Já era noite e bem tarde, quando fomos à casa de Lucila com o Chico. Chegando lá, deparamo-nos com Neusa acamada. Uma garota bonita, pobrezinha, tão magra, tão pálida e triste!
Sem demora, iniciamos as preces, informados por Chico sobre a necessidade urgente de aplicação de passes.
Pacheco, Lucila e Dorinha postaram-se de um lado da cama, enquanto que Chico e eu, no lado oposto. Apagada a luz, o medianeiro pôs-se a orar, para que envolvêssemos a enferma em vibrações terapêuticas.
Um perfume de rosas invadiu o recinto. Senti que algo leve e úmido tocava minha cabeça, braços e dedos. Chico, inebriado de êxtase fraterno, solicitou que mantivéssemos as mãos à altura do peito.
Finalmente, encerradas as preces, constatamos estar cobertos, bem como o leito e o chão, de dezenas, coloridas, colorantes e frescas pétalas de rosas!
Este foi um dos mais belos fenômenos por nós presenciado, através da sensibilidade mediúnica do apóstolo do amor e da caridade.
Pela manhã, fomos notificados sobre a desencarnação de Neusa.”
(publicado no livro “Mandato de Amor”, por Arnaldo Rocha)