Por Jubery Rodrigues
Síndrome de burnout: origem do conceito – é uma expressão que vem do inglês burn (queimar) e out (exterior). Em português, se traduz como síndrome de estar queimado pelo trabalho, embora seja mais comum usar o termo síndrome de burnout ou síndrome de esgotamento profissional. O conceito apareceu em 1974 descrito pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger, que explicou a síndrome como o resultado de uma sobrecarga das exigências laborais. Mais tarde, Christina Maslach (PhD, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley), estudou a perda de responsabilidade profissional que alguns trabalhadores de determinadas profissões sofriam, como profissionais de saúde ou educação. Em 1986, Christina Maslach e Susan Jackson (psicólogas do desempenho), definiram a síndrome de burnout como uma síndrome de esgotamento emocional, despersonalização e baixa realização pessoal, que pode ocorrer entre profissionais que trabalham com pessoas. Em 1988, Ayala Pines e Elliot Aronson (psicólogos e acadêmicos), apresentaram uma descrição do burnout que incluía outros aspetos laborais. A sua definição diz que o burnout é um estado de esgotamento mental, físico e emocional, provocado pelo envolvimento crônico em situações com exigências emocionais no trabalho. Brill (editora) concordou com eles, já que considerou que o burnout pode surgir em qualquer tipo de trabalho.
O que é Síndrome de burnout atualmente?
A atual definição de síndrome de burnout ou síndrome de esgotamento profissional é a seguinte: conjunto de sinais e sintomas que perduram durante algum tempo e se caracterizam por esgotamento emocional, despersonalização e pouca realização pessoal no trabalho. Se considera uma resposta ao estresse laboral crônico que apresenta mal-estar e sentimentos negativos em relação ao trabalho e às pessoas. A tecnologia facilitou a vida das pessoas em todo o mundo. Mas ficar on-line 24 horas por dia, e a necessidade de dar respostas rápidas para demandas diferentes, podem trazer alguns malefícios à saúde. “Ninguém posta quando come um arroz com ovo, quando acorda descabelada. As pessoas só postam uma vida perfeita, e a pessoa que é insegura, tem baixa autoestima, geralmente, acredita em tudo que é postado”, explica Anna Lúcia King, doutora em Saúde Mental do Instituto Delete. “Ela acha que a vida de todo mundo é maravilhosa e só a dela não é. Isso faz com que, muitas vezes, essa pessoa caia até em depressão”, completa. A médica vê histórias desse tipo se tornarem cada vez mais frequentes nos atendimentos do Instituto Delete, ligado à Faculdade de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Horas e mais horas no computador ou no celular. O que começa como pesquisa, trabalho ou apenas diversão abre a porta para o estresse – podendo até virar compulsão.
O que é burnout espiritual?
Burnout espiritual é um estado de esgotamento profundo da energia vital, provocado pela desconexão com a própria essência, excesso de cobrança interna e falta de propósito. Pode gerar sintomas como cansaço da alma, perda de sentido na vida, vazio emocional e desconexão com o sagrado. É diferente do burnout profissional, pois afeta principalmente o corpo sutil e os campos energéticos. A terapia espiritual atua na causa raiz desse desequilíbrio, promovendo cura, reconexão e bem-estar integral.
Como identificar?
Os sintomas podem ser sutis no começo, mas se intensificam com o tempo. Alguns sinais comuns: Sensação de vazio, mesmo com “tudo certo” na vida. Falta de prazer nas atividades que antes traziam alegria. Sensibilidade emocional elevada ou apatia constante. Perda de direção, como se algo estivesse faltando. Isolamento, irritabilidade e dificuldade de silenciar a mente. Desejo intenso de se afastar de tudo, inclusive da espiritualidade. Nem sempre esses sintomas são associados ao campo espiritual, por isso é comum que o problema seja tratado apenas no nível mental ou emocional. No entanto, quando a causa é uma exaustão do campo sutil, os tratamentos tradicionais tendem a não surtir efeito duradouro. O burnout é um estado de exaustão emocional e mental que pode ser abordado através da espiritualidade. A Doutrina espírita pode ajudar a promover a consciência, a autoconsciência e a resiliência, essenciais para a recuperação emocional. Práticas como meditação, reflexão e a conexão com a espiritualidade podem aliviar a pressão emocional e ajudar a encontrar equilíbrio entre corpo e espírito. Além disso, a mediunidade pode ser uma ferramenta valiosa para médiuns, oferecendo apoio e orientação espiritual, especialmente em momentos de burnout. É importante ressaltar que a espiritualidade não deve substituir tratamentos médicos e psicológicos, mas pode ser um complemento importante para a recuperação.
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