POR LUIZ CARLOS AFFONSO
“Mas entre vós não será assim”. (Jesus – Marcos 10: 43)
Grande número de religiosos ensina e orienta seus seguidores a dedicarem-se em atividades que lhe darão recompensas, gentilezas e cortesias da Divindade. “Mas entre vós não será assim disse Jesus aos seus seguidores”. Entre nós, porém, deve imperar o amor e a labuta a exemple o Mestre.
O processo evolutivo do espírito requer a compreensão da vontade e dos desígnios de Deus em nossas vidas, buscando o entendimento e a aceitação, assimilando o que os desafios das nossas experiências nos proporcionam por ter uma finalidade e objetivos superiores.
Se devemos submissão aos nossos pais, também do subordinado ao superior, o que dizer o quanto é importante a conciliação no entendimento e respeito aos propósitos do Pai Celeste, que zela amoroso e benevolente em seu regaço à nossa felicidade. Perceber e assimilar as suas deliberações é atentar para suas leis naturais e submeter-se sem lamentações e lamúrias aos seus decretos e diretrizes.
O livre arbítrio nos possibilita a fazermos planificações, escolhas e delineamentos da vida, sem o qual não conseguiríamos a atribuição de mérito às nossas realizações e conquistas espirituais. Todavia como cristão Emmanuel nos elucida sobre a demanda de apoiar em Deus o apelo supremo.
O espírito Emmanuel cita em seu texto o que segue: “A maior lição do Mestre dos Mestres é a de que ao invés de formularmos votos e sacrifícios convencionais, promessas e ações mecânicas, como a escapar dos deveres que nos competem, constitui-nos obrigação primária entregarmo-nos, humildes, aos sábios imperativos da Providência, submetendo-nos à vontade justa e misericordiosa de Deus, para que sejamos aprimorados em suas mãos”.
Na prática espírita, a vontade de Deus é assentada nos preceitos do amor, da caridade e conseguinte da evolução espiritual. É nas rotinas da vida que procuramos assimilar e perceber a precisão dessas praticidades.
Diz Emmanuel em página do livro Ante a luz da Verdade: “Muitos, em política, filosofia, ciência e religião, se afeiçoam a certos ângulos da verdade e transformam a própria vida numa trincheira de luta desesperada, a pretexto de defendê-la, quando não passam de prisioneiros do “ponto de vista”“.
“Muitos aceitam a verdade, estendem-lhe as lições, advogam-lhe a causa e proclamam-lhe os méritos, entretanto, a verdade libertadora é aquela que conhecemos na atividade incessante do Eterno Bem”.
No mundo em que vivemos nem tudo é felicidade, por se tratar de um planeta de provas e expiações, onde se vê a predominância do sofrimento e da inferioridade moral. Assim entendendo, vamos sempre nos deparar com situações problemáticas, árduas e complexas, levando-nos a ponderar e argumentar o porquê de vivermos com tantas inquietações e amarguras. Diante disso é relevante aventar que a aceitação do planejamento traçado por Deus em nossa encarnação é primordial no curso delineado para a conquista do adiantamento do espírito.
A aceitação não demonstra que devemos nos conformar com as adversidades e sim entender e compreender que com elas conseguiremos crescer e nos transformar é um caminho de conformações e aprovação das providências Divinas.
Com alicerce firmado nos formatos compreensíveis dos elementos da vida habitual, Jesus utilizou muitos exemplos de confiança e fé em Deus. Um dos maiores ensinamentos foi a observância nas atitudes das aves onde disse: “Olhai as aves do céu , que não semeiam nem ceifam, nem ajuntam em celeiros e vosso Pai Celeste as alimentam. Não tendes mais valor de que eles?” – Mateus 6:26.
A pretensão de Jesus foi nos ensinar de que Deus está a frente dos episódios da vida, atendendo sempre o nosso necessidades, respeitando as Leis Naturais que regem o universo.
Esforcemo-nos no aprendizado que nos são oferecidos, buscando o engrandecimento do espírito. A conduta resoluta e resignada é uma indicação de progresso espiritual manifesta nas atitudes, modos e ações do espírito imortal que somos.
Fontes:
– Coleção Fonte Viva – Emmanuel.
– Evangelho Segundo o Espiritismo.
– Site – Momento Espírita.
– O Livro dos Espíritos.