O Livro dos Espíritos: A Base da Educação Espírita para Crianças e Jovens

Por Martha Rios Guimarães Abril, mês de lançamento de O Livro dos Espíritos, obra inaugural da Doutrina Espírita. Momento em que nos dedicamos a celebrar essa obra de conteúdo riquíssimo por meio de palestras, seminários e outros eventos. Todas essas celebrações são muito importantes e justas, mas não substituem o estudo contínuo de seus ensinamentos para públicos de todas as idades. Até mesmo nas reuniões voltadas aos mais novos. A Educação Espírita Infantojuvenil tem um papel fundamental na formação das novas gerações dentro do Espiritismo. Mais do que uma simples transmissão de valores morais, esse trabalho deve proporcionar uma base doutrinária sólida, permitindo que crianças e jovens compreendam o objetivo de sua existência, tendo ferramentas para fazer boas escolhas e aproveitar ao máximo a atual encarnação. Para isso, nada mais coerente do que utilizar o primeiro livro da codificação espírita como fundamento das aulas e atividades para essa faixa etária. Muitos educadores espíritas, no entanto, ainda resistem em adotar essa obra no planejamento, seja por receio de sua complexidade ou por falta de orientação sobre como aplicá-la às diferentes faixas etárias. Assim, sendo listo a seguir alguns motivos para que essa obra seja a base do programa de aulas da Educação Espírita Infantojuvenil, proporcionando um aprendizado profundo e significativo. 1. Ele é a base do Espiritismo Publicado em 1857 por Allan Kardec, O Livro dos Espíritos inaugurou a Terceira Revelação e estruturou o Espiritismo como ciência, filosofia e moral. Ignorar essa obra nos estudos com crianças e jovens é privá-los da oportunidade de compreender a doutrina em sua essência. Muitos preferem focar apenas no aspecto moral da doutrina, também essencial. Mas mesmo sendo um pilar fundamental, o também possui os aspectos filosófico e científico, sendo essencial oferecer esse conhecimento completo. 2. Allan Kardec usou seu conhecimento como pedagogo para estruturar a obra A própria estrutura do livro favorece o ensino: em formato de perguntas e respostas, ele favorece o estudo por parte dos educadores que, então, poderão adaptar os temas de forma acessível às mais diferentes faixas etárias. Além disso, Kardec era um pedagogo experiente, estudioso dos métodos de ensino mais eficazes para a formação do raciocínio lógico e crítico. Ele não apresentou o Espiritismo como dogma, mas como um convite à reflexão. Esse mesmo princípio, presente ao longo da obra, pode — e deve — ser levado para as reuniões infantojuvenis, estimulando a curiosidade, a investigação e o pensamento autônomo das crianças e jovens. Outro ponto relevante é a sequência da obra, que pode ser seguida no plano de aula para o público citado, solucionando um dos desafios apontados pelos tarefeiros da área: em que ordem deve-se abordar os temas espíritas? 3. O conteúdo é atual e pode ser trabalhado com toda faixa etária Outra vantagem de O Livro dos Espíritos reside no fato de que suas questões continuam atuais, abordando questões que permeiam a vida de qualquer ser humano: ➡ De onde viemos? Para onde vamos? ➡ Por que há sofrimentos no mundo? ➡O que acontece após a morte? ➡Os Espíritos influenciam nossa vida? ➡O que é e como funciona a reencarnação? Essas dúvidas fazem parte da experiência humana desde cedo. Se não forem respondidas à luz do Espiritismo, os mais jovens buscarão respostas em outras fontes, muitas vezes distantes da lógica e do bom senso. Concluindo… A obra base do Espiritismo é fantástica, mas foi escrita para adultos. Cabe ao Educador Espírita usar uma linguagem acessível e ferramentas variadas (como histórias, jogos, artes, etc.) para que os menores possam assimilar seus conceitos – conforme capacidade de cada faixa etária. O desafio está posto: vamos trabalhar para que as novas gerações conheçam e compreendam O Livro dos Espíritos, usando suas informações para terem uma existência mais equilibrada e com melhores escolhas? Precisando de ajuda, estou à disposição.

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