Reuniões Mediúnicas – Parte XII da Influência dos Espíritos em Nossas Vidas

Por D.O.D Este estudo está baseado no Livro dos Espíritos, segunda parte, capítulo IX e Livro dos Médiuns capítulo XXIII e obras paralelas.   “Se o homem pudesse contemplar com os próprios olhos as correntes de pensamento, reconheceria, de pronto, que todos vivemos em regime de comunhão, segundo os princípios da afinidade. É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia”.   Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações mais do que supomos, porque muito frequentemente são eles que nos dirigem. Essas influências vêm dos Espíritos imperfeitos, que procuram envolver e dominar o homem, e que ficam felizes de o fazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás. Os Espíritos exercem influência sobre os acontecimentos da vida e aconselham. Podem ver o que fazemos, pois estamos incessantemente rodeados por eles. Mas, cada um só vê aquelas coisas a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes interessam. Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais secretos, até aquilo que desejamos ocultar a nós mesmos (…). Que pensam de nós os Espíritos que estão ao nosso redor e nos observam? – Isso depende. Os Espíritos levianos riem das pequenas traquinices que nos fazem, e zombam das nossas impaciências. Os Espíritos sérios lamentam as nossas trapalhadas e tratam de nos ajudar. Podemos distinguir os nossos próprios pensamentos dos que nos são sugeridos. Quando um pensamento nos é sugerido, é como uma voz que nos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que nos ocorrem no primeiro impulso. De resto, não há grande interesse para nós nessa distinção e é frequentemente útil não o saber, assim agimos mais livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade será maior. Os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal para nos fazer sofrer com eles. Embora isso não diminua seus sofrimentos, o fazem por inveja dos seres mais felizes. Podemos nos afastar da influência dos Espíritos que incitam ao mal, porque eles só se ligam aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos. (Analisar onde está nosso interesse pessoal, nosso desejo central) Quando experimentamos um sentimento de angústia, de ansiedade indefinível ou de satisfação interior sem causa conhecida, é quase sempre um efeito das comunicações que, sem o saber, tivemos com os Espíritos, ou das relações que tivemos com eles durante o sono. Todos podemos afastar os maus Espíritos e libertar-nos do seu domínio, pois sempre se pode sacudir um jugo, quando se tem uma vontade firme. Há pessoas animadas de boas intenções e nem por isso menos obsedadas. O melhor meio de se livrar dos Espíritos obsessores é cansar-lhes a paciência, não dar nenhuma atenção às suas sugestões, mostrar-lhes que perdem tempo; então, quando eles veem que nada têm a fazer, se retiram. A prece é um meio poderoso de socorro para todos os casos, mas não é suficiente murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Deus assiste aos que agem, e não aos que se limitam a pedir. Cumpre, portanto, que o obsedado faça, de seu lado, o que for necessário para destruir em si mesmo a causa que atrai os maus Espíritos. Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular, para o proteger – o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio. O anjo da guarda é um Espírito protetor de uma ordem elevada. Voltaremos ao assunto influência dos Espíritos em nossas vidas, no próximo tema que será: A Obsessão.     Fontes: Pensamento e Vida, cap. 8; O Livro dos Espíritos 2ª parte cap. IX; O Livro dos Médiuns cap. XXIII; Seara dos médiuns cap. Obsessão; Caminho, Verdade e Vida cap. 180.