Desfilando temas espíritas
Por Martha Rios Guimarães Na coluna anterior, compartilhei uma experiência onde trabalhamos com nossos Educandos para listar 7 Princípios Básicos da Doutrina Espírita – de acordo com a visão deles. Além da discussão que levou a estabelecer esses pontos, realizamos uma oficina de redação para que eles trabalhassem os textos de “O Livro dos Espíritos”, reescrevendo as questões em uma linguagem mais atual, sem alterar o conteúdo. Posteriormente, imprimimos cartazes em A3 e expusemos os textos (originais e os elaborados pela turma) em nossa Casa Espírita para que o público pudesse ver, comentar e, assim, criar maior conexão entre os integrantes do setor de infância e mocidade com o restante da instituição. O resultado superou nossas expectativas e serviu de base para uma nova atividade, desta vez para a confraternização de final de ano onde, uma vez mais, pudemos promover integração entre a atividade infantojuvenil e demais participantes de nosso Centro Espírita. O Desafio do Desfile Temático Promovemos novas discussões sobre os temas selecionados e, após esse debate, iniciamos nosso novo desafio: criar um desfile de moda temático, tendo como foco os 7 pontos fundamentais escolhidos por eles. Um detalhe importante é que as peças para esse desfile deveriam ser selecionadas no acervo de nosso bazar beneficente. Desse modo, os mais novos puderam conhecer mais a fundo o trabalho, as pessoas que cuidam do bazar, saber como é feita a triagem, as vendas, o atendimento ao público, etc. Aproveitamos para enfatizar a importância da iniciativa que gera verba para a instituição, permite que as pessoas possam comprar a preços simbólicos, bem como o papel dessa revenda para a sustentabilidade do planeta e sua colaboração com a economia circular. O passo seguinte foi conhecer bem as peças disponíveis, incluindo roupas, calçados e acessórios, e definir o que seria utilizado em cada um dos princípios. A “Coleção” e os 7 Princípios 1. Existência de Deus Looks: Roupas com estampas de pessoas, animais e da natureza; Acessórios: Colares e tiaras de flores; Calçados: Sem uso de calçados. 2. Imortalidade da alma Looks: Vestidos e túnicas de cor clara, rodados, tecidos fluidos e leves; Acessórios: Materiais de grande durabilidade; Calçados: Sem uso de sapatos. 3. Pluralidade das existências Looks: Montamos looks relacionados a culturas, épocas e atividades diferentes. Entre elas: jogador de futebol, vestido longo de festa, roupa social, hippie, roupa indiana, etc; Acessórios: Bolsas que representaram a “bagagem” adquirida em cada existência. 4. Esquecimento temporário das existências passadas Looks: Optamos por sobreposições para mostrar que, mesmo não lembrando do que vivemos anteriormente, ainda assim carregamos as experiências conosco. Para deixar mais claro, cada participante tirava a peça de cima para mostrar a que estava por baixo; Acessórios: Foram usados véus para simbolizar o “esquecimento”. 5. Pluralidade dos mundos habitados Looks: Peças que tinham estampas de planetas, estrelas, cometas, super heróis vindos de outras galáxias; Acessórios: Tiaras com “antenas”, remetendo a filmes de extraterrestres. 6. Comunicabilidade dos espíritos Looks: Representando a mensagem enviada pelo desencarnado e captada pelo médium, fizemos duplas, onde os dois participantes usaram roupas e acessórios iguais ou muito parecidos. Entre as peças, usamos camisetas com textos (psicografia) e camisetas com desenho de pessoas falando (psicofonia). 7. Livre arbítrio/causa e efeito Looks/Acessórios/Calçados: Pedimos que cada participante montasse seu próprio figurino, escolhendo roupa, acessórios e calçado. Finalização Para completar, escolhemos músicas para cada momento do desfile, escrevemos o roteiro para a apresentação, arrumamos o local do desfile e fizemos a comunicação, convidando o público a participar. Além de uma noite agradável e diferente, o evento divulgou nosso bazar e aproximou todo o público de nossa Casa Espírita. De fato, foi um momento muito especial para todos!
Obsessão na infância

Por Martha Rios Guimarães A obsessão na infância merece ser abordada nas Casas Espíritas porque, mesmo sendo menos comum do que nos adultos, ela pode ocorrer. E é preciso ter pessoas preparadas para oferecer a devida ajuda à criança e sua família. Segundo nos ensina a Codificação Espírita, a influência persistente que um Espírito exerce sobre outro pode ocorrer em qualquer idade, incluindo os mais novos. Afinal, crianças também são Espíritos reencarnados, podendo trazer consigo talentos, mas também dificuldades e desafetos do passado. As manifestações obsessivas nos menores podem variar muito. Em algumas situações, a criança demonstra um medo persistente sem causa aparente, tem pesadelos recorrentes, apresenta comportamentos fora do comum ou dificuldade acentuada em se relacionar. Em outros casos, surgem agressividade, rejeição ao ambiente familiar ou escolar, bem como dificuldade repentina em se relacionar. Contudo, é preciso cautela: nem todo comportamento desse tipo indica obsessão. Muitas vezes, a criança está reagindo a estímulos do ambiente, a conflitos emocionais ou a vivências do lar. O discernimento entre o que é ou não espiritual só pode ser feito a partir de uma escuta sensível e de uma análise conjunta — jamais precipitada ou simplista. Diagnósticos apressados podem agravar o sofrimento da criança, além de comprometer a confiança dos pais no tratamento proposto. Porém, quando há indícios consistentes de influência espiritual, é fundamental que a Casa Espírita esteja preparada para acolher esse tipo de caso com responsabilidade e amor. Isso implica compreender que o tratamento não será apenas da criança, mas também do núcleo familiar, já que o processo obsessivo, muitas vezes, tem raízes nas relações e vivências coletivas. O tratamento eficaz exige uma colaboração estreita entre a Educação Espírita Infantojuvenil e a Equipe Mediúnica. A primeira, com seu conhecimento doutrinário e diálogo acolhedor, fortalece a criança, enquanto a segunda, identificando e orientando os Espíritos envolvidos, buscando a harmonização de todos. O acompanhamento dos pais ou responsáveis é outro cuidado essencial. Muitos deles, ao se depararem com o sofrimento dos filhos, sentem-se impotentes. Por isso, devem ser acolhidos com empatia e orientação segura, recebendo o esclarecimento necessário para que se tornem colaboradores ativos no processo. Como Educadora Espírita da Infância acompanhei alguns casos de obsessão na infância. Quase todos eles foram solucionados de forma simples e rápida, a partir do esforço coletivo entre familiares e Casa Espírita – no caso, com atuação da equipe de infância e o grupo mediúnico. Apenas um deles demonstrou ser um processo obsessivo complexo envolvendo um menino de 6 anos, que estava sendo cobrado por um obsessor de outra existência. O trabalho – envolvendo a criança, familiares, médiuns e educadores – durou um período relativamente longo. Mas, no final, os resultados foram extremamente positivos, inclusive a família se encantou com os ensinamentos do Espiritismo, seguindo-o até os dias de hoje. O processo obsessivo infantil, embora desafiador, também é uma excelente oportunidade de aprendizado para todos os envolvidos. A criança, ao receber atenção e apoio espiritual, poderá se fortalecer contra futuras influências. Da mesma forma, os pais e educadores se tornam mais conscientes da missão educativa que têm, cada um com as obrigações que lhe cabem. Assim sendo, é essencial que as Casas Espíritas se capacitem para acolher a infância em sua integralidade. Não apenas como participantes passivos, mas como Espíritos complexos, sensíveis, e muitas vezes vulneráveis, que pedem ajuda de forma silenciosa. Se você atua na Educação Espírita, é dirigente ou pai/mãe, convido a refletir: a instituição em que atua está preparada para lidar com a obsessão na infância? O acolhimento oferecido é, de fato, integral, amoroso e eficiente? As respostas a essas e outras questões demonstrarão o que é preciso ser feito para ter um trabalho à altura do desafio. Mas, vale lembrar: atuando em equipe, com os companheiros encarnados e desencarnados, tudo fica mais fácil.
Jornada para Adoção – Encontros que transformam

Por Coasseje O Programa Abraçar é o Programa de Promoção do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. Ele é desenvolvido pela Coasseje e consiste em dois projetos: o Apadrinhamento Afetivo, voltado para crianças e adolescentes acima de 8 anos, residentes no município de Americana, que estão sob medida de proteção, afastados do convívio familiar e acolhidos em serviços especializados; e o Projeto de Apoio à Adoção, que visa garantir o direito à convivência familiar às crianças e adolescentes acolhidos. Quando o retorno à família biológica ou a colocação em família extensa não é possível, o projeto fomenta a adoção, apoia as famílias adotivas e orienta os pretendentes à adoção. Os eventos promovidos pelo Projeto de Apoio à Adoção, são: ✔️ Curso para Pretendentes à Adoção – realizado em parceria com a Vara da Infância e Juventude. São oferecidos três encontros presenciais de 1h30 e a participação é fundamental para todos os candidatos à adoção. ✔️ Oficinas Temáticas – voltadas para todos os interessados nos diversos temas relacionados à adoção. As oficinas acontecem aos sábados, no início do mês. ✔️ Encontro de Pais – espaço de acolhimento e troca para pais adotivos e demais interessados, realizado mensalmente aos sábados, na segunda quinzena de cada mês. No último dia 10, aconteceu mais uma Oficina Temática, conduzida pela psicóloga Talita Bueno Salati Lahr. Durante o encontro, Talita abordou o tema “Segurança Emocional na Filiação Socioafetiva”, trazendo reflexões fundamentais para as famílias adotivas. Enquanto isso, as crianças e adolescentes participaram de atividades lúdicas, explorando o tema “Família e Autoconhecimento: construindo vínculos, afetos e memórias”. Quer adotar uma criança ou adolescente? Participe desses encontros! Aqui, tratamos cada tema com amor, responsabilidade e transparência, tornando a jornada da adoção mais consciente e acolhedora. Acompanhe a gente pelo Instagram ou entre em contato: co*********@**********om.br