REUNIÕES MEDIÚNICAS – Parte VI, os dirigentes

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Foto: conteúdo espírita

Neste estudo, trataremos da função de dirigente de reuniões mediúnicas.

“O dirigente do grupo não é o que se senta à cabeceira da mesa e dá instruções – ele é apenas um companheiro, um coordenador, um auxiliar, em suma, dos verdadeiros responsáveis pela tarefa global, que se acham no mundo espiritual”. (Miranda, Hermínio C. – Diálogo com as Sombras, p. 56.)


A FUNÇÃO DO DIRIGENTE:

O Dirigente é aquele trabalhador que está na função para coordenar e conduzir os trabalhos da reunião de acordo com as normas da Casa. Indicará a cada um o seu lugar e função na reunião.

Para esta função, é necessário:

  • Conhecimento doutrinário (para poder entender os fenômenos e saber agir em cada caso e, analisar as comunicações dos Espíritos, o trabalho dos médiuns e da equipe mediúnica);
  • Qualidades morais (os Espíritos só respeitam a autoridade moral);
  • Facilidade e clareza na expressão de ideias;
  • Trato fraterno (com firmeza ou tolerância).

Além disso, cabe ao dirigente, fortalecer a confiança e boa vontade do grupo, atuando como líder, consciente de suas responsabilidades, procurando atrair todos para o trabalho, não só com palavras, mas, principalmente, pelo exemplo.

Deve se interessar fraternalmente pelos companheiros; incentivá-los ao estudo e preparo; trabalhar com a convivência fraterna entre todos; distribuir tarefas; compartilhar informações. Acompanhar a assiduidade dos componentes do grupo, adotando medidas cabíveis, segundo os preceitos da fraternidade e da seriedade, decisivos na execução da tarefa.

O dirigente deve, ainda, preparar auxiliares para que possa substituí-lo nos seus eventuais impedimentos.

Cabe ao dirigente, coordenar os trabalhos, zelando pela disciplina no ambiente; observando os acontecimentos e, sempre que for necessário, intervir na condução dos atendimentos; analisar as comunicações; instruir os médiuns no sentido de bem compreenderem sua função, corrigindo lhes fraternalmente seus hábitos e vícios que os prejudicam; procurar conscientizar todos os participantes quanto ao correto comportamento e participação nos trabalhos.

O Dirigente deve sempre estar pronto para responder às indagações e às dúvidas dos participantes, prestando esclarecimentos sobre as comunicações durante os comentários finais.

Ele não é superior aos demais trabalhadores, apenas está na função investido de maior responsabilidade.

Podemos acrescentar que, para essa função, além do que já vimos, temos que ter boa vontade, humildade e muito AMOR.

 Adicionamos ainda a essas considerações, importantes indicadores de qualidade para o dirigente: habilidade para superar dificuldades, e tantas podem ser lembradas: as de relacionamento da equipe e as do próprio trabalho para defendê-lo das investidas do mal, preservando-o das obsessões, das mistificações, das agressões aos médiuns e, decorrente do primeiro grupo, a habilidade para orientar no momento oportuno, a fim de que a demora em intervir, fruto das vacilações, não aprofunde os prejuízos nem enraíze vícios que, tarde enfrentados, se fazem mais difíceis de serem erradicados. (Qualidade na prática mediúnica – Projeto Manoel P. Miranda)

O dirigente não atua como médium de psicofonia/psicografia.

Dialoga somente em casos muito especiais (jamais como rotina), como a ausência significativa de dialogadores.

Deve analisar com o Grupo os resultados do trabalho, advertindo e orientando no que for necessário, mas estimulando sempre os participantes para a continuidade otimista dos labores.

Não permitir que os comentários sobre manifestações sejam feitos de modo prejudicial nem que se alonguem desnecessariamente.

Encerrar a tarefa dispensando a todos fraternalmente.

 

Fontes: Qualidade na prática mediúnica – Projeto Manoel Philomeno Miranda;
Orientação para trabalhadores de reuniões mediúnicas – CEAK – Campinas;
Apostila UEM;
Diálogo com as sombras – Herminio Miranda.

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Claudia Teresa Lopes Anuncio

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