O Fluido Cósmico Universal (FCU)

Por Jubery Rodrigues dos Santos Fonte: O Livro dos Espíritos e A GENESE de ALLAN KRDEC   O conceito de Fluido Cósmico Universal, que encontra suas raízes nas ideias de Franz Anton Mesmer e na obra de Allan Kardec. Mesmer, um médico alemão do século XVIII, propôs a existência de um fluido natural que permeia tudo no universo, influenciando a saúde e o comportamento dos seres vivos. Esta noção foi mais tarde incorporada e expandida por Kardec, que a utilizou para explicar uma variedade de fenômenos espirituais.   Segundo Kardec, o Fluido Cósmico Universal é a substância primordial a partir da qual toda a matéria se origina e retorna um elemento etéreo que se transforma e manifesta em diferentes estados e formas. No contexto do Espiritismo, este fluido é considerado a base para o perispírito ou corpo espiritual, servindo como intermediário entre o espírito e a matéria. A ideia também encontra paralelos em conceitos como o prana da Yoga e o oogônio de Wilhelm Reich, ambos referindo-se a uma força vital essencial que sustenta a vida. Embora a ciência moderna não reconheça o Fluido Cósmico Universal como um conceito científico, ele continua a ser um ponto de interesse e estudo dentro de certas tradições espirituais e filosóficas.   A relação entre o Fluido Cósmico Universal (FCU) e os fenômenos mediúnicos é profundamente enraizada nos princípios do Espiritismo. O FCU é considerado a substância primordial, um elemento etéreo que permeia todo o universo e é a base de toda a matéria e energia existente. No contexto dos fenômenos mediúnicos, o FCU é visto como o meio pelo qual os espíritos interagem com o mundo físico. Os médiuns, indivíduos com a capacidade de se comunicar com os espíritos, são ditos como capazes de manipular ou serem influenciados por este fluido para receber mensagens ou produzir efeitos físicos.   Segundo a Doutrina Espírita, os espíritos podem modificar o FCU através do pensamento e da vontade, transformando-o em diferentes formas de manifestação. Por exemplo, no processo de materialização, os espíritos utilizam o FCU para criar formas tangíveis que podem ser percebidas pelos seres humanos. Da mesma forma, na psicografia, onde mensagens são escritas por um médium sob a influência de um espírito, acredita-se que o FCU atue como condutor das energias e intenções do espírito para o médium.   O períspirito, uma espécie de envoltório fluídico que liga o espírito ao corpo físico, também é composto pelo FCU. Este elemento é crucial para entender a interação entre os espíritos e os médiuns, pois serve como um intermediário entre o mundo espiritual e o mundo material. Durante as sessões mediúnicas, o perispírito do médium pode sofrer alterações influenciadas pelo FCU, permitindo assim que os fenômenos mediúnicos ocorram.   Além disso, o FCU é responsável pela transmissão de pensamentos e sensações entre os espíritos e os médiuns. A qualidade e a pureza do FCU podem influenciar a clareza das comunicações mediúnicas, sendo que fluidos mais puros e sutis facilitam uma interação mais harmoniosa e menos suscetível a interferências.   A compreensão do FCU e sua relação com os fenômenos mediúnicos são essenciais para os estudiosos do Espiritismo, pois oferece uma explicação para muitos dos mistérios que cercam a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Embora seja um conceito abstrato e não mensurável por métodos científicos convencionais, o FCU continua a ser um tópico de grande interesse e debate dentro da comunidade espiritualista. Através do estudo e da prática mediúnica, busca-se uma maior compreensão sobre como os espíritos podem influenciar e ser influenciados pelo FCU, e como isso afeta as interações entre os dois mundos.   Conclusão: O fluido cósmico universal é um conceito central na doutrina espírita, representando a interconexão entre a matéria e o espírito. Ele é fundamental para entender as transformações que ocorrem no universo e a relação entre os seres humanos e o divino. A compreensão desse fluido é essencial para aqueles que estudam a espiritualidade e a natureza da existência.

REUNIÕES MEDIÚNICAS V – Espíritos Comunicadores

Nesta parte do estudo sobre Reuniões Mediúnica, apresentamos alguns tipos de Espíritos comunicantes. Estudando os tipos psicológicos, teremos mais facilidade de entendimento dos comunicantes e maiores argumentos para o diálogo. Boa leitura:   TIPOS DE ESPÍRITOS COMUNICANTES: Os Espíritos que não conseguem falar: – Pode ser um reflexo de doenças de que eram portadores antes da desencarnação e que persistem no além-túmulo, por algum tempo, de acordo com o estado de cada um. Existem aqueles que não querem falar para não deixar transparecer o que pensam, representando essa atitude uma defesa contra o trabalho que pressentem (ou sabem) estar sendo feito junto deles. Neste caso, o médium pode conseguir traduzir as suas intenções, paulatinamente. Não há necessidade de tentar insistentemente que falem, forçando-os com perguntas, pois nem sempre isso é o melhor para eles. O dialogador deve procurar sentir, captar os sentimentos que trazem, sem forçar reação. Devem ser lhes ditas palavras de reconforto. Os Espíritos que não sabem que desencarnaram: Importante não dizer que morreram, mas se possível, induzi-los a perceber, de acordo com a situação de cada um.  Eles não têm consciência de que estão no plano espiritual. Não sabem que morreram e se sentem imantados aos locais onde viveram ou onde está o centro de seus interesses. Os Espíritos suicidas:  Quando se comunicam, na maioria das vezes, apresentam um sofrimento grande, que comove a todos. Às vezes, não sempre, estão enlouquecidos pelas alucinações que padecem, pela repetição da cena em que destruíram o próprio corpo, pelas dores superlativas daí advindas e ao chegarem à reunião estão no ponto máximo da agonia e do cansaço. Cabe ao dialogador socorrê-los, aliviando-lhes os sofrimentos através do passe. Necessitam de consolo e não de muitas palavras. Os Espíritos alcoólatras e toxicômanos:  Quase sempre se apresentam pedindo, suplicando ou exigindo que lhes deem aquilo de que tanto sente falta. Sofrem muito e das súplicas podem chegar a crises terríveis, delírios em que se debatem e que os desequilibram totalmente. As vezes, sentem-se cercados por sombras, perseguidos por bichos, monstros que lhes infundem pavor, enquanto sofrem as agonias da falta do álcool ou do tóxico. De nada adiantará ao dialogador tentar convencê-los das inconveniências dos vícios e da importância da temperança, do equilíbrio. Não estão em condições de entender e aceitar tais tipos de conselhos. Pode-se oferecer algo que a espiritualidade pode providenciar, oferecer sempre ajuda, dizendo que alguém que viveu a mesma experiência está pronto para ajudar. Os Espíritos irônicos:  São difíceis para o diálogo. E, geralmente, sendo muito inteligentes, usam a ironia como agressão. Ferem o doutrinador e os participantes com os comentários mais irônicos e contundentes. Ironizam os espíritas, acusando-os de usarem máscara; de se fingirem de santos; de artifícios dos quais, dizem, utilizam para catequizar os incautos de usar magia, hipnotismo etc. Alguns revelam que seguem os participantes da reunião para vigiar-lhes os passos e que ninguém faz nada do que prega. Em hipótese alguma se deve ficar agastado ou melindrado com isso. É, o que almejam. A humildade sincera, verdadeira, nascida da compreensão de que em realidade somos ainda muito imperfeitos. Os Espíritos desafiantes:  Vêm desafiar-nos. Julgam-se fortes, invulneráveis e utilizam-se desse recurso para amedrontar. Ameaçam os presentes com as mais variadas perseguições desafiam-nos a que prossigamos interferindo em seus planos. Cabe ao dialogador ir encaminhando o diálogo, atento a alguma observação que o comunicante fizer e que sirva como base, para atingir-lhe o ponto sensível. Todos nós temos os nossos pontos vulneráveis aquelas feridas que ocultamos cuidadosamente, envolvendo-as na couraça do orgulho, da vaidade, do egoísmo, da indiferença. Os Espíritos descrentes: Apresentam-se insensíveis a qualquer sentimento. Descreem de tudo e de todos. Dizem-se frios, céticos, ateus. No entanto, o dialogador terá um argumento favorável, fazendo-os sentir que apesar de tudo continuam vivos e que se comunicam através da mediunidade. Também poderá abordar outro aspecto, que é o de dizer que entende essa indiferença, pois que ela é resultante dos sofrimentos e desilusões que o atormentam. Que, em realidade, essa descrença não o conduzirá a nada de bom, e sim a maiores dissabores e a uma solidão insuportável. Os Espíritos Dementados:  Não têm consciência de coisa alguma. O que falam não apresenta lógica. Quase todos são portadores de monoideísmo, ideia fixa em determinada ocorrência, razão por que não ouvem, nem entendem o que se lhes fala. Devem ser socorridos com passes. Em alguns casos, o Espírito parece despertar de um longo sono e passa a ouvir a voz que lhe fala. São os que trazem problemas menos graves. Os Espíritos Amedrontados: Dizem-se perseguidos e tentam desesperadamente se esconder de seus perseguidores. Mostram-se aflitos e com muito medo. É necessário infundir-lhes confiança, demonstrando que ali naquele recinto estão a salvo de qualquer ataque, desde que aceitem ajuda e se coloquem sob a proteção de Jesus. Os Espíritos inimigos do Espiritismo: São, geralmente, irmãos de outros credos religiosos. Alguns agem imbuídos de boa-fé, acreditando que estão certos. Muitos, o fazem absolutamente cônscios de que estão errados, pelo simples prazer de provocar discórdia. Dizem-se defensores do Cristo, da pureza dos seus ensinamentos. Não admitem que os espíritas sigam Jesus. O dialogador deve evitar as explanações sobre religião. De nada adiantara tentar convencê-los de que o Espiritismo é a Terceira Revelação, o Consolador Prometido. É este o caminho menos indicado. Se deve evitar comparações entre religiões. Os Espíritos Sofredores:  São os que apresentam ainda os sofrimentos da desencarnação ou do mal que os vitimou. Se, morreram em desastre, sentem, as aflições daqueles instantes. Sofrem muito e há necessidade de aliviá-los através da prece e do passe. A maioria adormece e é levada pelos trabalhadores espirituais. É de bom alvitre que façamos observações, registros e apontamentos, a fim de aprendermos melhor com cada atendimento. É quando refletiremos sobre as dificuldades, as falhas que cometemos e fixaremos a experiência boa de que fomos instrumentos pela via da inspiração/intuição. Uma providência indispensável no diálogo é procurarmos sentir em que posição evolutiva se encontra o sofredor. Os Espíritos de desejam tomar tempo da reunião:   Vem com a

Palestra “Espiritismo para os simples de coração” enche auditório do Seareiros

No dia 22 de junho, o Seareiros de Jesus teve a alegria de receber o expositor  Sandro Cosso, do CEAK (Centro Espírita Allan Kardec) de Campinas, para a palestra Espiritismo para os simples de coração”. Com o auditório lotado, Sandro conduziu a palestra de forma clara e envolvente, abordando o papel do espírita nos dias atuais. Durante sua fala, trouxe histórias que ilustraram a vivência da Doutrina no dia a dia, destacando sempre a importância do amor e do perdão como bases para a transformação pessoal e coletiva. “Se as pessoas agissem com a mesma simplicidade das crianças, o mundo seria outro.”, disse em um dos momentos da palestra. VEJA TAMBÉM: CURTAS DO SEAREIROS, UM RESUMO DE TUDO O QUE ACONTECE NA CASA Ao final, ficou a certeza de que a simplicidade de coração é um caminho seguro para aproximar-nos de Jesus e viver de forma mais plena o Evangelho. Foi, sem dúvida, uma noite de **aprendizado, reflexão e renovação espiritual para todos.

REVERBERA

Por Orson Peter Carrara Iniciativas humanitárias, religiosas ou não, que visam atender às inúmeras carências humanas, atenuando as aflições dos que vivem em condições materiais bem difíceis, muitas vezes sem moradia, sem dinheiro, dependendo de instituições até para a alimentação da própria família, face à escassez de recursos, repercute intensamente no mundo dos espíritos. Basta imaginar a gratidão que brota espontânea no sentimento daqueles que tutelam os que estão encarnados em condições materiais desafiadoras. Eles se voltam a amparar também quem ampara aqueles que cuidam dos mais necessitados. É por isso que igualmente brotam recursos que muitas vezes não se consegue nem imaginar de onde ou como vieram ou surgem “do nada” para abastecer tais iniciativas. São doações de pessoas desconhecidas, muitas vezes no anonimato, ou diretamente mesmo. O quadro causa muita emoção no que já percebem essa ação que ampara, ação palpável que socorre quando tudo parece faltar. É muito comum que quando um ou mais itens do estoque de alimentos para almoços ou distribuição de marmitas (as chamadas “quentinhas”), está em falta na dispensa, surgem não se sabe nem de onde, os recursos ou suprimentos que atendam a falta. Doações muitas vezes vultosas até para concluir obras em andamento, recursos que surgem quando não há de onde tirar. Tudo isso é ação da repercussão no mundo espiritual da caridade que aqui se pratica em favor da multidão de necessitados à nossa volta. Basta ter a iniciativa, dar o primeiro passo. Os recursos e mesmo os voluntários surgirão, encaminhados por esses autênticos protetores. Conheço várias dessas situações e eu mesmo já as vivi quando na direção de uma instituição de assistência. É ocorrência marcante, emocionante, quase visível… Benditos aqueles que agem no bem. Conquistam simpatias espirituais que os protegem e providenciam os recursos que precisam. Assim ocorre com os grandes nomes, cuja história também demonstra isso, e os que estão na ativa sem serem tão conhecidos. Conheço muito dessas histórias e a inspiração para essa narrativa surgiu em recente viagem, quando novamente pude constatar referida ocorrência. Continuemos, pois, a trabalhar. Não estamos sozinhos. Há um exército trabalhando em favor do bem, aqui e lá… Sugiro mesmo que o leitor busque na net o texto, bem curto, com o título O Auxílio virá, de Emmanuel. Ele é válido para a questão individual, para as grandes preocupações e igualmente para a questão coletiva, inclusive nacional. O bem está em toda parte, agindo… Quanto aos disparates humanos, eles vão passar…  são fruto de nossa imaturidade. Trabalhando no bem, todavia, aprendemos a contorna-los e superá-los. E eu diria: prossigamos!!!

Talentos

seu talento

Pela Presidência A cada encarnação Deus nos beneficia com recursos abundantes que nos vão auxiliar o adiantamento evolutivo. Isso são talentos, em alguns muito e em outros um pouco menos, mas todos dotados de estímulos habilidosos. São aptidões, habilidades, dons, vocação, competência, categorize como compreender melhor. Disse Simão Pedro (II Pedro 1:20): “Os ensinos de Nosso Senhor Jesus são verdadeiros manás celestes que se multiplicam cada vez que conseguimos avançar um degrau na jornada da compreensão.” Equivocamos na compreensão no cabedal de bens espirituais que Deus nos disponibiliza e achamos que são elementos, ferramentas, aparatos, ligados ao auxílio material, como automóvel, imóvel, quantia monetária, aparência física e outros. Estagiamos, no momento, com recursos intelectuais que vislumbram a compreensão desses impulsos do ponto de vista da aptidão da criatura humana, isto é, da capacidade de distinguir, ser justo, honesto, digno… Sucessivas encarnações nos colocam no caminho da evolução, afasta toda concepção de talentos natos ou presenteado pela Divindade aos preferidos. São aquisições do espírito, assim determina a justiça de Deus. Emmanuel diz em Fonte Viva: “Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação. Medo de trabalhar, medo de servir, medo de fazer amigos, medo de desapontar, medo de sofrer, medo da incompreensão, medo da alegria, medo da dor. E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.” Estejamos nós equilibrados, dispostos, nonagenários ou jovens, necessitamos mobilizar as habilidades conquistadas na trajetória secular e disponibilizadas pelo Criador para prosseguir no amadurecimento e desenvolvimento dos recursos efetivos em nossa individualidade, até que alcancemos a maturidade espiritual. Riqueza que o salteador não é capaz de roubar, que a ferrugem não pode corroer, e a traça não pode consumir. Uma riqueza com essas particularidades só pode ser a riqueza do espírito. Todas as demais são coisas, são objetos, são valores que ficam no mundo, porque ao mundo pertencem. Assim entendendo, os nossos talentos devem ser utilizados para difundir o amor perante com os quais vivenciamos. Jesus nos propôs que capacitássemos a fazer amigos com as riquezas do mundo. Essa capacidade de discernir, de qualificar-se, de ser capaz, engenhoso, apto, são conquistas nossas, são virtudes que passaram a pertencer a nós em definitivo, e por mérito. Outros acréscimos ficarão, como a riqueza, o poder, porque são do mundo físico. Fontes: – O Evangelho segundo o Espiritismo. – Fonte Viva – Espírito Emmanuel – O Livro dos Espíritos

Obsessão na infância

Ilustração por IA

Por Martha Rios Guimarães A obsessão na infância merece ser abordada nas Casas Espíritas porque, mesmo sendo menos comum do que nos adultos, ela pode ocorrer. E é preciso ter pessoas preparadas para oferecer a devida ajuda à criança e sua família. Segundo nos ensina a Codificação Espírita, a influência persistente que um Espírito exerce sobre outro pode ocorrer em qualquer idade, incluindo os mais novos. Afinal, crianças também são Espíritos reencarnados, podendo trazer consigo talentos, mas também dificuldades e desafetos do passado. As manifestações obsessivas nos menores podem variar muito. Em algumas situações, a criança demonstra um medo persistente sem causa aparente, tem pesadelos recorrentes, apresenta comportamentos fora do comum ou dificuldade acentuada em se relacionar. Em outros casos, surgem agressividade, rejeição ao ambiente familiar ou escolar, bem como dificuldade repentina em se relacionar. Contudo, é preciso cautela: nem todo comportamento desse tipo indica obsessão. Muitas vezes, a criança está reagindo a estímulos do ambiente, a conflitos emocionais ou a vivências do lar. O discernimento entre o que é ou não espiritual só pode ser feito a partir de uma escuta sensível e de uma análise conjunta — jamais precipitada ou simplista. Diagnósticos apressados podem agravar o sofrimento da criança, além de comprometer a confiança dos pais no tratamento proposto. Porém, quando há indícios consistentes de influência espiritual, é fundamental que a Casa Espírita esteja preparada para acolher esse tipo de caso com responsabilidade e amor. Isso implica compreender que o tratamento não será apenas da criança, mas também do núcleo familiar, já que o processo obsessivo, muitas vezes, tem raízes nas relações e vivências coletivas. O tratamento eficaz exige uma colaboração estreita entre a Educação Espírita Infantojuvenil e a Equipe Mediúnica. A primeira, com seu conhecimento doutrinário e diálogo acolhedor, fortalece a criança, enquanto a segunda, identificando e orientando os Espíritos envolvidos, buscando a harmonização de todos. O acompanhamento dos pais ou responsáveis é outro cuidado essencial. Muitos deles, ao se depararem com o sofrimento dos filhos, sentem-se impotentes. Por isso, devem ser acolhidos com empatia e orientação segura, recebendo o esclarecimento necessário para que se tornem colaboradores ativos no processo. Como Educadora Espírita da Infância acompanhei alguns casos de obsessão na infância. Quase todos eles foram solucionados de forma simples e rápida, a partir do esforço coletivo entre familiares e Casa Espírita – no caso, com atuação da equipe de infância e o grupo mediúnico. Apenas um deles demonstrou ser um processo obsessivo complexo envolvendo um menino de 6 anos, que estava sendo cobrado por um obsessor de outra existência. O trabalho – envolvendo a criança, familiares, médiuns e educadores – durou um período relativamente longo. Mas, no final, os resultados foram extremamente positivos, inclusive a família se encantou com os ensinamentos do Espiritismo, seguindo-o até os dias de hoje. O processo obsessivo infantil, embora desafiador, também é uma excelente oportunidade de aprendizado para todos os envolvidos. A criança, ao receber atenção e apoio espiritual, poderá se fortalecer contra futuras influências. Da mesma forma, os pais e educadores se tornam mais conscientes da missão educativa que têm, cada um com as obrigações que lhe cabem. Assim sendo, é essencial que as Casas Espíritas se capacitem para acolher a infância em sua integralidade. Não apenas como participantes passivos, mas como Espíritos complexos, sensíveis, e muitas vezes vulneráveis, que pedem ajuda de forma silenciosa. Se você atua na Educação Espírita, é dirigente ou pai/mãe, convido a refletir: a instituição em que atua está preparada para lidar com a obsessão na infância? O acolhimento oferecido é, de fato, integral, amoroso e eficiente? As respostas a essas e outras questões demonstrarão o que é preciso ser feito para ter um trabalho à altura do desafio. Mas, vale lembrar: atuando em equipe, com os companheiros encarnados e desencarnados, tudo fica mais fácil.

A Mediunidade Intuitiva na construção da Matemática

por Cremildo Freitas (espiritismoeciencia.com) A matemática talvez seja das ciências naturais, aquela que seu operador dependa mais da intuição. É impossível estudar os trabalhos dos grandes matemáticos, ou mesmo os de menor porte, sem percebere distinguir duas tendências opostas em seus pensamentos. Um tipo de matemático é cético, analista,está acima de tudo, preocupado com a lógica rigorosa em seus trabalhos e não é intuitivo; e outroparece guiado por pura intuição, cuja fonte lhe é desconhecida. O método escolhido: simples lógica ou intuição, não é imposto pelo assunto estudado, nem pela educação recebida pelo matemático na sua vida, são duas tendências opostas de seus espíritos que nos parece inatas. Para fazer qualquer ciência, algo mais do que lógica pura, ou seja, pensamento próprio, é necessário. Para designar essa outra coisa, não temos outra palavra senão o termo intuição (POINCARÉ,1905). Através da intuição, pensamentos do pretérito ou de outros espíritos são percebidos pela consciência do cientista/médium, ele age como o faria um intérprete. “Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro” (KARDEC,1861). É as vezes muito difícil reconhecer o pensamento sugerido, mas ele possui certas caracterísitcas como o fato de não ser preconcebido; nasce à medida que o cientista/medium vai formando idéia sobre o assunto em contemplação. Segundo Poincaré, a intuição é forte num grupo de matemáticos que chamamos de Geômetras e pode- se concluir que é da própria natureza do espírito em sua atual organização física, a nível de mediunidade ostensiva ou não, que os faz intuitivos. “Nascemos matemáticos, isto é, não nos tornamos matemáticos” (Poincaré, 1905), também se nasce lógicos ou geômetra. Uns preferem resolver os problemas analiticamente ao passo que outros o preferem fazer geometricamente. “Tanto quanto o tato é o alicerce inicial de todos os sentidos, a intuição é a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor de atividade regular em que se coloca” (XAVIER, 1944). Os Espíritos elevados, com a missão de promover o desenvolvimento do conhecimento humano, atuam de forma a inspirar seus tutelados em condições de lhes entenderem. Para exemplificar com fatos reais, citemos dois dos mais importantes matemáticos alemães do século passado: Weierstrass e Riemann. Weierstrass era puramente analítico, toda a sua análise se baseava na aritmética, poder-se-ia ler seus livros inteiros e não se encontrar nenhuma figura. Riemann, ao contrário, era do tipo geômetra, pensava com imagens que lhes ocorriam, cada um dos seus conceitos eram registrados através de imagens que ninguém esquecia depois que entendia o seu significado (POINCARÉ,1905). Riemann conseguiu com sua intuição muitos teoremas em Teoria dos Números, relacionando-os com Análise, onde encontramos também a equação de  Cauchy -Riernann que é uma concepção intuitiva e geométrica da Análise, em contraste com a aritmética de Weierstrass. Quem ousaria duvidar da importância de Riemann (1826-1866) e suas intuições? Decerto sabemos que não é possível obter rigor, nem mesmo certeza, com a intuição, entretanto sua percepção e definições iniciais para a solução do problema são a chave para todo o rigor da fase seguinte. Na sua obra “La Valeur de la Science”, Poincaré dá razão aos filósofos quando afirma que “a lógica pura nos conduz sempre, e apenas, a tautologias; nada de novo poderá ser criado exclusivamente a partir dela; ciência alguma pode nascer apenas da lógica”(Poincaré, 1905). O filósofo alemão pessimista Arthur Schopenhauer (1788 – 1860), em O mundo como vontade e como representação (Die Weltals Willeund Vorstellung), Primeiro Livro § 15, comenta o método matemático de produzir conhecimento: “dirigimo-nos à MATEMÁTICA tal como ela foi cientificamente estabelecida por Euclides, e permaneceu no seu conjunto até os dias de hoje, então é difícil não achar estranha, e até mesmo pervertida, a via por ela seguida. De nossa parte exigimos a remissão de cada fundamentação lógica a uma intuitiva. A matemática euclidiana, ao contrário, empenha-se com grande afinco, em todo lugar, em descartar deliberadamente a evidência intuitiva // sempre ao alcance da mão, substituindo-a por uma evidência lógica. Procedimento a ser considerado parecido ao de alguém que cortasse as pernas para andar de muletas, ou alguém que foge da natureza realmente bela para regozijar-se numa decoração de teatro que a imita.” – Em suma alguns matemáticos, pelo contrário, dão-se a um trabalho infinito para destruir as evidências intuitivas de seus trabalhos, que lhes é própria, e que, aliás, está mais a seu alcance, para lhe substituir desesperadamente por evidências lógicas (SCHOPENHAUER, 2001, p. 78). Schopenhauer também propôs dois modos para se obter conhecimento matemático: a demonstração lógica e a intuição. Faz mais do que isso ao comentar que não só a intuição é superior, mas a primeira é muitas vezes um empecilho. A aplicação de conhecimento adquirido na solução de problemas novos, vem muitas vezes da intuição (ou inspiração), assim conclui-se que a lógica e a intuição têm, cada uma delas, o seu papel. “Ambas se revelam indispensáveis. A lógica, é a ferramenta que nos pode fornecer a certeza, é o instrumento da demonstração; a intuição (ou inspiração), entretanto, é o instrumento da invenção” (Poincaré, 1905).  

Seareiros de Jesus lança novo site com blog e conteúdos especiais

por DCD O Centro Espírita Seareiros de Jesus está com site novo no ar! Totalmente reformulado, o espaço digital agora oferece uma navegação mais clara, moderna e acolhedora, reunindo informações sobre a Casa e diversos materiais voltados ao estudo e à vivência da Doutrina Espírita. O novo site pode ser acessado pelo endereço:🔗 https://seareirosdejesus.com.br O projeto foi desenvolvido de forma voluntária pelo web designer Rodrigo Hijano Polizelli, que se dedicou com carinho para tornar esse espaço mais acessível e funcional. A ele, deixamos nossa gratidão. Uma das grandes novidades: o Blog Peixinho Vermelho Entre os novos recursos, está o blog Peixinho Vermelho, um espaço que será constantemente atualizado com conteúdos especiais: artigos, reflexões, notícias sobre os eventos promovidos pelo Seareiros, informações sobre cursos e palestras, além de crônicas e poesias que tocam o coração. O blog nasce com o propósito de ampliar a divulgação doutrinária e de inspirar, mesmo à distância, aqueles que buscam palavras de consolo, aprendizado e luz. Acompanhe também pelas redes sociais Todos esses conteúdos também serão compartilhados nas redes sociais do Seareiros de Jesus.Siga e fique por dentro das atualizações: 📌 Instagram: @seareirosdejesus📌 Facebook: @seareirosdejesus Nosso desejo é que esse novo espaço virtual seja mais uma forma de aproximação, estudo, acolhimento e partilha.

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