Editorial: A magnificência do Bem

Bem-aventurados os que tem puro o coração.” – Jesus Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, na questão 630 diz: Segundo a definição dos Espíritos colaboradores da codificação espírita, o bem é tudo que está de acordo com a lei de Deus, e o mal tudo que dela se afasta. Assim fazer o bem é se conformar com a lei de Deus, e fazer o mal é infringir essa lei. A caridade pode se equiparar ao bem, no seu sentido mais puro. O bem ou a bondade é uma virtude. A vivência no bem determina um modelo de moral, que lateralmente ao crescimento intelectual, qualifica o adiantamento dos indivíduos. Através das sucessivas encarnações o espírito desenvolve a inteligência que lhe esclarece sobre as opções de escolhas, distinguindo melhor entre as possibilidades do bem ou do mal, consciente de que prestará contas das suas escolhas e atos. A moral Espírita segue a máxima do Cristo: “Fazer o bem aos outros, assim como gostaríamos que eles nos fizessem.” A base da moral espírita é o bem, que é a mesma moral de Jesus. A prática da benevolência ensinada pelo Cristo, a codificação da Doutrina Espírita salienta as qualidades que destaca o verdadeiro “homem de bem”, servindo de princípios para a prática espírita. Encontraremos em A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo – cap. II, item 8: “Podemos dizer que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. O mal também não é um atributo específico assim como o frio não é um fluido especial; um é o negativo do outro. Onde não exista o bem, forçosamente existe o mal; não fazer o mal já é o começo do bem” Para uns e para outros a visão do mundo e da vida e as ações decorrentes, não tem nenhum significado, vocábulo como solidariedade, fraternidade, ética e moral, não encontram ressonância, porém para os que vivenciam os ensinamentos do Mestre Jesus faz todo o sentido. A distância entre os dois, mal e bem, se ajustam na duplicidade das características da nossa condição evolutivo espiritual, indispensável ainda para nossas experiências e compreensões, como: claro e escuro, indo e vindo, alto e baixo, cheio e vazio, bem e mal. Cada indivíduo, cada espírito, está onde é essencial e se consentiu estar em cada encarnação para o seu aprendizado. Pretérito e posteridade são para nós o que efetivamente convém, deixando o imediatismo, eternamente para depois! Encontramo-nos no planeta para crescimento pessoal e o momento perfeito para alguma transformação é o nosso presente imediato. Iniciemos por investir naquilo que necessita ser desprezado, por nocivo às nossas metas propostas. Que as nossas opções reincidam sobre o que chama a sensatez e o bom senso, às ocupações dignas e ao cumprimento e consideração às Leis Divinas. A magnificência do Bem é inconfundível. Este planeta proporciona tantas oportunidades de entretenimento que é custoso notar a magnificência do que é habitual e inerente para a iluminação do espírito. Jesus apontou para a humanidade o aviso dizendo: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” Diz Emmanuel em Rumo Certo – Francisco C. Xavier: “Exteriorizarás entusiasmo e alegria, nas horas belas da estrada; todavia demonstrarás coragem e paciência, nos dias amargos, quando tudo pareça despedaçar-te os sonhos e aniquilar-te as esperanças . Onde encontrar-se, não te olvides de que o bem carece de você como meio para manifestar-se e não para se negligenciar, como se nada tivesses a ver com o que sucede à sua volta. Assimilada, mas notadamente bem interpretada, a Doutrina Espírita leva as consequências acima revelado, que distinguem o autêntico espírita, como o cristão genuíno, pois que um é o mesmo que o outro. Os bons espíritas são pessoas de bem. Fontes: – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec. – O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec. – A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo – Allan Kardec. – Rumo Certo – Francisco C. Xavier/Emmanuel. – Jornal Mundo Espírita.
A Força do Exemplo

PELA PRESIDÊNCIA “Vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós.” – Jesus A referência, o espelho do generoso, do fraterno e do altruísta, considerado e percebido, mantem-se durável na consciência do ser humano. Por essa razão, Jesus assegurou aos seus aprendizes a eficácia do exemplo. O amor é o impulsionador dos valores e dos ideais elevados. Encontraremos no Evangelho Segundo o Espiritismo, mensagem do Espírito Fénelon que diz: “O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado”. A inspiração persuasiva não nos apresenta somente entre os nossos companheiros e consorciados de Doutrina, ele atua e se amplia em outros segmentos, lugares e diferentes instâncias. Conteúdo em abundância obteremos nas Obras da Doutrina Espírita. Aqueles que aproveitam a oportunidade de vivenciar os conhecimentos Espíritas, vai se remodelando e aprimorando paulatinamente a dimensão que a compreensão o envolve e a aquiescência de seu íntimo aceita a mensagem doutrinária, às vezes sem o perceber, tornando uma pessoa benéfica no ambiente onde atua. As nossas ligações com as precedentes vidas, não nos coloca em situação aceitável de um momento para o outro, tão pouco de uma encarnação somente. As competências doutrinárias, portanto, propõe a perseverança e a dedicação na reparação dos enganos das escolhas humanas, nos impulsionando a conquista de valores, extremamente necessários ao nosso crescimento espiritual. A renovação e a transição da nossa personalidade atual, que se estabeleceu através de inúmeras encarnações e que hoje se reflete por via de nossas ações e conceitos, tenciona o espírito a refletir e a perceber a necessidade de tornar-se um indivíduo generoso, laborioso e aplicado, abandonando o antigo vivente rancoroso e comodista do pretérito. A ascendência reformadora do Espiritismo quando sentida pelo ser humano torna-se uma demanda de responsabilidade arrebatadora, que o inspira a principiar repentinamente a sua transformação íntima, preocupando-se com a exemplificação. Desempenhando funções diversas, sente categoricamente a importância de ser generoso e fraterno, porque, altruísmo e integridade são atributos que o Espiritismo assinala por fundamento ao crescimento do espírito. Atualmente, como outrora, as nossas transformações morais não necessitam de embates palavrórios, verbalistas e fraseados vazios, o Divino Mestre nos recomenda que as experiências vividas no trajeto renovador do espírito permaneçam a boa vontade, a integridade de princípios e a dedicação individual e constante, simultaneamente com o exemplo de obreiro na labuta espiritual que nos envolve, estratégias de possíveis sustentação e eficácia de cooperação na construção do Governo Divino. Despertar é urgente. Mas não é um ato brusco. É um processo diário de escolha. É escolher ver além das aparências. É escolher crescer. É escolher amar. Joanna de Ângelis acrescenta: E, pouco a pouco, a vida deixa de ser apenas sobrevivência e transforma-se em evolução consciente. Fontes: – Martins Peralva – Estudando o Evangelho – FEP – Mundo Espírita – Painéis da obsessão – Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Divaldo Pereira Franco. – O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Novos Caminhos

Pela Presidência Ame sempre com toda a força do seu coração e estarás sempre no caminho da felicidade, pois o amor é a eterna energia de Deus, atuando em nós! (Chico Xavier) O ciclo contemporâneo que vivenciamos é de renovação, de transformação e marcado por dois consideráveis contextos. Pelo desenvolvimento tecnológico e o sentimento profundo de carência de objetivos, caracterizando uma lacuna interior e uma vida sem sentido. A tecnologia nos dá uma qualidade de vida melhor o que muitos não estão compreendendo e desfrutando, assim passamos a conviver com as adversidades constantes. Quando passamos para as relações interpessoais fica evidente os embates e os abalos nas afeições humanas, conduzindo o ser a uma existência vazia, fútil, apática e sem estímulo. Recomenda-nos Emmanuel em página do livro Pão Nosso, que precisamos aderir a uma conduta mais cautelosa. Diz: “Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não olvides que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que acolhes na consciência. Se perseverares na cólera, todas as forças em torno te parecerão iradas. Se preferes a tristeza, anotarás o desalento, em cada trecho do caminho. Se dúvidas de ti próprio, ninguém confia em teu esforço. Se te habituaste às perturbações e aos atritos, dificilmente saberás viver em paz consigo mesmo. Respirarás na zona superior ou inferior, torturada ou tranquila, em que colocas a própria mente”… Espíritos imortais que somos, estamos vivenciando um crescimento e amadurecimento contínua do espírito, objetivando aperfeiçoamento espiritual sem privilégios, porque a evolução do ser é uma conquista individual e cada um em seu tempo. O Planeta vive momentos de transição, exigindo de nós reflexões mais apuradas em relação a atitudes benevolentes com o propósito de sermos mais indulgentes com o próximo, contribuindo a fim de que o Planeta se transforme em um mundo de regeneração, onde o sentimento de amor estará presente no coração de seus habitantes. Portanto o momento é de escolhas, a Doutrina Espírita nos trás princípios incontestáveis, informações precisas do processo evolutivo do espírito, utilizemos esses recursos disponibilizados por Deus e de expressiva relevância ao aprimoramento espiritual. Procuremos ser uma criatura de propósitos superiores, não permitindo que ilusões continue a nos enganar e fazer sofrer, esperando que métodos exteriores e frívolas, trarão paz de espírito. Assumamos responsabilidades de nossas atitudes e comportamentos desprezíveis. A Doutrina Espírita nos tirou a cegueira espiritual, sabemos que somos espíritos imortais, continuaremos a viver, mesmo a pós a morte do corpo físico, e que se nos enganamos em escolhas, Deus nos dará outras oportunidades de corrigendas, através da reencarnação. A demarcação do crescimento e desenvolvimento espiritual é inexistente, não há limites em direção a realizações com o fim evolutivo do ser espiritual. As conquistas na área cognitiva e virtuosa é uma riqueza que se eternizará , patrimônio espiritual que jamais se perderá. “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam”. ( Mateus 6:20). Deixemos as amarras da culpa, do pecado e do castigo, nós vivemos para amar e sermos felizes e não para sofrer ou reparar algo pela condenação de atos impensados e mal escolhidos. “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio que eu leve o amor… São Francisco de Assis “. Somos a repercussão de emoções abrangentes, cada pensamento, cada ação molda o nosso presente, impactando no que colhemos. Saibamos escolher, reflita sobre seus valores, fraquezas e metas, certamente a felicidade seguirá em você. Fontes: – O Evangelho segundo o Espiritismo. – Coleção Fonte Viva – Espírito Emmanuel – Chico Xavier – Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco. No rumo do mundo de regeneração. – Divaldo Franco – Bezerra de Menezes – Momento Decisivo.