Reuniões Mediúnicas XI: Influência do meio no fenômeno mediúnico

Por D.O.D Neste estudo trataremos do capítulo XXI de O Livro dos Médiuns, que esclarece o assunto com primor. Kardec inicia questionando se o meio em que o médium se encontra exerce alguma influência sobre as manifestações. A resposta é que todos os Espíritos que cercam o médium o ajudam para o bem ou para o mal. É necessário representar cada indivíduo como cercado por um certo número de companheiros invisíveis que se identificam com o seu caráter, os seus gostos e as suas tendências. Assim, toda pessoa que entra numa reunião leva consigo os Espíritos que lhe são simpáticos. Segundo o seu número e a sua natureza, esses companheiros podem exercer sobre a reunião e sobre as comunicações uma influência boa ou má. Uma reunião perfeita seria aquela em que todos os membros, animados do mesmo amor pelo bem, só levassem consigo Espíritos bons. Na falta da perfeição, a melhor reunião será aquela em que o bem supere o mal. (…) Os Espíritos superiores não podem vencer a má vontade do Espírito encarnado que lhes serve de intérprete e dos que o cercam? – Sim, quando o julgam útil (…). Os Espíritos mais elevados podem às vezes comunicar-se, para um auxílio especial, malgrado a imperfeição do médium e do meio, mas então estes lhe permanecem completamente alheios.  Os Espíritos superiores não comparecem às reuniões em que a sua presença é inútil. Aos meios de pouca instrução, mas onde há sinceridade, vão de boa vontade, mesmo que só encontrem instrumentos deficientes. Mas aos meios instruídos, em que a ironia impera, não vão. Neles é necessário tocar os olhos e os ouvidos, e esse é o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros. (…). Espíritos inferiores moralmente não comparecerem às reuniões sérias, normalmente. Às vezes permanecem nelas, a fim de aproveitarem os ensinamentos que vos são dados. Mas se calam, como os levianos numa reunião de sábios. Seria errado pensar que é necessário ser médium para atrair os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço, estão constantemente ao nosso redor, nos acompanham, nos veem e observam, intrometem-se nas nossas reuniões, procuram-nos ou evitam-nos, conforme os atrairmos ou repelirmos.  A faculdade mediúnica nada tem com isso: é simplesmente um meio de comunicação. Segundo vimos no tocante às causas de simpatia e antipatia entre os Espíritos.  Compreende-se facilmente que devemos estar cercados dos que têm afinidade com o nosso Espírito, de acordo com a nossa elevação ou inferioridade. Consideremos ainda o estado moral do nosso globo e compreenderemos qual o gênero de Espíritos que deve predominar entre os Espíritos errantes.  Se tomarmos cada povo em particular poderemos julgar, pelo caráter dominante das criaturas, por suas preocupações e seus sentimentos mais ou menos morais e humanitários, quais as ordens de Espíritos que nele se encontram. Partindo desse princípio, imaginemos uma reunião de homens levianos, inconsequentes, interessados apenas em seus prazeres. Quais seriam os Espíritos que de preferência estariam entre eles? Não serão seguramente os Espíritos superiores, pois que os nossos sábios e filósofos não iriam passar entre eles o seu tempo. Assim, toda vez que os homens se reúnem, há entre eles uma reunião oculta de simpatizantes de suas qualidades ou de suas imperfeições, (…).  Nota de Herculano Pires – A presença dos Espíritos ao nosso redor não depende da mediunidade, nem de qualquer espécie de evocação, da mesma maneira que as mensagens radiofônicas estão sempre no ar, mesmo que não tenhamos um rádio ou não o liguemos. Quando Kardec diz que a mediunidade nada tem com isso, pois é apenas um meio de comunicação, esclarece que a presença dos Espíritos não é um fato mediúnico, porque este implica percepção dessa presença e a comunicação com os eles.  Admitamos agora que eles (os homens) tenham a possibilidade de se comunicar com os seres do mundo invisível através de um intérprete, ou seja, de um médium. Que Espíritos responderão ao seu apelo? Evidentemente os que lá estão, predispostos a isso, e que nada mais buscam do que uma ocasião favorável. Se numa reunião fútil se evocar um Espírito superior, ele poderá atender, dando uma comunicação orientadora, como um bom pastor que se dirige às suas ovelhas desgarradas. Mas se não se vê compreendido nem ouvido, vai-se embora, como também o faria em seu lugar, e os outros têm o campo livre. A seriedade de uma reunião, não é sempre suficiente para haver comunicações elevadas. Há pessoas que nunca riem, mas nem por isso têm o coração mais puro. Ora, é acima de tudo o coração (o sentimento) que atrai os Espíritos bons. Nenhuma condição moral impede as comunicações espíritas, mas se estamos em más condições nos entretemos com os que se nos assemelham, que não perdem a ocasião de nos enganar e quase sempre estimulam os nossos preconceitos.   Vemos assim a enorme influência do meio sobre a natureza das manifestações inteligentes.   Mas essa influência (do meio) não se exerce como pretendiam algumas pessoas, quando ainda não se conhecia como hoje o mundo dos Espíritos, e antes que as experiências mais decisivas tivessem esclarecido as dúvidas. Quando as comunicações concordam com a maneira de ver dos assistentes, não é que as suas opiniões se tenham refletido no Espírito do médium como num espelho, mas que os Espíritos simpáticos a estes, para o bem ou para o mal, participam das mesmas ideias. A prova disso é que, se puderem atrair outros Espíritos, para se comunicarem em lugar dos que habitualmente os cercam, o mesmo médium falará uma linguagem muito diferente, dando comunicações bastante afastadas das suas ideias e convicções. Em resumo: as condições do meio serão tanto melhores, quanto maior homogeneidade houver para o bem, com mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de aprender, sem segundas intenções.  (…) Todo médium que sinceramente não queira se transformar em instrumento da mentira deve procurar produzir nas reuniões sérias, levando para elas o que tiver obtido em particular. Deve aceitar com reconhecimento, e até mesmo solicitar o exame crítico das comunicações. Se estiver assediado por

REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte VIII – O pensamento

Por DOD Seguindo nossos estudos, trataremos de um tema importante, para os participantes de reuniões mediúnicas – O pensamento. Kardec nos esclarece que os Espíritos exercem forte influência em nossos pensamentos, maior do que supomos, sendo muito frequentemente eles que nos dirigem. Também diz que pelo pensamento gozamos de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves, pode-se impedir sua manifestação, mas não o aniquilar. Porém, somos responsáveis pelos nossos pensamentos, perante Deus. Em qualquer estudo da mediunidade, não podemos esquecer que o pensamento vige na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma. O pensamento é força viva e atuante, porque procede da mente que tem a sua sede no ser espiritual, sendo, portanto, a exteriorização da Entidade eterna. Conforme o seu direcionamento, manifesta-se, no mundo das formas, a sua realização. A sua educação é relevante, porque se torna fator essencial para o enfrentamento dos desafios e encontro das soluções necessárias à vida saudável. Com ele, representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal. Nas reuniões mediúnicas, os que realmente ali estiverem com os pensamentos integrados participarão de todo o processo, mas os que não se afinarem só estarão ali como simples presença física. (…) Com a nossa invigilância podemos prejudicar num relance toda a estrutura do trabalho! Isso acontece quando comparecemos despreparados para a reunião, trazendo vibrações negativas, desequilibrantes; quando trazemos o pensamento viciado contaminamos o recinto cuidadosamente preparado. Toda reunião espírita deve buscar a maior homogeneidade possível de pensamentos e sentimentos. Divergência de pensamentos e intrigas afastam os bons Espíritos. (…) os encarnados emitem ondas menos intensas, em virtudes das preocupações do dia a dia, e não apenas das limitações impostas por sua estrutura material. Sim, os pensamentos interferem na reunião mediúnica. Importante refletir: – Qual é o nosso pensamento dominante durante o dia todo? (a mente fala…) acredita que esses pensamentos podem interferir no trabalho? Lidar com o pensamento tem sido um desafio para o homem contemporâneo. O  autor André Luiz fez uma comparação dos níveis mentais com uma casa. O porão é onde guardamos tudo aquilo que poderá nos servir em algum momento. É o armazém ou depósito da mente, denominado pelo autor espiritual como subconsciente, no qual se encontram todas as experiências boas ou infelizes, representando todo o nosso passado desde que fomos criados por Deus. Tudo que nós fazemos é registrado nessa parte da mente. A parte social da residência é o local no qual mais movimentamos, assim como a cozinha, quarto, sala e demais cômodos mais usados em uma casa. É o nível chamado de consciente e corresponde a todas as operações relativas ao momento presente, constituindo a personalidade atual desde o renascimento na matéria até o momento atual. O sótão é a parte da casa que mais raramente utilizamos no intuito de relaxar, descansar ou refletir. Representa o superconsciente ou região nobre da mente onde se encontram todos os germens divinos da perfeição, em estado latente. É o nosso futuro.   Os moradores dos três níveis:   Segundo o autor espiritual André Luiz, no subsconsciente mora o automatismo e o hábito. No consciente reside o esforço e a vontade e no superconsciente encontramos o ideal e a meta. A compreensão dos mecanismos de interação entre estes moradores auxilia-nos imensamente entender como se opera o grande objetivo espiritual da reforma íntima. Possuímos, em nós mesmos, “o passado, o presente e o futuro.” A meditação, a oração, o desenvolvimento da honestidade em relação aos nossos sentimentos, o hábito do autoamor através do cuidado conosco e o serviço no bem são algumas das muitas formas de acessar a zona mental nobre, e recolher o conteúdo energético que nos fará sentir o bem-estar de uma vida saudável e plena. Vigiar o pensamento pode ser com: Boa música Conversações sadias Programas construtivos Leituras edificantes Boas companhias Prática do bem Fontes: O Livro dos Espíritos (459, 833); O Livro dos Médiuns (331); Mecanismos da Mediunidade – Processo da comunicação mediúnica – capítulo – A Mediunidade; Consciência e Mediunidade – Projeto Manoel Phillomeno de Miranda -2ª Parte Meditação item 2.1; Reuniões mediúnicas – Teoria e prática – Lamartine Palhano Jr; Seara dos Médiuns cap. 2; No Mundo Maior – André Luiz cap. 3; Vida Gloriosa – Joanna de Ângelis/Divado Franco; https://www.gruposamaritano.com.br/ges/cursos_content/modulo_04_aula_02_4o_semestre.pdf

Desenvolvimento ou Educação da Mediunidade

POR DOD Nos estudos anteriores já tratamos do funcionamento de uma reunião mediúnica, seus componentes e alguns tipos de Espíritos que se comunicam neste tipo de reunião. Neste estudo tratamos do desenvolvimento ou educação da mediunidade. Lembramos que o assunto é muito abrangente e que aqui abordamos de forma resumida, sugerimos que aprofundem o assunto nas obras de referência. Em primeiro lugar é preciso entender que a mediunidade é uma faculdade natural, que surge espontaneamente. Não se deve procurar desenvolvê-la enquanto não aflorar por si só. Em erro grave incorre quem queira forçar a todo custo o desenvolvimento de uma faculdade que não possua. Deve a pessoa cultivar todas aquelas de que reconheça possuir o gérmen. Procurar a força ter as outras é, antes de tudo, perder tempo, e, em segundo lugar, perder talvez, enfraquecer com certeza, as de que seja dotado. (…) se os rudimentos da faculdade mediúnica não existem, nada fará que apareçam. (Kardec) O desenvolvimento mediúnico a ser promovido nos centros espíritas não deve nunca ser entendido como o aprendizado de técnicas e métodos para fazer surgir a mediunidade, pois que não os há nem pode haver, mas exclusivamente como o aprimoramento e direcionamento útil e equilibrado das faculdades surgidas de forma natural, o que pressupõe o aperfeiçoamento integral do médium, por meio do estudo sério e de seus esforços incessantes para amoldar suas ações às diretrizes evangélicas. O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos. O desenvolvimento da mediunidade deve ser entendido unicamente como a sua educação, o seu aprimoramento, a sua disciplina, o seu direcionamento útil para o bem. A mediunidade não é a causa primária dos desequilíbrios orgânicos e psicológicos. O exercício da mediunidade não deve ser colocado como a culminação obrigatória das atividades do cooperador da Casa espírita. Por que desenvolver a mediunidade? Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante, através do pensamento, nos influenciam e são influenciados por nós. Sendo os médiuns, por características próprias de seu corpo físico, indivíduos mais sensíveis, captam com maior facilidade a influência dos Espíritos, podendo sofrer, às vezes, consequências desagradáveis em decorrência de possuir uma faculdade que não conhecem e não dominam. Além disso, nós sabemos que da faculdade mediúnica podem dispor-se bons e maus Espíritos… “Mediunidade, por si só não basta. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos, para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. É perigoso possuir sem saber usar”(Nos Domínios da Mediunidade) Assim, é a mediunidade uma faculdade inerente à própria vida, sendo semelhante ao dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e por Terra. A primeira precaução é armar-se o médium de uma fé sincera, sob a proteção de Deus, pedindo a assistência do seu anjo guardião. Este é sempre bom, enquanto os Espíritos familiares, simpatizando com as boas ou más qualidades do médium, podem ser levianos ou até mesmo maus. A segunda precaução é dedicar-se com escrupuloso cuidado a reconhecer, por todos os indícios que a experiência oferece, a natureza dos primeiros Espíritos comunicantes, dos quais é sempre prudente desconfiar. Se esses indícios forem suspeitos, deve-se apelar com fervor ao anjo guardião e repelir com todas as forças o mau Espírito, provando-lhe que não conseguiu enganar, para o desencorajar. Eis por que o estudo prévio da teoria é indispensável, se o médium pretende evitar os inconvenientes inseparáveis da falta de experiência. (…)   Recomendações de Kardec relacionadas aos aspectos gerais e positivos que devem ser observados no desenvolvimento mediúnico: a) Calma, recolhimento e vontade firme, em primeiro lugar; b) Solidão, silêncio e afastamento de tudo o que possa ser causa de distração; c) Reunir-se com pessoas animadas do mesmo desejo e comungando a mesma intenção; d) Auxílio de médiuns já formados; e) Emprego de magnetismo, que o codificador aconselha dirigir às áreas motoras, nos médiuns psicógrafos, mas que se tem mostrado útil, também, quando aplicado nos centros de captação mediúnica – coronário e cerebral – nos médiuns psicofônicos inexperientes ou em dificuldades de sintonia, por cansaço ou aturdimento. É preciso fazer uma distinção clara entre a mediunidade, enquanto faculdade, e o seu uso e exercício. Se a faculdade em si é neutra, o mesmo não vale para o seu uso, que pode ser bom ou mau, dependendo da condição moral do médium. Nada verdadeiramente importante se adquire sem trabalho… Uma lenta e laboriosa iniciação se impõe aos que buscam os bens superiores. Como todas as coisas, a formação e o exercício da mediunidade encontram dificuldades, bastantes vezes já assinaladas; convém insistirmos nisso, a fim de prevenir os médiuns contra as causas de erros e de desânimo. (Leon Denis – No Invisível). (…) A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres, e, sobretudo, a terna solicitude do bom Espírito que a envolve em seu amor, em seus fluidos vivificantes. Quase sempre, porém, querem fazê-la produzir frutos prematuros, e desde logo se estiola [enfraquece] e fana ao contato dos Espíritos atrasados.           Fontes: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec; Estudo sobre a Mediunidade – Silvio e Clarice Seno Chibeni; Apostila UEM; Nos Domínios da Mediunidade; Estudando o Livro dos Mèdiuns – Projeto Manoel Philomeno de Miranda.

Encontro reúne participantes de reuniões mediúnicas e de grupos de estudos no Seareiros

Encontro Reuniões Mediúnicas

Integrantes das reuniões mediúnicas e de estudos, participaram  do 1º encontro do projeto “Caminhando juntos na reunião mediúnica”. O estudo, conduzido pela nossa querida Izildinha, reuniu frequentadores das reuniões para aprofundar o conhecimento sobre a “Qualidade na prática mediúnica”. Para garantir que todos pudessem participar, o encontro foi dividido em três dias, com o mesmo conteúdo. Essa divisão estratégica permitiu acolher um público diverso em nosso auditório, proporcionando a cada participante novas experiências. A essência da mediunidade é um compromisso sério e importante e não se resume apenas à manifestação dos espíritos, mas à sua prática consciente, segura e, acima de tudo, com qualidade – que podemos amadurecer melhor no decorrer do tempo e dos estudos. O encontro “Caminhando juntos na reunião mediúnica” foi um momento de aprendizado, trocas e fortalecimento dos laços fraternos e o que tema trouxe foi um convite à reflexão sobre a responsabilidade dos médiuns, dialogadores, sustentadores e dirigentes, além do respeito aos desígnios divinos e a busca constante pelo aprimoramento moral e intelectual. Aqui no Peixinho Vermelho, você pode encontrar diversos materiais de estudo e de apoio sobre o tema, basta clicar neste link.  Reforçamos a importância do estudo e da união entre todos os trabalhadores, pois, como nos ensina a Doutrina Espírita, a mediunidade é uma ferramenta para o bem, e sua prática, quando realizada com seriedade e amor, é um sublime ato de caridade. Que este seja o primeiro de muitos encontros que nos ajudem a caminhar juntos, cada vez mais conscientes e preparados, na sublime jornada do serviço ao próximo.     Você deseja participar de algum grupo de estudo do C. E Seareiros de Jesus? Entre em contato com a gente pelo WhatsApp: (19) 98326-5248 Clique aqui para ver a nossa programação