Rosana Verzignassi abordou os impactos do perfeccionismo na vida pessoal e nas relações, defendendo o autoconhecimento como caminho para a transformação
Com auditório lotado, a amiga e palestrante Rosana Verzignassi conduziu uma reflexão profunda e necessária sobre o perfeccionismo durante evento realizado no Seareiros de Jesus. Com sensibilidade e embasamento, ela desconstruiu um mito muito presente no imaginário coletivo: o de que ser perfeccionista é, acima de tudo, uma virtude.
“O perfeccionismo é visto, em princípio, como uma qualidade. É satisfatório ver tudo organizado e arrumado”, reconheceu Rosana logo de início.
No entanto, ela foi além da superfície. Para a palestrante, o perfeccionismo carrega um peso silencioso e muitas vezes devastador:

“O perfeccionista não aceita o descanso, o erro, sermos falíveis. Ele nunca está pronto para nada, porque para que algo possa ser feito precisa ser perfeito.”
Outro ponto de destaque foi a dimensão relacional do tema. Rosana alertou que o perfeccionismo não permanece restrito a quem o carrega, ele se expande e afeta o entorno.
“O perfeccionismo não fica restrito à pessoa perfeccionista, ele transcende, atinge parceiros, filhos, colegas de trabalho”, afirmou, tocando num ponto que gerou forte
identificação no público presente.
A palestrante também abordou as raízes desse comportamento. Segundo ela, o perfeccionismo frequentemente nasce de ambientes marcados por cobranças excessivas ou alta competitividade, seja na infância, seja na vida adulta.
“Muitas vezes o perfeccionismo nasce de pais e responsáveis muito exigentes ou ambientes muito competitivos”, explicou.
Diante desse cenário, Rosana apontou caminhos concretos para a transformação, como o autoconhecimento.
“Tratar o perfeccionismo é flexibilizar crenças, aceitar limites, agir mesmo sem garantias de que tudo vai ser infalível e, finalmente, permitir-se ser humano.”
A palestra foi encerrada com uma reflexão que ecoou pelo auditório e certamente seguiu com cada um dos presentes:
“Sim, sou imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de que também sou corajoso e merecedor de amor e dedicação.”
Uma noite de conteúdo, acolhimento e, acima de tudo, humanidade.
