POR LUIZ CARLOS AFFONSO
“Não estou só, porque o Pai está comigo.” – Jesus – João 16:32
Encontraremos em O Livro dos Espíritos questão 133 que diz: Todos os espíritos forma criados simples e ignorantes; instruíram-se nas lutas e tribulações da vida corporal… O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XI item 8, complementa e complementa dizendo: O homem em sua origem só tem instintos, quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos.
A corrida evolutiva do espírito, se seguem por milênios, se instruindo e conquistando virtudes morais, evidente que não acontece em algumas encarnações. O transcurso requer esforço, foco e correção de escolhas e enganos, proporcionando ao espírito conquistas que jamais perderemos, pois somos espíritos imortais.
Vencido as etapas iniciais do progresso alcançado, passamos a vivenciar a herança de nós mesmos, exigindo o domínio dos nossos sentimentos, nas relevantes ocasiões de comprovação moral. Nessas horas de testemunho, o que atingimos e alcançamos na escala evolutiva, nos coloca em identificação com os nossos propósitos.
Diz Emmanuel em o livro Caminho, Verdade e Vida: Nas grandes horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os supersentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.
Conforme o nível dos nossos sentimentos estruturamos as nossas realidades e autenticidades e até o que são verdades. Essas certezas criadas, na maioria pelas ilusões imediatistas, vão ordenar as atitudes e condutas próprias.
A exemplo de Jesus nessa passagem do Novo Testamento descrita pelo Apóstolo João, leva-nos a refletir, se estamos mesmo, senhor de si mesmo, se temos o controle e a edificação com os propósitos Divinos, demostrando se assim agirmos, a uma adiantada alternativa de controle pessoal. Atenderemos, sim, as nossas necessidades materiais, pois precisamos delas sem apegos, seguindo a caminhada evolutiva. A vida exige respeito às leis terrenas, mas com propósitos a vida espiritual. Amaremos aqueles que fazem parte dos nosso convívio, sem nos entregarmos ao domínio das paixões, fazer silêncio quando a ironia convive ao nosso redor.
Concluindo as orientações de Emmanuel, encontramos no mesmo texto já citado, o exemplo de Jesus, quanto a sua conduta enquanto entre nós. Diz: Sua lição de domínio espiritual é profunda e imperecível.
Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”, nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranquila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.
Esforcemo-nos durante o percurso evolucional, sejamos criteriosos nas escolhas, recorramos dos valores morais adquiridos e conservados em nossas privacidades, porque serão esses mesmos que auxiliarão nas diretrizes, promovendo as carências e obrigações no decorrer do avanço desenvolvido na trajetória de aprendizados.
Fontes:
– O Livro dos Espíritos.
– O Evangelho segundo o Espiritismo.
– Momentos de consciência. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.
– Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel.
– Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel.