Editorial, pela presidência
“Aprendi a deixar os dias mais leves…Comecei a acreditar que ser feliz é descomplicar a vida pelo lado de dentro”. (Chico Xavier)
A data mais festiva do ano está próxima, o Natal com Jesus se aproxima e as vibrações positivas e esperançosas, como um manto de luz, aconchega os corações de quase todos os ser humanos. Não se permita que a melancolia te envolva, mesmo que existam lacunas ao seu redor.
Sabemos que a barreiras em ver a mesa com cadeiras vazias, ou procurar o sorriso em um canto da sala e não encontrar. Nesse vácuo seguimos recordando e se fortalecendo no real motivo do Natal, que está no amor que perdura. Os que estão ausentes, mesmo junto de nosso coração, podemos evidenciar naqueles que estão à nossa volta e trazer a memória do quanto eles são preciosos.
Usa da ocasião e do ensejo e proporcione felicidade a outros, porque o espírito usufrui quando dá ou quando recebe o amor incondicional. Se torna quase impossível que em nossas vivências, não descobrimos almas afins, sentindo um pungente afeto e um companheirismo carinhoso.
Diz Emmanuel na obra Escrínio de Luz: Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
A Doutrina Espírita não descarta a emoção da saudade, o que é originário do espírito, do ser humano. Tão pouco derramemos lágrimas na partida de até logo do nosso ente querido. O Espiritismo nos traz o alento e nos impulsiona a continuar o trajeto da jornada que nos ajudará a prosperar no plano Divino alinhado com a vontade de Deus.
Eles não morreram. Estão vivos em outras dimensões. Sentem quando choras sem a presença de sua companhia, compartilham as suas inquietações, o que evidência a sua não crença na continuidade da vida, afastando-se das convicções da soberania Divina.
Repensemos a tradicional festa de Natal e a Celebração do Ano Novo com indícios exclusivos de laços consanguíneos de parentesco ou só familiar são significativos para você. Não viva o apego, não seja egoísta, amplie o conceito humanitário, visto que o modelo estabelecido pela família pesa muito, é intenso, profundo e sofredor.
A compreensão do desencarne, morte do corpo físico, elucidada pela Doutrina Espírita traz uma perspectiva de leveza e continuidade da vida no plano espiritual. Esclarece-nos Emmanuel no livro, Na Era do Espírito, que não morremos e nem desvanecemos, vejamos na íntegra: Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível, mas não de todo ausente.
Fontes:
– O Evangelho segundo o Espiritismo.
– Coleção Fonte Viva – Espírito Emmanuel – Chico Xavier
– Grupo de Estudos – Visão Espírita
– Escrínios de Luz – Emmanuel/Chico Xavier
– Na Era do Espírito – Emmanuel/Chico Xavier