A escolha entre o caos e a paz

CÍNTHIA CORTEGOSO O caos se instala em nós quando nos distanciamos de Deus. O mais insignificante contratempo pode se transformar em batalhas e duelos; atitudes desrespeitosas; infortúnios que se seguem por existências; amargores; perseguições; infelicidades; esgotamentos físicos, energéticos e espirituais. O distanciamento do que deve ser o mais urgente, imprescindível, perfeito, completo e vital nos custa a paz e a significância verdadeira da vida. Enquanto que a união com o amor de Deus nos fortalece, direciona, alegra, completa e nos traz à real maneira de um espírito progredir e aproximar-se da luz absoluta. A paz torna-se integrante ao coração que vive o ensinamento divino, e um coração tranquilo e harmonioso pode perceber a natureza, as pessoas, a maravilha que é ser criação divina e que nada no plano terrestre pode ser comparado com a grandeza de Deus e seus feitos abençoados e eternos. Quando há distância do Criador, mesmo em companhia das mais influentes pessoas, mansões inimagináveis, posições e reconhecimentos sociais, o coração não estará em paz e completo, pois nada do que é terreno alicerçará o órgão ligado inteiramente ao espiritual, resultando num espírito encarnado infeliz, insatisfeito e ansioso. Menos externo e mais cuidado interno. A prece ‒ tão esquecida atualmente ‒ nos reconecta ao campo espiritual, assim como a bondade, a calma, a boa observação, o amparo, a meditação, a disciplina, o recolhimento ao plano que, de fato, é o espiritual, ou seja, todos fortalecem e dão a significação de vida de que o espírito tanto necessita. A diferença entre dias mais perfeitos e imperfeitos é nítida. E tão clara é a observação de como estamos nesses dias. Isso não quer dizer que em certos dias tudo é alegria e sonho realizado, mas, sim, que podemos compreender e viver com mais sabedoria, aceitação e amor. Em muitos dias mais perfeitos, podem ocorrer desafiadores acontecimentos que nunca pensamos suportar e, de repente, tudo se encaminha. Em outros dias, apenas uma reles ocorrência é capaz de uma atitude infeliz ao extremo. A maneira como nos alimentamos interiormente é que coordenará os variados dias; enquanto estivermos neste plano material haverá mais desafios e por isso mesmo necessitamos de auto-observação imediata. E como o corpo deve ser alimentado saudavelmente, o espírito, ainda mais, deve ser cuidado e nutrido com bons pensamentos, sentimentos, palavras e ações sem nunca esquecer que o alimento mais indiscutível e precioso para o espírito é a união com a luz de Deus, pois quando existe essa união, o espírito passa a ser mais vida e amor. O caos é perturbador demais para ficar em nós, ao passo que a paz é uma das vertentes mais iluminadas e harmoniosas que podemos preservar por meio da comunhão com o nosso Criador. Não há comparação entre a verdadeira vida e a que tristemente é só ilusão e não só o caos como o vazio nos invade quando nos distanciamos de Deus.    

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