Reuniões Mediúnicas no Seareiros parte III

por DOD Neste texto falaremos dos elementos de sustentação ou sustentadores. Lembramos que aqui não é possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas. ELEMENTO DE SUSTENTAÇÃO – SUSTENTADORES Sustentação: Ato de sustentar, segurar para que não caia, manter, alimentar física ou moralmente. Linguagem espírita: Todo participante de reunião mediúnica que atua de forma consciente para amparar e defender o ambiente mental e fluídico. Elemento de Sustentação é como: “Dínamo de Vibrações Amorosas” Herminio Miranda Através da doação de vibrações amorosas, muitos companheiros se tornam verdadeiros “sustentáculos” do serviço mediúnico. Sua função é doar fluidos e zelar pelo equilíbrio do ambiente. Quem é o Elemento de Sustentação? É quem presta sua colaboração voluntária e gratuita, em função nas reuniões mediúnicas no Centro Espírita. Na Reunião, deve manter a concentração, a elevação dos pensamentos, o estado de oração e sentimento fraterno, assim cooperando para que os trabalhos ocorram em ordem e sob a proteção dos bons Espíritos. Não adormecer porque sua atividade fará falta e perderá os benefícios da reunião; e não entrar em desdobramento nem sair espiritualmente do ambiente, a não ser que instruído pelo Dirigente Mediúnico. Vibrar fraternalmente pelos comunicantes perturbados e infelizes, a fim de que sintam este benefício e a sinceridade do propósito de auxílio; e vibrar com simpatia e gratidão para Espíritos benévolos e superiores que se manifestem; manter de preferência os olhos fechados para não se distrair com o ambiente; Aceitar, sem acomodação ou falsa modéstia, tarefas para as quais esteja habilitado; apoiar com o pensamento e com afetividade os companheiros de trabalho. Estar atento ao diálogo, mas evitar: – Barulho de qualquer espécie, principalmente bocejos; – Dirigir-se diretamente ao comunicante; – Interferir mental e fluidicamente com pensamentos discordantes ou opiniões pessoais; – Jamais fazer mentalmente trabalho de dialogador em paralelo; – Conhecer a Doutrina Espírita e o que é mediunidade. Requisitos importantes para os Elementos de Sustentação Responsabilidade; estudo; firmeza mental e emocional; equilíbrio vibratório; compromisso com a Casa,com o grupo, com os mentores e com os assistidos; ausência de preconceitos; discrição; coerência. O Elemento de Sustentação deve se lembrar sempre de que é parte de uma equipe e precisa acatar as regras e procedimentos estabelecidos para o bom andamento do trabalho, colaborando em tudo o que for possível para que as atividades sejam desempenhadas de forma organizada e tranquila. Tanto quanto o médium, os demais participantes da reunião e o Elemento de Sustentação, precisam conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar o dirigente e os médiuns. Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório, o Elemento de Sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam por a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores. Para o equilíbrio vibratório observar a prática da prece diária, do Evangelho no Lar, a preparação necessária no período que antecede a reunião, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental etc. Fontes: O Livro dos Médiuns; Diálogo com as Sombras – Herminio Miranda; Nos Domínios da mediunidade – André luiz/F.C.Xavier; Apostila UEM (União Espírita Mineira)
Ensinamentos de Jesus: “É necessário nascer de novo”

Por Luiz Carlos Affonso “Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” Jesus – João 3:7 Passa-se o fato com um fariseu de nome grego, Nicodemos (vencedor do povo). Seu nome aparece mais duas vezes apenas, sempre em João (7-5 e 19:39). Era Doutor da Lei e chefe dos judeus, o que indica pertencer ao Sinédrio. Procura Jesus à noite, hora mais propícia para uma conversa particular, acrescendo a circunstância da prudência de não ser visto. A Doutrina Espírita vem nos esclarecer e auxiliar a desvendar as Leis Divinas, e em nosso discernimento refletir no domínio consciencial aprendendo a valer-se do livre arbítrio, fazendo o que está acostumado com dever e comprometimento. “Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar ar palavras do Cristo.” — Cap. IV, 16 do Evangelho Segundo o Espiritismo. A Lei do Retorno dá-nos a oportunidade de reparar equívocos de ontem e harmonizar o que outrora vivenciamos em desacordo com o Código Celestial, propiciando a iluminação do trajeto evolutivo. Deus, porém, repara amando, ajuda-nos a reconciliar com os desafetos, simplesmente mudando a indumentária de uso temporal, retornando às tarefas empreendidas em novo panorama existencial. Ponderemos sobre as ilusões e deslizes cometidos ajuizando sofrimentos àqueles que intimamente convivemos por dezenas de anos, avaliemos também os desencantos guardado no íntimo de cada um. Como reparar? Como reaproximar sem as vidas sucessivas? Diz Emmanuel em O Livro da Esperança: Estudemos os princípios da reencarnação, na lei de causa e efeito, à luz da justiça e da misericórdia de Deus e perceberemos que mesmo encarcerados agora em constringentes obrigações, estamos intimamente livres para aceitar com respeito e humildade as determinações da vida, edificando o espírito de trabalho e compreensão naqueles que nos observam e nos rodeiam, marchando, gradativamente, para a nossa emancipação integral, desde hoje. Individualizando os equívocos de experiências cotidianas e habituais, deparamos com a decepção daqueles que amealharam fortunas e ao final do percurso terreno não foram felizes enaltecendo a exclusiva mesquinhez. Podemos refletir sobre aqueles que na marginalidade acabaram por terminar no cárcere isolado e solitário, arrependido e alimentando o egoísmo sofredor. Somos livres para construir a iluminação interior, educar-se na moral de Jesus, entendê-la e praticá-la, servindo no bem, amparando e acolhendo com amor os semelhantes. Sem a aplicabilidade das vidas sucessivas a extensão das vivências se volveria em tempestuosos desalentos e arbitrariedades, porém ao lampejo das suas reparações compreenderemos todas as experiências angustiantes do traçado evolutivo. Disse o Cristo: “Necessário é nascer de novo.” Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação – Emmanuel. Fontes: – Livro da Esperança — Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel – Palavras de vida eterna — Emmanuel – O Evangelho Segundo o Espiritismo
Espiritismo e o Luto: como a doutrina pode ajudar em momentos de dor e perda

Lidar com a morte de alguém querido é uma das experiências mais dolorosas que o ser humano pode viver. Em meio ao sofrimento, o Espiritismo e o luto se tornam aliados importantes, oferecendo uma nova visão sobre a vida, a morte e o sentido da dor. A doutrina espírita nos apresenta não apenas respostas, mas também consolo espiritual e esperança, permitindo que a perda seja enfrentada com mais serenidade. O que o Espiritismo ensina sobre a morte Segundo a doutrina espírita, a morte não é o fim, mas uma transição para a vida espiritual. Somos espíritos imortais, criados por Deus para evoluir. A perda física de alguém não significa o rompimento dos laços afetivos, pois o amor verdadeiro ultrapassa a barreira da matéria. Entender essa realidade ajuda a aliviar a dor, pois sabemos que aquele que partiu continua vivendo em outra dimensão e poderá reencontrar seus entes queridos no futuro. Espiritismo e o luto: um consolo para a alma A dor do luto é natural, mas pode ser suavizada quando compreendemos os propósitos da vida e da reencarnação. O Espiritismo nos mostra que nenhuma separação é definitiva, e que o sofrimento faz parte do processo de amadurecimento espiritual. Por meio dos ensinamentos contidos em “O Livro dos Espíritos” e no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, aprendemos que as provações são oportunidades de crescimento, e que os reencontros espirituais são certos, no tempo e na vontade de Deus. A força da oração nos momentos de perda A oração tem papel essencial no enfrentamento do luto. Ela nos conecta com os bons espíritos, fortalece a fé e leva paz tanto para quem ora quanto para o espírito que partiu. Segundo o Espiritismo, orar pelos mortos é um gesto de amor que acolhe, alivia e ilumina. Além disso, o hábito do Evangelho no Lar torna-se um poderoso recurso para fortalecer o ambiente familiar e trazer equilíbrio emocional nos momentos difíceis. A importância do tempo e da aceitação Cada pessoa vive o luto de forma diferente. Não há um tempo certo para se recuperar, e tampouco devemos reprimir nossos sentimentos. O importante é compreender que a dor da perda faz parte da experiência humana, e que a aceitação é um passo fundamental no caminho da cura. A doutrina espírita nos ensina que, mesmo diante da dor, não estamos sozinhos. Deus, os bons espíritos e nossos entes queridos desencarnados nos acompanham, amparando-nos em silêncio e amor. O papel dos centros espíritas no acolhimento ao luto Muitos corações aflitos encontram consolo em casas espíritas que acolhem com carinho e sabedoria. O Centro Espírita Seareiros de Jesus, em Americana, oferece esse apoio por meio de estudos, palestras, passes e orações voltadas à consolação espiritual. Se você está vivenciando o luto, ou conhece alguém que esteja, saiba que não precisa passar por isso sozinho. Nossa casa está de portas abertas para amparar e orientar. Uma Luz de Esperança para o Caminho O Espiritismo e o luto caminham lado a lado, oferecendo não apenas explicações racionais, mas um consolo que acalma o coração. Ao compreender que a vida continua e que os laços de amor jamais se perdem, a dor da perda se transforma em aprendizado e esperança. Confie no tempo de Deus, mantenha sua fé e lembre-se: o amor é eterno, e o reencontro é uma certeza.