra nos estudos com crianças e jovens é privá-los da oportunidade de compreender a doutrina em sua essência. Muitos preferem focar apenas no aspecto moral da doutrina, também essencial. Mas mesmo sendo um pilar fundamental, o também possui os aspectos filosófico e científico, sendo essencial oferecer esse conhecimento completo. 2. Allan Kardec usou seu conhecimento como pedagogo para estruturar a obra A própria estrutura do livro favorece o ensino: em formato de perguntas e respostas, ele favorece o estudo por parte dos educadores que, então, poderão adaptar os temas de forma acessível às mais diferentes faixas etárias. Além disso, Kardec era um pedagogo experiente, estudioso dos métodos de ensino mais eficazes para a formação do raciocínio lógico e crítico. Ele não apresentou o Espiritismo como dogma, mas como um convite à reflexão. Esse mesmo princípio, presente ao longo da obra, pode — e deve — ser levado para as reuniões infantojuvenis, estimulando a curiosidade, a investigação e o pensamento autônomo das crianças e jovens. Outro ponto relevante é a sequência da obra, que pode ser seguida no plano de aula para o público citado, solucionando um dos desafios apontados pelos tarefeiros da área: em que ordem deve-se abordar os temas espíritas? 3. O conteúdo é atual e pode ser trabalhado com toda faixa etária Outra vantagem de O Livro dos Espíritos reside no fato de que suas questões continuam atuais, abordando questões que permeiam a vida de qualquer ser humano: ➡ De onde viemos? Para onde vamos? ➡ Por que há sofrimentos no mundo? ➡O que acontece após a morte? ➡Os Espíritos influenciam nossa vida? ➡O que é e como funciona a reencarnação? Essas dúvidas fazem parte da experiência humana desde cedo. Se não forem respondidas à luz do Espiritismo, os mais jovens buscarão respostas em outras fontes, muitas vezes distantes da lógica e do bom senso. Concluindo… A obra base do Espiritismo é fantástica, mas foi escrita para adultos. Cabe ao Educador Espírita usar uma linguagem acessível e ferramentas variadas (como histórias, jogos, artes, etc.) para que os menores possam assimilar seus conceitos – conforme capacidade de cada faixa etária. O desafio está posto: vamos trabalhar para que as novas gerações conheçam e compreendam O Livro dos Espíritos, usando suas informações para terem uma existência mais equilibrada e com melhores escolhas? Precisando de ajuda, estou à disposição.

Eusápia Paladino: a incrível história da médium que desafiou a ciência e convenceu céticos

efemérides

Por Jubery Rodrigues Eusápia Paladino nasce em Minervino, Itália, no dia 31 de março de 1854 e desencarnou no dia 9 de julho de 1918, na cidade de Nápoles, no mesmo país. A sua mediunidade surgiu no ano de 1868, quando tinha apenas 14 anos de idade. Dali em diante o seu trabalho no campo das pesquisas psíquicas foram de tal relevância, que se pode dizer ter sido uma das maiores médiuns do mundo. Quando eclodiu a sua mediunidade, Eusápia era órfã de pai e mãe, e seus parentes pretendiam enviá-la para um convento, entretanto, a sua apresentação no mundo científico somente foi consumada em 1888, quando o professor Chiaia convidou Cesare Lombroso para examiná-la, o que somente se verificou no ano de 1891. Os fenômenos físicos produzidos por meio dessa famosa médium foram de vários matizes: movimento de objetos, levitação de mesas e dela própria, aparição de luzes, materializações, execução de trechos musicais sem contato humano, por meio de vários instrumentos e outros. Os inúmeros cientistas que fizeram pesquisas por seu intermédio, em centenas de sessões, eram ferrenhos detratores do Espiritismo, e objetivavam tão-somente demonstrar possíveis fraudes. No entanto, ela conseguiu convencer a grande maioria desses sábios, apesar de eles desconhecerem os mais elementares rudimentos sobre a dinâmica dos fenômenos mediúnicos. Diante dos fenômenos propiciados por meio de Eusápia, desfilaram sábios de renome, tais como: Schiaparelli, Gerosa, Ermancora, Aksakof, Carl Du Prel, Charles Richet, Oliver Lodge, Fredrich Myers, Ochorowicz, Sigdwick, Richard Hodgson, Albert de Rochas, Camille Flammarion, Carlos Rochi, Vitoriano Sardou, Júlio Claretio, Adolfo Bisson, Gabriel Delanne, Fontenay, Ernesto Bozzano, professores Porro, Morseui e Massales, além de muitos outros. Morseui teve a oportunidade de observar cerca de 39 fenômenos; Fontenay conseguiu fotografá-la com as mãos presas pelos observadores, enquanto de sua cabeça saíam várias mãos; Cesare Lombroso se declarou convencido e entristecido por haver combatido tantas vezes a possibilidade dos fenômenos espíritas. UMA FIGURA ANALFABETA E EXTREMAMENTE GENEROSA Eusápia era analfabeta, era extremamente bondosa e caridosa. Tudo quanto conseguia amealhar, distribuía com os necessitados e com as crianças, sentindo as desventuras dos menos favorecidos pelos bens materiais e procurando resolver seus problemas. Ela se tornou famosa por ter sido a médium que passou pelo exame do maior número de sábios, quase todos rendendo-se à evidência do Espiritismo. Eusápia Paladino descreveu da seguinte maneira a eclosão de sua mediunidade: “Na época em que eu comecei a participar de sessões espíritas, estava em Nápoles uma senhora de origem inglesa que havia desposado um napolitano, um senhor Damiani, irmão do deputado que ainda é vivo. Esta senhora era apaixonada pelo Espiritismo. Um dia em que ela participava de uma sessão, foi-lhe dirigida uma mensagem escrita, dizendo que havia chegado há pouco a Nápoles uma pessoa, que estava na rua tal, número tal, e se chamava Eusápia, e que era médium poderosa; e o Espírito comunicante, John King, dizia-se disposto a manifestar-se com fenômenos maravilhosos. O Espírito não falou a um surdo, porque a senhora quis verificar imediatamente a veracidade da mensagem e se dirigiu diretamente à rua tal, subiu ao terceiro andar, bateu numa porta e perguntou se ali morava uma certa Eusápia; e me encontrou a mim, que jamais havia imaginado que um tal John King houvesse vivido neste ou no outro mundo. E eis que, mal me colocaram a uma mesa com esta senhora, John King se manifestou, e daí por diante não me largou mais.  Isto tudo, sim, eu juro  é a pura verdade, embora muita gente creia que eu haja ajeitado os fatos. Aí está como entrei neste ingrato ofício, que nunca desejei que existisse! Dizem que trabalho por dinheiro. Quem o diz não me conhece. Por que deverei ter avidez de ganhar? Sou sozinha, sem filhos, sou uma mulher que tem poucas necessidades: mil liras por ano, e até mais, me dava a quitanda que eu tive que fechar. E outra coisa: que tenho ganho com isso? Ser considerada digna de me tornar conhecida por uma sociedade ilustre que eu nunca tinha sonhado que existisse, se continuasse a ser modesta mercadora. Porém, digna, digna, que quer dizer digna? Digna me julgo eu por possuir o dom da mediunidade; mas digna sempre terei sido, porque, quando uma filha nasce de pai e mãe honestos e se comporta sempre corretamente, é digna de tudo” Fonte: Personagens do espiritismo

Curtas do Seareiros

Anote as principais notícias do Centro Espírita Seareiros de Jesus e claro: participe conosco   ➡️ PALESTRA 22/07 – 19h30 – no auditório – Tema: “Espiritismo para os simples de coração” Expositor:  Sandro Cosso do CEAK Campinas. ➡️ ORIENTAÇÃO PARA FAMILIARES DE DEPENDENTES (qualquer tipo de dependência) e interessados, com a psicóloga Marly Hijano. Os atendimentos agora serão agendados,  SOMENTE PELO WHASTAPP 19 99113-8577. Os próximo atendimentos serão nos dias 16/07 e 30/07. Atendimento exclusivo para maiores de 18 anos. ➡️ EDUCAÇÃO ESPÍRITA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE E REUNIÕES DE PAIS Ocorrem todos os sábados das 10h às 11h. Interessados, basta comparecer no dia e horário. Encerramento do semestre em 28/06, retorno em 02/08. ➡️ ESTUDOS PRESENCIAIS e ON-LINE Deseja participar? Fale conosco através do whatsapp 19 98326-5248, pelas redes sociais ou presencialmente. ➡️ ATENDIMENTO FRATERNO PRESENCIAL COM PASSES E ENTREVISTAS Nos seguintes dias e horários: – Segunda-feira – 12h30 e 18h45; – Quarta-feira – 18h45 – Quinta-feira – 9h e 18h45 – Sexta-feira – 18h45 ➡️ REUNIÃO PÚBLICA TODAS AS TERÇAS-FEIRAS ÀS 19h30, COM PASSES. ➡️ RECEPÇÃO DO SEAREIROS Recepção, Livraria e Bazar – aberta de segunda-feira a sexta-feira das 12h às 17h e durante os atendimentos fraternos e reunião pública ➡️ SIGA OS SEAREIROS NAS REDES SOCIAIS Facebook: Facebook.com/seareirosdejesus Instagram: @seareirosdejesus WhatsApp: 19 98326-5248. ➡️ Acesse, divulgue e se inscreva no nosso canal no YouTube – @SeareirosdeJesus – e aprenda mais sobre a doutrina espírita

Reuniões mediúnicas parte II- Estudar é um ato de amor. Estudar é um ato de caridade

por DOD Os médiuns serão nosso tema. Não será possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas. OS MÉDIUNS Por ser função portadora de peculiaridades pessoais, a do médium merece atenção cuidadosa e eficiente. Como é perfeitamente compreensível, as diversas fases do afloramento, desenvolvimento e aperfeiçoamento da faculdade mediúnica requerem apoio, estímulo, compreensão e uma orientação segura da direção da reunião. Não é pequeno o número de médiuns prejudicados por não contarem com o apoio de companheiros experimentados e realmente investidos de autoridade espiritual para as tarefas de direção, tendo que aprender a duras penas com as próprias tentativas de conduzir o processo da educação mediúnica (OLIVEIRA, 2013). A depender da personalidade do médium, surgem as reações psicológicas na feição de dúvidas sobre a autenticidade das comunicações por seu intermédio. Conflitos íntimos podem impedir o desdobramento da faculdade e, sobretudo, o aumento da sensibilidade nervosa, provocando exacerbações na exteriorização das comunicações, e no convívio social, tornando-o uma pessoa arredia, desconfiada e cheia de melindres. Esforços constantes são necessários para superar naturalmente com o auxílio eficiente da direção do trabalho. (OLIVEIRA, 2013). Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos. Suprem o organismo material que falta a estes, para nos transmitirem as suas instruções. Eis porque são dotados de faculdades para esse fim. Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial: são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos. Por isso, multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles desviam de seu fim providencial a faculdade preciosa que lhes foi concedida, se a colocam a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos; se, em vez de frutos salutares, dão maus frutos; se recusam-se a torná-la proveitosa para os outros; se nem mesmo para si tiram os proveitos da melhoria própria, então assemelham-se à figueira estéril. (Kardec) (…) Sobre os médiuns – Quando quiserdes receber as comunicações dos Espíritos bons, preparai-vos para essa graça através da concentração, das intenções puras e do desejo de praticar o bem em favor do progresso geral; lembrai-vos de que o egoísmo sempre retarda a evolução; lembrai-vos de que, se Deus permite a alguns de vós receber o sopro de seus filhos que, por sua conduta, souberam merecer a ventura de compreender sua infinita bondade, é porque deseja, atendendo às nossas solicitações e tendo em conta as vossas boas intenções, conceder-vos os meios de avançar nesse caminho. Assim, pois, médiuns, aproveitai essa faculdade que Deus vos concedeu. Tende fé na mansuetude de nosso Mestre. Ponde a caridade sempre em ação. Não deixeis jamais de praticar essa virtude sublime, bem como a tolerância. Que vossas ações estejam sempre em harmonia com a vossa consciência. É esse um meio certo de centuplicar vossa felicidade nesta vida passageira e de vos preparar uma existência mil vezes mais suave. Que o médium que não se sinta com forças de perseverar no ensino espírita se abstenha, pois, não  tornando proveitosa a luz que o esclareceu, será mais culpado (responsável) e terá de expiar a sua cegueira. (Pascal) Assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais. Médium: a mediunidade não te livra das dificuldades da vida, mas pode proporcionar-te profundos conhecimentos, alegrias e boas experiências. Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela. Evangelizar-se é essencial! Fontes: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Trad. Herculano Pires – 2ª parte: Das manifestações espíritas -Cap. XXXI. Dissertações Espíritas XIII; Reuniões Mediúnicas – Therezinha Oliveira; O Evangelho Segundo o Espiritismo – trad. Herculano Pires – Capítulo XIX. Item 10 – A fé que transporta montanhas; Diálogo com as sombras – Herminio Miranda; Médiuns e Mediunidades cap. VII – Vianna de Carvalho/Divaldo Franco; Seara dos Médiuns Emmanuel/Chico Xavier   

Ensinamentos de Jesus: “É necessário nascer de novo”

Por Luiz Carlos Affonso “Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” Jesus – João 3:7   Passa-se o fato com um fariseu de nome grego, Nicodemos (vencedor do povo). Seu nome aparece mais duas vezes apenas, sempre em João (7-5 e 19:39). Era Doutor da Lei e chefe dos judeus, o que indica pertencer ao Sinédrio. Procura Jesus à noite, hora mais propícia para uma conversa particular, acrescendo a circunstância da prudência de não ser visto. A Doutrina Espírita vem nos esclarecer e auxiliar a desvendar as Leis Divinas, e em nosso discernimento refletir no domínio consciencial aprendendo a valer-se do livre arbítrio, fazendo o que está acostumado com dever e comprometimento. “Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar ar palavras do Cristo.” — Cap. IV, 16 do Evangelho Segundo o Espiritismo. A Lei do Retorno dá-nos a oportunidade de reparar equívocos de ontem e harmonizar o que outrora vivenciamos em desacordo com o Código Celestial, propiciando a iluminação do trajeto evolutivo. Deus, porém, repara amando, ajuda-nos a reconciliar com os desafetos, simplesmente mudando a indumentária de uso temporal, retornando às tarefas empreendidas em novo panorama existencial. Ponderemos sobre as ilusões e deslizes cometidos ajuizando sofrimentos àqueles que intimamente convivemos por dezenas de anos, avaliemos também os desencantos guardado no íntimo de cada um. Como reparar? Como reaproximar sem as vidas sucessivas? Diz Emmanuel em O Livro da Esperança: Estudemos os princípios da reencarnação, na lei de causa e efeito, à luz da justiça e da misericórdia de Deus e perceberemos que mesmo encarcerados agora em constringentes obrigações, estamos intimamente livres para aceitar com respeito e humildade as determinações da vida, edificando o espírito de trabalho e compreensão naqueles que nos observam e nos rodeiam, marchando, gradativamente, para a nossa emancipação integral, desde hoje. Individualizando os equívocos de experiências cotidianas e habituais, deparamos com a decepção daqueles que amealharam fortunas e ao final do percurso terreno não foram felizes enaltecendo a exclusiva mesquinhez. Podemos refletir sobre aqueles que na marginalidade acabaram por terminar no cárcere isolado e solitário, arrependido e alimentando o egoísmo sofredor. Somos livres para construir a iluminação interior, educar-se na moral de Jesus, entendê-la e praticá-la, servindo no bem, amparando e acolhendo com amor os semelhantes. Sem a aplicabilidade das vidas sucessivas a extensão das vivências se volveria em tempestuosos desalentos e arbitrariedades, porém ao lampejo das suas reparações compreenderemos todas as experiências angustiantes do traçado evolutivo. Disse o Cristo: “Necessário é nascer de novo.”  Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação – Emmanuel.   Fontes: – Livro da Esperança — Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel – Palavras de vida eterna — Emmanuel – O Evangelho Segundo o Espiritismo

A Coasseje e o Lar Dona Anita estão em festa! Entenda:

A COASSEJE e LAR DONA ANITA, estão com o coração cheio de alegria e gratidão. Celebramos um momento especial: nos últimos 2 meses, 8 crianças e adolescentes, que estavam sob os cuidados do Lar Dona Anita, agora fazem parte de um novo contexto, suas vidas foram ressignificadas, reintegradas em suas famílias de origem ou famílias substitutas, cheias de amor e carinho! Cada reintegração ou colocação em famílias substitutas representa um recomeço, uma oportunidade de crescimento e felicidade. Esse resultado é fruto do incansável trabalho técnico de profissionais e voluntários que, com dedicação e empenho, tornaram esse sonho possível. Nosso maior objetivo sempre foi garantir que cada criança possa ser reinserida na sociedade de f orma saudável, cercada por afeto e segurança. Esta conquista reforça nossa missão e nos motiva a seguir em frente! Agradecemos a cada pessoa que, de alguma maneira, contribuiu para tornar esse dia uma realidade. Desejamos às crianças e adolescentes, que essas essa nova fase seja repleta de garantias e proteção e que sejam muito felizes, rodeadas de amor, cuidado e oportunidades! Juntos, continuamos nessa jornada de amor e oportunidades!

Ser forte o bastante é respeitar-se

por Cínthia Cortegoso http://contoecronica.wordpress.com Há muita confusão quanto à expressão ser forte o bastante. Aliás, um enorme engano é pensar que se deve passar por situações variadas e permanecer o tempo todo com o sentimento inalterado, apenas aguentando, fortalecido, os mais desproporcionados acontecimentos; sem dúvida, um grande lapso. Ser forte não é suportar desrespeito, intolerância, maldade, excessos; ser forte é, ainda que em meio a inúmeras ocorrências, continuar, pois a vida é eterna e criada por Deus. E, naturalmente, haverá os dias mais leves e os mais difíceis e, ainda assim, o nosso coração desejará seguir. Haverá as manhãs em que mais desejaremos ficar na cama, bem em silêncio, almejando o conselho divino; também haverá os dias em que nosso coração estará radiante; outros dias em que nos sentiremos como indefesas crianças e choraremos baixinho. As tardes nubladas virão e, com fé, aguardaremos novamente o céu azul e o dourado raio de sol. E outra vez estaremos fortes. Passaremos por momentos infelizes e abençoados muito felizes e compreenderemos que estamos crescendo. Não devemos nunca amedrontar, sufocar ou desmerecer o nosso ser para parecermos fortes o bastante. Somos seres sensíveis, únicos, eternos em desenvolvimento. Há quem se anule para parecer invencível; há quem se sufoque para ser aceito; há quem se disfarce para, de alguma forma, ser percebido; há quem se maltrate para conquistar um lugar na sociedade humana, mas somos espíritos. Se em algum lugar não somos bem-vindos, há tantos outros que nos aguardam com felicidade; caso nossas palavras não encontrem oportunidade para serem pronunciadas busquemos outros ouvintes que desejem ouvi-las. Sempre haverá o ambiente propício para todo aprendiz da vida. Não deve ocorrer o excesso de realizações ‒ além do que se pode ‒, pois todos só devem fazer a sua medida, e querer fazer a mais é também exceder a chispa de energia que cada um de nós possui. Todos já vêm com uma determinada carga de energia para a ação dos compromissos assumidos e quando se avança o nível estimado pode acontecer o encurtamento do tempo já estipulado na erraticidade. Sem mencionar que todos necessitam aprender e quando se faz além da conta, também está isentando alguém de sua realização. É preciso equilíbrio em tudo na vida, porque quando não há, as áreas da vida do infeliz desequilibrado se desajustam e quando a desarmonia tenta comandar, tristeza, desencontro, medo e inquietação são presenças assíduas ‒ e tão inestimadas. Os dias nascem um de cada vez para tudo acontecer em seu devido tempo e com determinada proporção dos acontecimentos. Eles são exatos em suas medidas. Em momento algum uma pessoa deve ser forte o bastante se exceder os limites. Não há nenhum mérito em nos desrespeitarmos e cada pessoa deve ser a principal para si .

Autoperdão e a Importância do Hoje: Reflexões no Centro Espírita Seareiros de Jesus

Na última terça-feira (24), o Centro Espírita Seareiros de Jesus, localizado em Americana/SP, recebeu a querida Mariana Folster para uma palestra emocionante sobre um tema essencial no espiritismo: o autoperdão e a importância de viver o momento presente. Apesar da noite fria, a casa estava cheia, com frequentadores e visitantes dispostos a refletir profundamente sobre o valor do hoje em nossas vidas espirituais e emocionais. A troca de experiências e as palavras acolhedoras de Mariana proporcionaram momentos de verdadeira conexão e aprendizado coletivo. Mariana Folster, que além de trabalhadora do Seareiros de Jesus também é psicóloga, conduziu com leveza e profundidade uma conversa que tocou muitos corações. Sua abordagem trouxe luz ao quanto o autoperdão é fundamental para a nossa evolução espiritual, especialmente dentro da visão do espiritismo. Foi uma noite inspiradora, repleta de acolhimento, conhecimento e energia positiva. Agradecemos imensamente a presença de todos e, especialmente, à Mariana por dedicar seu tempo e compartilhar seu saber conosco. Nossa programação espiritual continua ao longo da semana com os Atendimentos Fraternos e os grupos de estudo espírita, sempre com muito carinho e dedicação para acolher a todos que buscam paz, esclarecimento e crescimento espiritual. Se você está em Americana e deseja conhecer mais sobre o espiritismo, participe das nossas atividades no Centro Espírita Seareiros de Jesus. Será uma alegria receber você!

Vamos falar sobre a felicidade?

a felicidade depende de você

Pela presidência “Depende de o homem amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra.” – O Livro dos Espíritos, questão 920  O que é ser feliz? Se questionarmos a diversas criaturas, obteremos explicações distintas. A felicidade tem uma definição única e singular. São unificadas em sonhos, projetos, conquistas, como coisas físicas, casa, carro, um bom emprego, saúde e quem sabe, encontrar um grande amor. A Universidade de Harvard, nos mostra em dois momentos que a felicidade não é Ter e sim Ser. A felicidade é um processo. E o que o espiritismo nos diz sobre a Felicidade? Questão 918 do Livro dos Espíritos, entendemos que a felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não no estado material do meio em que se acha. Questão 922 diz ainda: Há uma medida de felicidade comum a todos os homens: A posse do necessário para a vida material, a consciência tranquila e a fé no futuro. A pretensão de ser feliz é intrínseca ao ser humano e a Doutrina Espírita contribui nessa procura, porque seus preceitos possibilitam a entender no que consiste a autêntica felicidade e o que deveremos nos utilizar com eficiência para alcançar essa condição de espírito feliz. Se nos detivermos a refletir que a legítima felicidade está em conformidade de defrontar as vivências e  principalmente entender que ela está em nós mesmos. “A felicidade não é deste mundo”. Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 5 item 20. Se assim for, a felicidade plena é um estado idealizado, localiza-se em uma existência futura, e com condições de usurparmos de nossas fraquezas morais, lembrando sempre que nós somos os causadores da atual situação, agregando a nossa condição de ser feliz. Quer ter uma existência mais feliz? Inicie modificando você mesmo. Mas mudar o que? A Doutrina Espírita nos orienta, que não se consegue um caminho feliz sem um esforço próprio a fim de que a transformação espiritual aconteça; as pequenas coisas farão diferença, como: não reclamar, mas agradecer, guarde energia resolvendo os problemas e não valorize tanto o desconforto que ele proporciona. Não aguarde que tudo se resolva, enfrente as adversidades, vá atrás de seus propósitos, usando sempre da honestidade e do discernimento moral. No Livro “Vida e Valores” de Raul Teixeira encontraremos o que segue: “Podemos ser felizes, na Terra, sem esperar a felicidade no reino dos céus, depois da morte, porque aprendemos que a felicidade maior não é propriamente aquela que apenas nós vivenciamos, mas aquela que experienciamos, doando-nos aos outros. Tudo quanto doamos é o que verdadeiramente nos pertence; o que tentamos guardar, reter, armazenar é o que perdemos. Por isso, podemos ser felizes, neste mundo, usufruindo as coisas materiais e servindo a Deus acima de tudo”. Jamais delegue seu livre arbítrio a outra pessoa, acreditando que ela lhe fará feliz. A felicidade depende  apenas de você, se valorize. Fontes: – Grupo Visão Espírita – O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, item 20 cap. 5 – O consolador.com.br

NOSSO LAR

por Orlando Cioldin Nosso Lar – este é o nome dado ao primeiro livro ditado pelo espírito de André Luiz. É o livro psicografado mais vendido em todo o mundo. A psicografia desta obra em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, trouxe grandes surpresas e alegrias. Foi lhe permitido a Chico Xavier sair de seu corpo físico, por algumas horas, em companhia de André Luiz, a fim de conhecer uma faixa suburbana da cidade, descrita no livro. Emmanuel havia permitido seu passeio, para que não fosse prejudicada, no futuro, a obra “Nosso Lar”, cujas descrições eram para ele inteiramente novas. Pôde Chico comprovar os dizeres de Allan Kardec, em seu livro “O Céu e o Inferno”, que após a morte o homem se liberta de sua matéria, ficando, porém, de posse de sua individualidade, sem alterar de maneira artificiosa a sua personalidade. Em seu “passeio” viu os agrupamentos sociais e culturais, similares aos nossos, existentes no Além. Viu as consequências benéficas e maléficas, que estamos sujeitos a sofrer quando regressamos desta vida terrena. A antiga “TV TUPI” apresentou a novela intitulada “A Viagem”, de Ivani Ribeiro, com absoluto sucesso, chegando ao índice de 87% de audiência em todo país. Foi baseado nessa obra e supervisionado pelo emérito professor Herculano Pires. Posteriormente a Rede Globo produziu o “remake” da novela também com grande sucesso. Atualmente está sendo repetida no canal “VIVA” do Grupo Globo.” (Extraído do livro: “Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade” de Luciano Napoleão da Costa e Silva)

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