Pela Presidência
Por mais breve se faça a existência, o seu ponto terminal é o infinito. (Joanna de Ângelis)
O espírito mesmo no início da sua jornada evolutiva, identificou-se com a sobrevivência da alma, e nesse processo crescente de aprendizado, a sua inteligência rudimentar, ainda outorgou arquitetar a ideia da vida após desencarnação. Com a peregrinação dos sucessivos desafios que a espécie humana exigia e lentamente, vivenciou dos princípios baseados em crendices a quesitos espirituais selvagens, como sacrifícios humanos, desenvolvendo a inspiração da compreensão racional, ampliando conceitos e discernindo percepções da espiritualidade.
Como espíritos viajores que somos, horas estamos no mundo físico hora no mundo espiritual, que um dia será a nossa morada em definitiva, nessas jornadas passamos por mudanças graduais, que é o processo que chamamos de evolutivo. O espírito quando encarnado, isto é, no mundo físico, é que vivencia as experiências carnais, o que o leva a adquirir conhecimentos e virtudes. O mais importante para o espírito nesse estágio no corpo físico é compreender que a vida material é um estágio na demanda do espírito, perpetuando a imortalidade da alma, alinhando o físico a essência divina para alcançar seus propósitos de evolução e ascensão para a Divindade.
Diz Emmanuel em página do livro Viajor: “Nestas diretrizes, seguiremos tranquilos, estradas adiante, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, porque a vida se encarregará de trazer-nos as lições indispensáveis para que nos descartemos das arestas e das impropriedades de hoje, a fim de sermos as criaturas melhores de amanhã”.
Há necessidade de despertamento em nossa consciência para essas verdades, e de que somos espíritos imortais. Quando a vida ajuda a avivar em nós essas concepções, ativamos o sentimento de amor e passamos a valorizar as experiências com aqueles que estão no mesmo trajeto que nós, sejam eles, amigos, familiares ou outros que conviviam com a gente, respeitando os que pensam de forma diferente e outros que sofrem e fazem sofrer. Essas verdades quando adquiridas, auxilia a entender opiniões e caminhos discordantes.
Os espíritos respondem à pergunta nº 76 do Livro dos Espíritos, afirmando que “Os espíritos são seres inteligentes da criação. Eles povoam o universo além do mundo material”. Nós somos espíritos imortais, seres inteligentes da Criação Divina, e isso faz com que tenhamos essa consciência, que vem sendo despertada ao longo dos milênios e que, aos poucos, será despertada em todos.
Para que as nossas viagens sejam mais harmônicas em confronto com as leis de Deus, evitando dissabores e contrariedades, que talvez venham a ocorrer com nossa aproximação com aqueles que nos rodeiam, é importante que nos dediquemos a propagar, disseminar e externar o bem o quanto formos capazes, labutando pela felicidade o quanto puder, lembrando que a evolução espiritual é individual e intransferível.
Joanna de Ângelis na psicografia de Divaldo Pereira Franco diz: “Morrer é viajar de volta à Espiritualidade de onde todos viemos. Vive de tal forma que ao ocorrer a tua desencarnação experimentes as bênçãos da alegria e da paz pela existência formosa que realizaste. Não há exceção nesse processo de nascer, viver, morrer e renascer sempre. Ama e serve, transformando as tuas horas em bênçãos incessantes, a fim de desencarnares ornado pela alegria da imortalidade”.
Fontes:
Coleção Fonte Viva Emmanuel – Francisco Cândido Xavier.
O livro dos Espíritos.
Artigo do Jornal: Correio Espírita.
Espírito imortal – Joanna de Ângelis.