Reuniões mediúnicas parte II- Estudar é um ato de amor. Estudar é um ato de caridade

por DOD Os médiuns serão nosso tema. Não será possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas. OS MÉDIUNS Por ser função portadora de peculiaridades pessoais, a do médium merece atenção cuidadosa e eficiente. Como é perfeitamente compreensível, as diversas fases do afloramento, desenvolvimento e aperfeiçoamento da faculdade mediúnica requerem apoio, estímulo, compreensão e uma orientação segura da direção da reunião. Não é pequeno o número de médiuns prejudicados por não contarem com o apoio de companheiros experimentados e realmente investidos de autoridade espiritual para as tarefas de direção, tendo que aprender a duras penas com as próprias tentativas de conduzir o processo da educação mediúnica (OLIVEIRA, 2013). A depender da personalidade do médium, surgem as reações psicológicas na feição de dúvidas sobre a autenticidade das comunicações por seu intermédio. Conflitos íntimos podem impedir o desdobramento da faculdade e, sobretudo, o aumento da sensibilidade nervosa, provocando exacerbações na exteriorização das comunicações, e no convívio social, tornando-o uma pessoa arredia, desconfiada e cheia de melindres. Esforços constantes são necessários para superar naturalmente com o auxílio eficiente da direção do trabalho. (OLIVEIRA, 2013). Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos. Suprem o organismo material que falta a estes, para nos transmitirem as suas instruções. Eis porque são dotados de faculdades para esse fim. Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial: são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos. Por isso, multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles desviam de seu fim providencial a faculdade preciosa que lhes foi concedida, se a colocam a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos; se, em vez de frutos salutares, dão maus frutos; se recusam-se a torná-la proveitosa para os outros; se nem mesmo para si tiram os proveitos da melhoria própria, então assemelham-se à figueira estéril. (Kardec) (…) Sobre os médiuns – Quando quiserdes receber as comunicações dos Espíritos bons, preparai-vos para essa graça através da concentração, das intenções puras e do desejo de praticar o bem em favor do progresso geral; lembrai-vos de que o egoísmo sempre retarda a evolução; lembrai-vos de que, se Deus permite a alguns de vós receber o sopro de seus filhos que, por sua conduta, souberam merecer a ventura de compreender sua infinita bondade, é porque deseja, atendendo às nossas solicitações e tendo em conta as vossas boas intenções, conceder-vos os meios de avançar nesse caminho. Assim, pois, médiuns, aproveitai essa faculdade que Deus vos concedeu. Tende fé na mansuetude de nosso Mestre. Ponde a caridade sempre em ação. Não deixeis jamais de praticar essa virtude sublime, bem como a tolerância. Que vossas ações estejam sempre em harmonia com a vossa consciência. É esse um meio certo de centuplicar vossa felicidade nesta vida passageira e de vos preparar uma existência mil vezes mais suave. Que o médium que não se sinta com forças de perseverar no ensino espírita se abstenha, pois, não tornando proveitosa a luz que o esclareceu, será mais culpado (responsável) e terá de expiar a sua cegueira. (Pascal) Assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais. Médium: a mediunidade não te livra das dificuldades da vida, mas pode proporcionar-te profundos conhecimentos, alegrias e boas experiências. Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela. Evangelizar-se é essencial! Fontes: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Trad. Herculano Pires – 2ª parte: Das manifestações espíritas -Cap. XXXI. Dissertações Espíritas XIII; Reuniões Mediúnicas – Therezinha Oliveira; O Evangelho Segundo o Espiritismo – trad. Herculano Pires – Capítulo XIX. Item 10 – A fé que transporta montanhas; Diálogo com as sombras – Herminio Miranda; Médiuns e Mediunidades cap. VII – Vianna de Carvalho/Divaldo Franco; Seara dos Médiuns Emmanuel/Chico Xavier