Gabriel Delanne

Por Jubery Rodrigues dos Santos François Marie Gabriel Delanne nascido, em Paris, França, no dia 23 de março de 1857 e desencarnado na mesma cidade, no dia 15 de fevereiro de 1926, era filho de Alexandre Delanne, amigo íntimo de Allan Kardec, e Marie-Alexandrine Didelot, portadora de mediunidade ostensiva e grande colaboradora da Codificação. Oriundo de família espírita, não teve dificuldade em assimilar as ideias reencarnacionistas. Kardec fez uma menção a Delanne criança na Revista Espírita de 1865 (Outubro), quando descreve um episódio em que o então menino faz uma mesa girar, demonstrando a uma senhora que podia conseguir o fenômeno, já que sua família também o fazia. Engenheiro de formação foi um dos primeiros pesquisadores sérios dos fenômenos espirituais, destacando-se no campo da mediunidade. Compreendendo que o perispírito estava no centro dos fenômenos espíritas, procurou distinguir mediunismo de animismo. Fundou a União Espírita Francesa, em 1882, e o jornal Le spiritisme, no mesmo ano. Ao lado do filósofo Léon Denis, foi um importante divulgador das ideias espíritas nessa época. Fez conferência por toda a Europa, inclusive na abertura do “I Congresso Espírita e Espiritualista”, que ocorreu em 1890. Auxiliou Charles Robert Richet, criador da metapsíquica, em suas pesquisas com a médium Marthe Béraud. Em 1896 fundou a Revista Científica e Moral de Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita. Adepto do método científico de investigação dos fenômenos espíritas, uniu a Ciência à Filosofia Espírita, pelas deduções a que chegou, como vemos na conclusão de sua obra “A Alma é Imortal”: “(…) mostremos que existe para todos os seres uma igualdade absoluta de origem e de destino e veremos efetuar-se a evolução espiritual e moral que há de acarretar o advento da era augusta da regeneração humana, pela prática da verdadeira fraternidade” (página 314). Determinado e defensor do caráter científico da Doutrina Espírita, elaborou obras literárias esclarecedoras de fundamentos da Doutrina Espírita, tais como: 1895 – “O Espiritismo perante a Ciência” 1893 – “O Fenômeno Espírita” 1895 – “Evolução Anímica” 1898 – “Pesquisa sobre a Mediunidade” 1899 – “A Alma é Imortal” 1909 – “As Aparições Materializadas” 1927 – “A Reencarnação”