A Mediunidade Intuitiva na construção da Matemática

por Cremildo Freitas (espiritismoeciencia.com) A matemática talvez seja das ciências naturais, aquela que seu operador dependa mais da intuição. É impossível estudar os trabalhos dos grandes matemáticos, ou mesmo os de menor porte, sem percebere distinguir duas tendências opostas em seus pensamentos. Um tipo de matemático é cético, analista,está acima de tudo, preocupado com a lógica rigorosa em seus trabalhos e não é intuitivo; e outroparece guiado por pura intuição, cuja fonte lhe é desconhecida. O método escolhido: simples lógica ou intuição, não é imposto pelo assunto estudado, nem pela educação recebida pelo matemático na sua vida, são duas tendências opostas de seus espíritos que nos parece inatas. Para fazer qualquer ciência, algo mais do que lógica pura, ou seja, pensamento próprio, é necessário. Para designar essa outra coisa, não temos outra palavra senão o termo intuição (POINCARÉ,1905). Através da intuição, pensamentos do pretérito ou de outros espíritos são percebidos pela consciência do cientista/médium, ele age como o faria um intérprete. “Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro” (KARDEC,1861). É as vezes muito difícil reconhecer o pensamento sugerido, mas ele possui certas caracterísitcas como o fato de não ser preconcebido; nasce à medida que o cientista/medium vai formando idéia sobre o assunto em contemplação. Segundo Poincaré, a intuição é forte num grupo de matemáticos que chamamos de Geômetras e pode- se concluir que é da própria natureza do espírito em sua atual organização física, a nível de mediunidade ostensiva ou não, que os faz intuitivos. “Nascemos matemáticos, isto é, não nos tornamos matemáticos” (Poincaré, 1905), também se nasce lógicos ou geômetra. Uns preferem resolver os problemas analiticamente ao passo que outros o preferem fazer geometricamente. “Tanto quanto o tato é o alicerce inicial de todos os sentidos, a intuição é a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor de atividade regular em que se coloca” (XAVIER, 1944). Os Espíritos elevados, com a missão de promover o desenvolvimento do conhecimento humano, atuam de forma a inspirar seus tutelados em condições de lhes entenderem. Para exemplificar com fatos reais, citemos dois dos mais importantes matemáticos alemães do século passado: Weierstrass e Riemann. Weierstrass era puramente analítico, toda a sua análise se baseava na aritmética, poder-se-ia ler seus livros inteiros e não se encontrar nenhuma figura. Riemann, ao contrário, era do tipo geômetra, pensava com imagens que lhes ocorriam, cada um dos seus conceitos eram registrados através de imagens que ninguém esquecia depois que entendia o seu significado (POINCARÉ,1905). Riemann conseguiu com sua intuição muitos teoremas em Teoria dos Números, relacionando-os com Análise, onde encontramos também a equação de  Cauchy -Riernann que é uma concepção intuitiva e geométrica da Análise, em contraste com a aritmética de Weierstrass. Quem ousaria duvidar da importância de Riemann (1826-1866) e suas intuições? Decerto sabemos que não é possível obter rigor, nem mesmo certeza, com a intuição, entretanto sua percepção e definições iniciais para a solução do problema são a chave para todo o rigor da fase seguinte. Na sua obra “La Valeur de la Science”, Poincaré dá razão aos filósofos quando afirma que “a lógica pura nos conduz sempre, e apenas, a tautologias; nada de novo poderá ser criado exclusivamente a partir dela; ciência alguma pode nascer apenas da lógica”(Poincaré, 1905). O filósofo alemão pessimista Arthur Schopenhauer (1788 – 1860), em O mundo como vontade e como representação (Die Weltals Willeund Vorstellung), Primeiro Livro § 15, comenta o método matemático de produzir conhecimento: “dirigimo-nos à MATEMÁTICA tal como ela foi cientificamente estabelecida por Euclides, e permaneceu no seu conjunto até os dias de hoje, então é difícil não achar estranha, e até mesmo pervertida, a via por ela seguida. De nossa parte exigimos a remissão de cada fundamentação lógica a uma intuitiva. A matemática euclidiana, ao contrário, empenha-se com grande afinco, em todo lugar, em descartar deliberadamente a evidência intuitiva // sempre ao alcance da mão, substituindo-a por uma evidência lógica. Procedimento a ser considerado parecido ao de alguém que cortasse as pernas para andar de muletas, ou alguém que foge da natureza realmente bela para regozijar-se numa decoração de teatro que a imita.” – Em suma alguns matemáticos, pelo contrário, dão-se a um trabalho infinito para destruir as evidências intuitivas de seus trabalhos, que lhes é própria, e que, aliás, está mais a seu alcance, para lhe substituir desesperadamente por evidências lógicas (SCHOPENHAUER, 2001, p. 78). Schopenhauer também propôs dois modos para se obter conhecimento matemático: a demonstração lógica e a intuição. Faz mais do que isso ao comentar que não só a intuição é superior, mas a primeira é muitas vezes um empecilho. A aplicação de conhecimento adquirido na solução de problemas novos, vem muitas vezes da intuição (ou inspiração), assim conclui-se que a lógica e a intuição têm, cada uma delas, o seu papel. “Ambas se revelam indispensáveis. A lógica, é a ferramenta que nos pode fornecer a certeza, é o instrumento da demonstração; a intuição (ou inspiração), entretanto, é o instrumento da invenção” (Poincaré, 1905).  

Compreenderás

EVANGELHO NO LAR

Se te colocares no lugar do companheiro cuja atitude e comportamento te pareçam estranhos, compreenderás. Compreenderá o sofrimento que exteriorizou nas palavras com que te feriu impensadamente. Compreenderás a invigilância que o compeliu as sucessivas quedas morais. Compreenderás quanto ele terá resistido antes de ceder à tentação. compreenderás o silencio na tristeza que, de habito, lhe cobre o semblante. Compreenderás o insulamento em que escolheu viver para fugir à própria realidade. Compreenderás o gesto de intolerância que o conduziu a criminalidade, ao crescer sem proteção de um lar digno. Compreenderás o desajuste com que tenta harmonizar-se, sem que, na maioria das vezes, o consiga. Compreenderás e não te entregarás a julgamento afoito de qualquer natureza. Fonte: Livro Vigiai e Orai. Pelo Espirito do Irmão José, Psicografia Carlos A Baccelli

Reuniões Mediúnicas no Seareiros parte III

ILUSTRAÇÃO REUNIÃO MEDIÚNICA

por DOD   Neste texto falaremos dos elementos de sustentação ou sustentadores. Lembramos que aqui não é possível aprofundar o assunto, para isso recomendamos o Livro dos Médiuns e obras paralelas.   ELEMENTO DE SUSTENTAÇÃO – SUSTENTADORES Sustentação: Ato de sustentar, segurar para que não caia, manter, alimentar física ou moralmente. Linguagem espírita: Todo participante de reunião mediúnica que atua de forma consciente para amparar e defender o ambiente mental e fluídico. Elemento de Sustentação é como: “Dínamo de Vibrações Amorosas” Herminio Miranda Através da doação de vibrações amorosas, muitos companheiros se tornam verdadeiros “sustentáculos” do serviço mediúnico. Sua função é doar fluidos e zelar pelo equilíbrio do ambiente.   Quem é o Elemento de Sustentação?   É quem presta sua colaboração voluntária e gratuita, em função nas reuniões mediúnicas no Centro Espírita. Na Reunião, deve manter a concentração, a elevação dos pensamentos, o estado de oração e sentimento fraterno, assim cooperando para que os trabalhos ocorram em ordem e sob a proteção dos bons Espíritos. Não adormecer porque sua atividade fará falta e perderá os benefícios da reunião; e não entrar em desdobramento nem sair espiritualmente do ambiente, a não ser que instruído pelo Dirigente Mediúnico. Vibrar fraternalmente pelos comunicantes perturbados e infelizes, a fim de que sintam este benefício e a sinceridade do propósito de auxílio; e vibrar com simpatia e gratidão para Espíritos benévolos e superiores que se manifestem; manter de preferência os olhos fechados para não se distrair com o ambiente; Aceitar, sem acomodação ou falsa modéstia, tarefas para as quais esteja habilitado; apoiar com o pensamento e com afetividade os companheiros de trabalho.   Estar atento ao diálogo, mas evitar: – Barulho de qualquer espécie, principalmente bocejos; – Dirigir-se diretamente ao comunicante; – Interferir mental e fluidicamente com pensamentos discordantes ou opiniões pessoais; – Jamais fazer mentalmente trabalho de dialogador em paralelo; – Conhecer a Doutrina Espírita e o que é mediunidade.   Requisitos importantes para os Elementos de Sustentação   Responsabilidade; estudo; firmeza mental e emocional; equilíbrio vibratório; compromisso com a Casa,com o grupo, com os mentores e com os assistidos; ausência de preconceitos; discrição; coerência. O Elemento de Sustentação deve se lembrar sempre de que é parte de uma equipe e precisa acatar as regras e procedimentos estabelecidos para o bom andamento do trabalho, colaborando em tudo o que for possível para que as atividades sejam desempenhadas de forma organizada e tranquila. Tanto quanto o médium, os demais participantes da reunião e o Elemento de Sustentação, precisam conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar o dirigente e os médiuns. Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório, o Elemento de Sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam por a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores. Para o equilíbrio vibratório observar a prática da prece diária, do Evangelho no Lar, a preparação necessária no período que antecede a reunião, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental etc.   Fontes: O Livro dos Médiuns; Diálogo com as Sombras – Herminio Miranda; Nos Domínios da mediunidade – André luiz/F.C.Xavier; Apostila UEM (União Espírita Mineira)

Pizza Seareiros de Jesus