POR LUIZ CARLOS AFFONSO
“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” – Jesus – Lucas 16:13
Na tresloucada corrida para o seu equilíbrio espiritual, o homem luta contra seus sentimentos e necessidades materiais, e nesses encontros e desencontros, vez ou outra, procura ajuda Divina, quando as lutas se tornam complexas e difíceis, esquecendo-se que não se pode servir a Jesus e ao mundo de vícios simultaneamente.
Ensina-nos a Doutrina Espírita, que só carregaremos desta jornada terrena, aquilo que é de absoluto domínio do espírito, usufruindo do que se encontra ao chegar e se destituindo ao regressar à espiritualidade. Não tem, porém, a posse real dos seus pertences e haveres, somente o uso fruto. Sua verdadeira propriedade não é a do uso do corpo, mas a do uso da alma.
Não devemos recear o encargo do desfrute findável de recursos disponibilizados por Deus em nossa encarnação. Compreendamos o objetivo do empréstimo, que carecerá de viabilização em prol daqueles que vos cercam na atual existência, seja ele em posse amoedadas, inteligência, sabedoria, disponibilidade de ajuda, sensatez, equilíbrio emocional ou discernimento. O coração voltado para Jesus, pode amparar nesse âmbito de constantes preocupações, ansiedades e aflições.
Priorizemos o caminho do bem e da fidelidade Divina, que desprende o espírito, trazendo a vida, o amor incondicional. Não compartilhemos com o transitório, que nos leva aos fracassos pessoais, decisões equivocadas ou quebra de princípios morais, distanciando-nos de Deus. Aproveitemos dos nossos talentos, facultado às nossas vivencias, que nos auxiliará e impulsionará a evolução espiritual em busca da perfeição relativa.
Diz Emmanuel no Livro Instrumento do Tempo:
“Esforcemo-nos por desenvolver os menores princípios de elevação, que nos felicitem o caminho, buscando nas almas, por mais aparentemente transviadas ou infelizes, a “parte melhor” de que são portadoras e, embora movimentando os nossos recursos entre os grandes expoentes do erro e da maldade, da desordem e da indisciplina do delito e da viciação, estaremos realmente a serviço do Senhor, que nos confiou, com o aprendizado da Terra, a nossa bendita oportunidade de aperfeiçoamento e de santificação.”
Jesus deixa claro nesse versículo, que ninguém pode viver para os prazeres da Terra e ao mesmo tempo para as virtudes celestiais. Sabemos que nos achamos a laborar com afinco e dedicação em um mundo de provas e expiações, que Deus nos olha com afeição e amor no campo de labor que nos reservou, sejamos perseverantes.
O Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda”, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, em “Propriedade”, ensina:
“O Homem Jesus sabia-o, e esclareceu com vigor que não se pode servir simultaneamente a dois senhores com a mesma dedicação, que podem ser também interpretados como a realidade do Si e o capricho do ego. O primeiro é permanente; o outro, transitório. Enquanto um necessita de previdência e equilíbrio para o engrandecimento e a conquista de mais altos patamares, o outro permanece mesquinho e diminuto, comprazendo-se no imediatismo inseguro de necessidades que se renovam sem cessar.”
A Lei de Deus nos facultou o livre-arbítrio, temos a liberdade de escolhas, de selecionar, priorizar, preferir entre o que achamos de melhor para as nossas experiências e aprendizados. Um coração amoroso está desprovido da malevolência, tornando-se hábil a compreender e construir na prática do bem.
Fontes:
– Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel.
– Evangelho Segundo o Espiritismo.
– Instrumentos do tempo — Emmanuel.
– Jesus e o Evangelho à Luz Da Psicologia Profundo – Joanna de Ângelis