Desenvolvimento ou Educação da Mediunidade

POR DOD Nos estudos anteriores já tratamos do funcionamento de uma reunião mediúnica, seus componentes e alguns tipos de Espíritos que se comunicam neste tipo de reunião. Neste estudo tratamos do desenvolvimento ou educação da mediunidade. Lembramos que o assunto é muito abrangente e que aqui abordamos de forma resumida, sugerimos que aprofundem o assunto nas obras de referência. Em primeiro lugar é preciso entender que a mediunidade é uma faculdade natural, que surge espontaneamente. Não se deve procurar desenvolvê-la enquanto não aflorar por si só. Em erro grave incorre quem queira forçar a todo custo o desenvolvimento de uma faculdade que não possua. Deve a pessoa cultivar todas aquelas de que reconheça possuir o gérmen. Procurar a força ter as outras é, antes de tudo, perder tempo, e, em segundo lugar, perder talvez, enfraquecer com certeza, as de que seja dotado. (…) se os rudimentos da faculdade mediúnica não existem, nada fará que apareçam. (Kardec) O desenvolvimento mediúnico a ser promovido nos centros espíritas não deve nunca ser entendido como o aprendizado de técnicas e métodos para fazer surgir a mediunidade, pois que não os há nem pode haver, mas exclusivamente como o aprimoramento e direcionamento útil e equilibrado das faculdades surgidas de forma natural, o que pressupõe o aperfeiçoamento integral do médium, por meio do estudo sério e de seus esforços incessantes para amoldar suas ações às diretrizes evangélicas. O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos. O desenvolvimento da mediunidade deve ser entendido unicamente como a sua educação, o seu aprimoramento, a sua disciplina, o seu direcionamento útil para o bem. A mediunidade não é a causa primária dos desequilíbrios orgânicos e psicológicos. O exercício da mediunidade não deve ser colocado como a culminação obrigatória das atividades do cooperador da Casa espírita. Por que desenvolver a mediunidade? Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante, através do pensamento, nos influenciam e são influenciados por nós. Sendo os médiuns, por características próprias de seu corpo físico, indivíduos mais sensíveis, captam com maior facilidade a influência dos Espíritos, podendo sofrer, às vezes, consequências desagradáveis em decorrência de possuir uma faculdade que não conhecem e não dominam. Além disso, nós sabemos que da faculdade mediúnica podem dispor-se bons e maus Espíritos… “Mediunidade, por si só não basta. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos, para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. É perigoso possuir sem saber usar”(Nos Domínios da Mediunidade) Assim, é a mediunidade uma faculdade inerente à própria vida, sendo semelhante ao dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e por Terra. A primeira precaução é armar-se o médium de uma fé sincera, sob a proteção de Deus, pedindo a assistência do seu anjo guardião. Este é sempre bom, enquanto os Espíritos familiares, simpatizando com as boas ou más qualidades do médium, podem ser levianos ou até mesmo maus. A segunda precaução é dedicar-se com escrupuloso cuidado a reconhecer, por todos os indícios que a experiência oferece, a natureza dos primeiros Espíritos comunicantes, dos quais é sempre prudente desconfiar. Se esses indícios forem suspeitos, deve-se apelar com fervor ao anjo guardião e repelir com todas as forças o mau Espírito, provando-lhe que não conseguiu enganar, para o desencorajar. Eis por que o estudo prévio da teoria é indispensável, se o médium pretende evitar os inconvenientes inseparáveis da falta de experiência. (…) Recomendações de Kardec relacionadas aos aspectos gerais e positivos que devem ser observados no desenvolvimento mediúnico: a) Calma, recolhimento e vontade firme, em primeiro lugar; b) Solidão, silêncio e afastamento de tudo o que possa ser causa de distração; c) Reunir-se com pessoas animadas do mesmo desejo e comungando a mesma intenção; d) Auxílio de médiuns já formados; e) Emprego de magnetismo, que o codificador aconselha dirigir às áreas motoras, nos médiuns psicógrafos, mas que se tem mostrado útil, também, quando aplicado nos centros de captação mediúnica – coronário e cerebral – nos médiuns psicofônicos inexperientes ou em dificuldades de sintonia, por cansaço ou aturdimento. É preciso fazer uma distinção clara entre a mediunidade, enquanto faculdade, e o seu uso e exercício. Se a faculdade em si é neutra, o mesmo não vale para o seu uso, que pode ser bom ou mau, dependendo da condição moral do médium. Nada verdadeiramente importante se adquire sem trabalho… Uma lenta e laboriosa iniciação se impõe aos que buscam os bens superiores. Como todas as coisas, a formação e o exercício da mediunidade encontram dificuldades, bastantes vezes já assinaladas; convém insistirmos nisso, a fim de prevenir os médiuns contra as causas de erros e de desânimo. (Leon Denis – No Invisível). (…) A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres, e, sobretudo, a terna solicitude do bom Espírito que a envolve em seu amor, em seus fluidos vivificantes. Quase sempre, porém, querem fazê-la produzir frutos prematuros, e desde logo se estiola [enfraquece] e fana ao contato dos Espíritos atrasados. Fontes: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec; Estudo sobre a Mediunidade – Silvio e Clarice Seno Chibeni; Apostila UEM; Nos Domínios da Mediunidade; Estudando o Livro dos Mèdiuns – Projeto Manoel Philomeno de Miranda.
O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. 27. Pedi e obtereis – Ventura da prece
O Evangelho segundo o Espiritismo (trad. Herculano Pires) – Cap. 27. Pedi e obtereis – Ventura da prece
Centro Espírita Seareiros de Jesus realiza capacitação espírita para educadores da infância e interessados no assunto

Por DCD O Centro Espírita Seareiros de Jesus em Americana (SP), promove neste mês de agosto o Curso de Capacitação para Educação Espírita da Infância, voltado a evangelizadores e interessados ou não em atuar com o público infantil dentro da proposta da Doutrina Espírita. O curso acontece em dois encontros, sendo dia 18/08, das 19h30 às 21h com o tema: “Por que investir na Educação Espírita Infantil?” e no dia 25/08, das 19h30 às 21h com o tema: “Como usar jogos na Educação Espírita Infantil” A participação é gratuita e não há necessidade de inscrição prévia, basta comparecer no dia e no local combinado. Com uma abordagem prática, sensível e profundamente conectada aos valores humanos, os encontros serão mediados por Rosana Verzignassi, que compartilha sua vivência e visão sobre a importância da evangelização infantil: VEJA TAMBÉM: O Livro dos Espíritos: A Base da Educação Espírita para Crianças e Jovens “O curso é para todos que estão envolvidos com a educação espírita da infância ou que desejam participar. Vamos falar sobre a importância de investir na educação e como torná-la mais interessante para crianças e adolescentes. Dinâmicas, jogos e até culinária serão apresentados como caminhos lúdicos para transmitir os princípios da Doutrina Espírita, sem perder o foco nos valores essenciais”, destaca Rosana. A capacitação pretende inspirar e preparar educadores para desenvolver atividades que encantem as crianças e fortaleçam o aprendizado espiritual desde os primeiros anos de vida. Mais informações podem ser obtidas diretamente no local ou pelo telefone: (19) 9 9608-1750 _________________________________________________ SERVIÇO: CAPACITAÇÃO ESPÍRITA PARA EDUCADORES INFANTIS E PESSOAS INTERESSADAS NO ASSUNTO QUANDO? Dias 18 e 25/08 das 19h às 21h ONDE? No Centro Espírita Seareiros de Jesus (Rua Silvino Bonassi, nº150, bairro Nova Americana. Americana) ENTRADA GRATUITA Mais informações pelo telefone: (19) 9 9608-1750
Ensinamento de Jesus: entre espinhos e frutos, o caminho da superação espiritual

“Nem se vindimam uvas dos abrolhos.” Jesus – Lucas 6.44 Vivemos uma existência de dificuldades, o plano físico nos mostra que devemos ser batalhadores e que os obstáculos são muitos, alguns enormes. Serão impasses, estorvos e adversidades incontáveis, por isso a afirmativa de Jesus que não se pode colher uvas dos espinheiros. São todas essas tribulações que não permitem a colheita de frutos saborosos da vinha dita pelo Cristo na Parábola da Videira. Afirma ainda Jesus que não podemos esperar viabilidades sem esforço constante. Conseguiremos um dia após sucessivas encarnações voltarmos ao convívio da Divindade, mas antes teremos que combater as tribulações tão necessárias ao nosso engrandecimento espiritual, forçoso será encarar o labor. Candidatos que somos em laborar na obra de Jesus, impedimentos nos dificultarão as nossas investidas. Aqueles decididos a enfrentar e a tentar retomar corrigenda aos fracassos, a não somatizar opiniões de companheiros incessíveis ao entendimento dos propósitos e ideais cristãos que assumimos, teremos que nos fortalecer superando a incitação de muitos, que certamente levarão outros à prostração e a desistência. O que fazer então com o contexto de afrontas que nos coage ao atraso e a inércia espiritual? Fugir aos conflitos e as contendas banais seria um processo respeitável a opinião alheia e muitas vezes dignas, respeitando a individualidade e tornando as vivências em um bom confronto, prosseguindo em nossa cumplicidade de coração amoroso e consoante aos ensinos de Jesus. Para participar dos embates necessários ao nosso adiantamento espiritual, seria essencial nos despojar das vestimentas velhas que carregamos a milênios e demandar às provas de maneira mais tênue. Os embaraços no percurso de feitos virtuosos surgirão cotidianamente. Diz Emmanuel no Livro Fonte Viva: A cada hora surge o impedimento inesperado. É o parente frio e incompreensivo, a secura dos corações ao redor de nós, o companheiro que desertou, a mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores, o amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasar a jornada, o cooperador que a morte levou consigo, o ódio gratuito, a indiferença aos apelos do bem, a perseguição da maldade, a tormenta da discórdia. A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina. Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento e corramos, com perseverança, na prova de amor e luz que nos está proposta. Sempre sucederá ajuda Divina, bondosos e benevolentes companheiros se manifestarão em dádivas celestes às nossas dificuldades, bendizendo o nosso empenho e propósitos. Ajustemo-nos as lidas sagradas do amor e logo os abrolhos serão substituídos por colheita de frutos saborosos. __________________________________________________________ Fontes: – Caminho, Verdade e Vida – pelo Espírito Emmanuel – Fonte viva — pelo Espírito Emmanuel – Evangelho Segundo o Espiritismo
Chico Bicorpóreo

por Orlando Cioldin “Abracei Chico Xavier materializado!” Testemunho de Gerson Monteiro, então presidente da Fundação Cristã Espírita Paulo deTarso, do Rio de Janeiro. Por diversas vezes, ouvimos o testemunho de pessoas que relatavam encontros com Chico Xavier, que lhes falava em estado de desdobramento ou de bicorporeidade. Até mesmo em Londres haviam detectado a presença dele. Gerson Monteiro descreve um encontro entre ele e o médium e que nos permite avaliar melhor os fenômenos anímicos, mais particularmente, neste caso, o de bicorporeidade. “Pude constatar a prova da superioridade moral de Chico Xavier ao participar de uma reunião de efeitos físicos, no Grupo Espírita Dias da Cruz, em Caratinga/MG, no ano de 1975, para tratamento das coronárias. Nessas reuniões, os Espíritos se materializavam por intermédio do ectoplasma fornecido pelo médium Antônio Salles, onde centenasde pessoas foram operadas, tratadas e curadas gratuitamente. Numa delas, fui abraçado por Chico Xavier materializado, constatando que, ao seu lado, se encontrava seu guia espiritual Emmanuel, materializado também.“Ao fim de sua visita, ouvimos a voz do Espírito Bezerra de Menezes dizendo: ““Chico, está na hora de nós irmos embora””. Chico me confirmou esse fato pessoalmente, quando almoçava com ele numa de suas visitas à Fundação Marieta Gaio, nobre instituição espírita do Rio de Janeiro.” FONTE: da apostila de estudos do C. E. Seareiros de Jesus, com o tema“Das manifestações espíritas -Bicorporeidade e Transfiguração”.
Obsessão na infância

Por Martha Rios Guimarães A obsessão na infância merece ser abordada nas Casas Espíritas porque, mesmo sendo menos comum do que nos adultos, ela pode ocorrer. E é preciso ter pessoas preparadas para oferecer a devida ajuda à criança e sua família. Segundo nos ensina a Codificação Espírita, a influência persistente que um Espírito exerce sobre outro pode ocorrer em qualquer idade, incluindo os mais novos. Afinal, crianças também são Espíritos reencarnados, podendo trazer consigo talentos, mas também dificuldades e desafetos do passado. As manifestações obsessivas nos menores podem variar muito. Em algumas situações, a criança demonstra um medo persistente sem causa aparente, tem pesadelos recorrentes, apresenta comportamentos fora do comum ou dificuldade acentuada em se relacionar. Em outros casos, surgem agressividade, rejeição ao ambiente familiar ou escolar, bem como dificuldade repentina em se relacionar. Contudo, é preciso cautela: nem todo comportamento desse tipo indica obsessão. Muitas vezes, a criança está reagindo a estímulos do ambiente, a conflitos emocionais ou a vivências do lar. O discernimento entre o que é ou não espiritual só pode ser feito a partir de uma escuta sensível e de uma análise conjunta — jamais precipitada ou simplista. Diagnósticos apressados podem agravar o sofrimento da criança, além de comprometer a confiança dos pais no tratamento proposto. Porém, quando há indícios consistentes de influência espiritual, é fundamental que a Casa Espírita esteja preparada para acolher esse tipo de caso com responsabilidade e amor. Isso implica compreender que o tratamento não será apenas da criança, mas também do núcleo familiar, já que o processo obsessivo, muitas vezes, tem raízes nas relações e vivências coletivas. O tratamento eficaz exige uma colaboração estreita entre a Educação Espírita Infantojuvenil e a Equipe Mediúnica. A primeira, com seu conhecimento doutrinário e diálogo acolhedor, fortalece a criança, enquanto a segunda, identificando e orientando os Espíritos envolvidos, buscando a harmonização de todos. O acompanhamento dos pais ou responsáveis é outro cuidado essencial. Muitos deles, ao se depararem com o sofrimento dos filhos, sentem-se impotentes. Por isso, devem ser acolhidos com empatia e orientação segura, recebendo o esclarecimento necessário para que se tornem colaboradores ativos no processo. Como Educadora Espírita da Infância acompanhei alguns casos de obsessão na infância. Quase todos eles foram solucionados de forma simples e rápida, a partir do esforço coletivo entre familiares e Casa Espírita – no caso, com atuação da equipe de infância e o grupo mediúnico. Apenas um deles demonstrou ser um processo obsessivo complexo envolvendo um menino de 6 anos, que estava sendo cobrado por um obsessor de outra existência. O trabalho – envolvendo a criança, familiares, médiuns e educadores – durou um período relativamente longo. Mas, no final, os resultados foram extremamente positivos, inclusive a família se encantou com os ensinamentos do Espiritismo, seguindo-o até os dias de hoje. O processo obsessivo infantil, embora desafiador, também é uma excelente oportunidade de aprendizado para todos os envolvidos. A criança, ao receber atenção e apoio espiritual, poderá se fortalecer contra futuras influências. Da mesma forma, os pais e educadores se tornam mais conscientes da missão educativa que têm, cada um com as obrigações que lhe cabem. Assim sendo, é essencial que as Casas Espíritas se capacitem para acolher a infância em sua integralidade. Não apenas como participantes passivos, mas como Espíritos complexos, sensíveis, e muitas vezes vulneráveis, que pedem ajuda de forma silenciosa. Se você atua na Educação Espírita, é dirigente ou pai/mãe, convido a refletir: a instituição em que atua está preparada para lidar com a obsessão na infância? O acolhimento oferecido é, de fato, integral, amoroso e eficiente? As respostas a essas e outras questões demonstrarão o que é preciso ser feito para ter um trabalho à altura do desafio. Mas, vale lembrar: atuando em equipe, com os companheiros encarnados e desencarnados, tudo fica mais fácil.
Eusápia Paladino: a incrível história da médium que desafiou a ciência e convenceu céticos

Por Jubery Rodrigues Eusápia Paladino nasce em Minervino, Itália, no dia 31 de março de 1854 e desencarnou no dia 9 de julho de 1918, na cidade de Nápoles, no mesmo país. A sua mediunidade surgiu no ano de 1868, quando tinha apenas 14 anos de idade. Dali em diante o seu trabalho no campo das pesquisas psíquicas foram de tal relevância, que se pode dizer ter sido uma das maiores médiuns do mundo. Quando eclodiu a sua mediunidade, Eusápia era órfã de pai e mãe, e seus parentes pretendiam enviá-la para um convento, entretanto, a sua apresentação no mundo científico somente foi consumada em 1888, quando o professor Chiaia convidou Cesare Lombroso para examiná-la, o que somente se verificou no ano de 1891. Os fenômenos físicos produzidos por meio dessa famosa médium foram de vários matizes: movimento de objetos, levitação de mesas e dela própria, aparição de luzes, materializações, execução de trechos musicais sem contato humano, por meio de vários instrumentos e outros. Os inúmeros cientistas que fizeram pesquisas por seu intermédio, em centenas de sessões, eram ferrenhos detratores do Espiritismo, e objetivavam tão-somente demonstrar possíveis fraudes. No entanto, ela conseguiu convencer a grande maioria desses sábios, apesar de eles desconhecerem os mais elementares rudimentos sobre a dinâmica dos fenômenos mediúnicos. Diante dos fenômenos propiciados por meio de Eusápia, desfilaram sábios de renome, tais como: Schiaparelli, Gerosa, Ermancora, Aksakof, Carl Du Prel, Charles Richet, Oliver Lodge, Fredrich Myers, Ochorowicz, Sigdwick, Richard Hodgson, Albert de Rochas, Camille Flammarion, Carlos Rochi, Vitoriano Sardou, Júlio Claretio, Adolfo Bisson, Gabriel Delanne, Fontenay, Ernesto Bozzano, professores Porro, Morseui e Massales, além de muitos outros. Morseui teve a oportunidade de observar cerca de 39 fenômenos; Fontenay conseguiu fotografá-la com as mãos presas pelos observadores, enquanto de sua cabeça saíam várias mãos; Cesare Lombroso se declarou convencido e entristecido por haver combatido tantas vezes a possibilidade dos fenômenos espíritas. UMA FIGURA ANALFABETA E EXTREMAMENTE GENEROSA Eusápia era analfabeta, era extremamente bondosa e caridosa. Tudo quanto conseguia amealhar, distribuía com os necessitados e com as crianças, sentindo as desventuras dos menos favorecidos pelos bens materiais e procurando resolver seus problemas. Ela se tornou famosa por ter sido a médium que passou pelo exame do maior número de sábios, quase todos rendendo-se à evidência do Espiritismo. Eusápia Paladino descreveu da seguinte maneira a eclosão de sua mediunidade: “Na época em que eu comecei a participar de sessões espíritas, estava em Nápoles uma senhora de origem inglesa que havia desposado um napolitano, um senhor Damiani, irmão do deputado que ainda é vivo. Esta senhora era apaixonada pelo Espiritismo. Um dia em que ela participava de uma sessão, foi-lhe dirigida uma mensagem escrita, dizendo que havia chegado há pouco a Nápoles uma pessoa, que estava na rua tal, número tal, e se chamava Eusápia, e que era médium poderosa; e o Espírito comunicante, John King, dizia-se disposto a manifestar-se com fenômenos maravilhosos. O Espírito não falou a um surdo, porque a senhora quis verificar imediatamente a veracidade da mensagem e se dirigiu diretamente à rua tal, subiu ao terceiro andar, bateu numa porta e perguntou se ali morava uma certa Eusápia; e me encontrou a mim, que jamais havia imaginado que um tal John King houvesse vivido neste ou no outro mundo. E eis que, mal me colocaram a uma mesa com esta senhora, John King se manifestou, e daí por diante não me largou mais. Isto tudo, sim, eu juro é a pura verdade, embora muita gente creia que eu haja ajeitado os fatos. Aí está como entrei neste ingrato ofício, que nunca desejei que existisse! Dizem que trabalho por dinheiro. Quem o diz não me conhece. Por que deverei ter avidez de ganhar? Sou sozinha, sem filhos, sou uma mulher que tem poucas necessidades: mil liras por ano, e até mais, me dava a quitanda que eu tive que fechar. E outra coisa: que tenho ganho com isso? Ser considerada digna de me tornar conhecida por uma sociedade ilustre que eu nunca tinha sonhado que existisse, se continuasse a ser modesta mercadora. Porém, digna, digna, que quer dizer digna? Digna me julgo eu por possuir o dom da mediunidade; mas digna sempre terei sido, porque, quando uma filha nasce de pai e mãe honestos e se comporta sempre corretamente, é digna de tudo” Fonte: Personagens do espiritismo
Reuniões Mediúnicas no Seareiros parte III

por DOD Neste texto falaremos dos elementos de sustentação ou sustentadores. Lembramos que aqui não é possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas. ELEMENTO DE SUSTENTAÇÃO – SUSTENTADORES Sustentação: Ato de sustentar, segurar para que não caia, manter, alimentar física ou moralmente. Linguagem espírita: Todo participante de reunião mediúnica que atua de forma consciente para amparar e defender o ambiente mental e fluídico. Elemento de Sustentação é como: “Dínamo de Vibrações Amorosas” Herminio Miranda Através da doação de vibrações amorosas, muitos companheiros se tornam verdadeiros “sustentáculos” do serviço mediúnico. Sua função é doar fluidos e zelar pelo equilíbrio do ambiente. Quem é o Elemento de Sustentação? É quem presta sua colaboração voluntária e gratuita, em função nas reuniões mediúnicas no Centro Espírita. Na Reunião, deve manter a concentração, a elevação dos pensamentos, o estado de oração e sentimento fraterno, assim cooperando para que os trabalhos ocorram em ordem e sob a proteção dos bons Espíritos. Não adormecer porque sua atividade fará falta e perderá os benefícios da reunião; e não entrar em desdobramento nem sair espiritualmente do ambiente, a não ser que instruído pelo Dirigente Mediúnico. Vibrar fraternalmente pelos comunicantes perturbados e infelizes, a fim de que sintam este benefício e a sinceridade do propósito de auxílio; e vibrar com simpatia e gratidão para Espíritos benévolos e superiores que se manifestem; manter de preferência os olhos fechados para não se distrair com o ambiente; Aceitar, sem acomodação ou falsa modéstia, tarefas para as quais esteja habilitado; apoiar com o pensamento e com afetividade os companheiros de trabalho. Estar atento ao diálogo, mas evitar: – Barulho de qualquer espécie, principalmente bocejos; – Dirigir-se diretamente ao comunicante; – Interferir mental e fluidicamente com pensamentos discordantes ou opiniões pessoais; – Jamais fazer mentalmente trabalho de dialogador em paralelo; – Conhecer a Doutrina Espírita e o que é mediunidade. Requisitos importantes para os Elementos de Sustentação Responsabilidade; estudo; firmeza mental e emocional; equilíbrio vibratório; compromisso com a Casa,com o grupo, com os mentores e com os assistidos; ausência de preconceitos; discrição; coerência. O Elemento de Sustentação deve se lembrar sempre de que é parte de uma equipe e precisa acatar as regras e procedimentos estabelecidos para o bom andamento do trabalho, colaborando em tudo o que for possível para que as atividades sejam desempenhadas de forma organizada e tranquila. Tanto quanto o médium, os demais participantes da reunião e o Elemento de Sustentação, precisam conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar o dirigente e os médiuns. Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório, o Elemento de Sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam por a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores. Para o equilíbrio vibratório observar a prática da prece diária, do Evangelho no Lar, a preparação necessária no período que antecede a reunião, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental etc. Fontes: O Livro dos Médiuns; Diálogo com as Sombras – Herminio Miranda; Nos Domínios da mediunidade – André luiz/F.C.Xavier; Apostila UEM (União Espírita Mineira)
Reuniões mediúnicas parte II- Estudar é um ato de amor. Estudar é um ato de caridade

por DOD Os médiuns serão nosso tema. Não será possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas. OS MÉDIUNS Por ser função portadora de peculiaridades pessoais, a do médium merece atenção cuidadosa e eficiente. Como é perfeitamente compreensível, as diversas fases do afloramento, desenvolvimento e aperfeiçoamento da faculdade mediúnica requerem apoio, estímulo, compreensão e uma orientação segura da direção da reunião. Não é pequeno o número de médiuns prejudicados por não contarem com o apoio de companheiros experimentados e realmente investidos de autoridade espiritual para as tarefas de direção, tendo que aprender a duras penas com as próprias tentativas de conduzir o processo da educação mediúnica (OLIVEIRA, 2013). A depender da personalidade do médium, surgem as reações psicológicas na feição de dúvidas sobre a autenticidade das comunicações por seu intermédio. Conflitos íntimos podem impedir o desdobramento da faculdade e, sobretudo, o aumento da sensibilidade nervosa, provocando exacerbações na exteriorização das comunicações, e no convívio social, tornando-o uma pessoa arredia, desconfiada e cheia de melindres. Esforços constantes são necessários para superar naturalmente com o auxílio eficiente da direção do trabalho. (OLIVEIRA, 2013). Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos. Suprem o organismo material que falta a estes, para nos transmitirem as suas instruções. Eis porque são dotados de faculdades para esse fim. Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial: são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos. Por isso, multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles desviam de seu fim providencial a faculdade preciosa que lhes foi concedida, se a colocam a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos; se, em vez de frutos salutares, dão maus frutos; se recusam-se a torná-la proveitosa para os outros; se nem mesmo para si tiram os proveitos da melhoria própria, então assemelham-se à figueira estéril. (Kardec) (…) Sobre os médiuns – Quando quiserdes receber as comunicações dos Espíritos bons, preparai-vos para essa graça através da concentração, das intenções puras e do desejo de praticar o bem em favor do progresso geral; lembrai-vos de que o egoísmo sempre retarda a evolução; lembrai-vos de que, se Deus permite a alguns de vós receber o sopro de seus filhos que, por sua conduta, souberam merecer a ventura de compreender sua infinita bondade, é porque deseja, atendendo às nossas solicitações e tendo em conta as vossas boas intenções, conceder-vos os meios de avançar nesse caminho. Assim, pois, médiuns, aproveitai essa faculdade que Deus vos concedeu. Tende fé na mansuetude de nosso Mestre. Ponde a caridade sempre em ação. Não deixeis jamais de praticar essa virtude sublime, bem como a tolerância. Que vossas ações estejam sempre em harmonia com a vossa consciência. É esse um meio certo de centuplicar vossa felicidade nesta vida passageira e de vos preparar uma existência mil vezes mais suave. Que o médium que não se sinta com forças de perseverar no ensino espírita se abstenha, pois, não tornando proveitosa a luz que o esclareceu, será mais culpado (responsável) e terá de expiar a sua cegueira. (Pascal) Assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais. Médium: a mediunidade não te livra das dificuldades da vida, mas pode proporcionar-te profundos conhecimentos, alegrias e boas experiências. Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela. Evangelizar-se é essencial! Fontes: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Trad. Herculano Pires – 2ª parte: Das manifestações espíritas -Cap. XXXI. Dissertações Espíritas XIII; Reuniões Mediúnicas – Therezinha Oliveira; O Evangelho Segundo o Espiritismo – trad. Herculano Pires – Capítulo XIX. Item 10 – A fé que transporta montanhas; Diálogo com as sombras – Herminio Miranda; Médiuns e Mediunidades cap. VII – Vianna de Carvalho/Divaldo Franco; Seara dos Médiuns Emmanuel/Chico Xavier
Reuniões Mediúnicas no Seareiros de Jesus

POR DOD Apresentamos neste texto do nosso blog e em edição do Informativo e em futuras edições o funcionamento de um grupo mediúnico no Seareiros, além de esclarecer quem são os participantes, descrevendo cada função. Para um bom trabalho mediúnico não basta que duas ou três pessoas estejam materialmente juntas; é preciso que estejam espiritualmente, em comunhão de intentos e de ideias, para o bem. Uma reunião é a realização de um conjunto, refletindo sempre a qualidade daqueles que o compõem, à semelhança de um feixe que mais força tem, quanto mais homogêneo for, como nos coloca Kardec, em O Livro Dos Médiuns. O conhecimento das cinco obras básicas é essencial. A prática mediúnica não pode ser improvisada. Os bons Espíritos nos ajudam, mas não podem fazer por nós as tarefas que nos incubem, nem livrar- nos das provações, e muito menos coibir os mecanismos do nosso livre arbítrio. Num grupo Espírita todos são de igual importância. O que garante a estabilidade de um grupo é o equilíbrio psíquico e emocional daqueles que o compõem. Não bastará nos dirigirmos, habitualmente, a uma sala em determinada hora, colocarmos as obras de estudo sobre a mesa, fecharmos os olhos e aguardarmos o desenrolar dos trabalhos. Antes, é imprescindível a todos uma preparação pautada na leitura edificante, na oração, no cultivo de bons pensamentos e na alimentação adequada, além da concentração na tarefa de assistência, desligando- se das preocupações diárias no momento do trabalho. A exemplo dos membros do corpo é preciso trabalhar para atingirmos um mesmo fim: proporcionar alívio e esclarecimento aos Espíritos sofredores. Todos do grupo têm uma função específica, fundamental e particular. Apesar de formarem um conjunto único, as vibrações de harmonia ou desarmonia de que se veja envolto um componente do grupo, pode recair sobre todos os outros, como assevera Paulo (1Cor 12:25-26): ―se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. A espiritualidade conta conosco e, se o grupo não for harmônico, pouco produziremos, pois a força espiritual contagiante que soma os corações cheios de compaixão e das mentes unidas pelo amor de Jesus Cristo atua bem mais profundamente do que doutrinações prolongadas, cansativas e improdutivas. A equipe mediúnica não pode prescindir da perseverança, já que toda obra é construção do tempo e só a permanência no ideal pode garantir a vitória. Logo, uma equipe mediúnica não pode ser improvisada, necessitando ser construída com bases na assiduidade, pontualidade, esforço, responsabilidade, desejo pelo bem, conhecimento e fidelidade aos princípios evangélico-doutrinários. Os participantes de um grupo mediúnico devem ter em mente que os Espíritos não são seres à parte, somente porque não possuem mais o corpo físico; ao contrário, são eles possuidores de experiências e vidas próprias que dão conta da sua personalidade. Cabe a cada um de nós, encarnados, nos conscientizarmos da seriedade do trabalho que pretendemos efetuar, cumprindo a nossa parte, pois os amigos espirituais estão sempre presentes em um grupo sério. Acerca disso nos elucidou o Espírito Áulus: “Nossos companheiros (…) fazem o serviço de harmonização preparatória. (…) Sabem que não devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de atrair companhias edificantes e, por esse motivo, não comparecem aqui sem trazer ao campo que lhes é invisível as sementes do melhor que possuem”. (Nos Domínios da Mediunidade cap. 5) No Centro Espírita Seareiros de Jesus, o Departamento de Orientação Doutrina (DOD), que é composto pelo presidente e vice-presidente e mais quatro pessoas eleitas pelo Conselho Deliberativo, tem a responsabilidade sobre toda a parte Doutrinária da Casa. Existe um Regimento Interno do Departamento que normatiza todas as atividades. Relacionamos abaixo a parte que se refere as reuniões mediúnicas. f) REUNIÕES MEDIÚNICAS: É a atividade de intercâmbio com o plano espiritual, objetivando assistir espíritos necessitados de orientação, colocando em prática a teoria mediúnica e proporcionando a educação das faculdades individuais. Somente participarão das reuniões mediúnicas as pessoas integrantes de pelo menos uma reunião de estudos no Centro Espírita Seareiros de Jesus; As reuniões mediúnicas deverão ter até 10 minutos para preces e leituras iniciais, sem comentários, não devendo, no seu tempo total, ultrapassar 1 hora de duração; As leituras serão de O Evangelho Segundo o Espiritismo e uma mensagem da Coleção Vinha de Luz (Pão Nosso, Vinha de Luz, Caminho, Verdade e Vida, Fonte Viva e Ceifa de Luz), psicografada por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel; As comunicações gravadas ou psicografadas nas reuniões mediúnicas não poderão ser divulgadas sem análise e autorização do DOD; A porta da sala será fechada 10 minutos antes do início da reunião; Faltas consecutivas ou alternadas, sem justificativas, deverão ser analisadas pelos coordenadores do grupo mediúnico; Os coordenadores decidirão acerca do dirigente da reunião, podendo ser feita escala para essa função, conforme o caso. Caberá ao dirigente escalado pelos coordenadores a designação dos lugares em que cada participante deverá sentar-se e a distribuição das atribuições de cada um na realização da tarefa, como a escolha dos dialogadores, dos participantes que farão as leituras, as preces, etc.; O ingresso de novos participantes, que não venham de outra reunião mediúnica do Centro Espírita Seareiros de Jesus, somente acontecerá após participar de reunião de estudos na Casa e por indicação dos coordenadores daquele grupo de estudos, preferencialmente após preparação prévia em curso elaborado pelo DOD; Nos casos de realização de reunião mediúnica na sequência a uma reunião de estudos, deverá, obrigatoriamente, ser observado um intervalo mínimo de 10 minutos; O DOD sugere que, ao menos uma vez por semestre seja realizada reunião de avaliação visando aquilatar o aproveitamento e alcance dos objetivos do grupo; Comunicações simultâneas poderão ocorrer, a critério do próprio grupo mediúnico. Caberá aos coordenadores observar o número de dialogadores em ação para permitir a quantidade de simultaneidade, não sendo superior a 3 comunicações; Bibliografia: O Livro dos Médiuns; Diálogo com as Sombras – Herminio Miranda; Nos Domínios da mediunidade – André luiz/F.C.Xavier; Apostila UEM (União Espírita