REUNIÕES MEDIÚNICAS V – Espíritos Comunicadores

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Nesta parte do estudo sobre Reuniões Mediúnica, apresentamos alguns tipos de Espíritos comunicantes. Estudando os tipos psicológicos, teremos mais facilidade de entendimento dos comunicantes e maiores argumentos para o diálogo.

Boa leitura:

 

TIPOS DE ESPÍRITOS COMUNICANTES:

  • Os Espíritos que não conseguem falar: –

Pode ser um reflexo de doenças de que eram portadores antes da desencarnação e que persistem no além-túmulo, por algum tempo, de acordo com o estado de cada um. Existem aqueles que não querem falar para não deixar transparecer o que pensam, representando essa atitude uma defesa contra o trabalho que pressentem (ou sabem) estar sendo feito junto deles. Neste caso, o médium pode conseguir traduzir as suas intenções, paulatinamente.
Não há necessidade de tentar insistentemente que falem, forçando-os com perguntas, pois nem sempre isso é o melhor para eles. O dialogador deve procurar sentir, captar os sentimentos que trazem, sem forçar reação. Devem ser lhes ditas palavras de reconforto.

  • Os Espíritos que não sabem que desencarnaram:

    Importante não dizer que morreram, mas se possível, induzi-los a perceber, de acordo com a situação de
    cada um.  Eles não têm consciência de que estão no plano espiritual. Não sabem que morreram e se sentem
    imantados aos locais onde viveram ou onde está o centro de seus interesses.
  • Os Espíritos suicidas: 
    Quando se comunicam, na maioria das vezes, apresentam um sofrimento grande, que comove a todos. Às vezes, não sempre, estão enlouquecidos pelas alucinações que padecem, pela repetição da cena em que destruíram o próprio corpo, pelas dores superlativas daí advindas e ao chegarem à reunião estão no ponto máximo da agonia e do cansaço. Cabe ao dialogador socorrê-los, aliviando-lhes os sofrimentos através do passe. Necessitam de consolo e não de muitas palavras.
  • Os Espíritos alcoólatras e toxicômanos: 
    Quase sempre se apresentam pedindo, suplicando ou exigindo que lhes deem aquilo de que tanto sente falta. Sofrem muito e das súplicas podem chegar a crises terríveis, delírios em que se debatem e que os desequilibram totalmente. As vezes, sentem-se cercados por sombras, perseguidos por bichos, monstros que lhes infundem pavor, enquanto sofrem as agonias da falta do álcool ou do tóxico. De nada adiantará ao dialogador tentar convencê-los das inconveniências dos vícios e da importância da temperança, do equilíbrio. Não estão em condições de entender e aceitar tais tipos de conselhos. Pode-se oferecer algo que a espiritualidade pode providenciar, oferecer sempre ajuda, dizendo que alguém que viveu a mesma experiência está pronto para ajudar.
  • Os Espíritos irônicos: 
    São difíceis para o diálogo. E, geralmente, sendo muito inteligentes, usam a ironia como agressão. Ferem o doutrinador e os participantes com os comentários mais irônicos e contundentes. Ironizam os espíritas, acusando-os de usarem máscara; de se fingirem de santos; de artifícios dos quais, dizem, utilizam para catequizar os incautos de usar magia, hipnotismo etc. Alguns revelam que seguem os participantes da reunião para vigiar-lhes os passos e que ninguém faz nada do que prega. Em hipótese alguma se deve ficar agastado
    ou melindrado com isso. É, o que almejam. A humildade sincera, verdadeira, nascida da compreensão de que em realidade somos ainda muito imperfeitos.
  • Os Espíritos desafiantes: 
    Vêm desafiar-nos. Julgam-se fortes, invulneráveis e utilizam-se desse recurso para amedrontar. Ameaçam os presentes com as mais variadas perseguições desafiam-nos a que prossigamos interferindo em seus planos.
    Cabe ao dialogador ir encaminhando o diálogo, atento a alguma observação que o comunicante fizer e que sirva como base, para atingir-lhe o ponto sensível. Todos nós temos os nossos pontos vulneráveis aquelas feridas que ocultamos cuidadosamente, envolvendo-as na couraça do orgulho, da vaidade, do egoísmo, da indiferença.
  • Os Espíritos descrentes:
    Apresentam-se insensíveis a qualquer sentimento. Descreem de tudo e de todos. Dizem-se frios, céticos, ateus. No entanto, o dialogador terá um argumento favorável, fazendo-os sentir que apesar de tudo continuam vivos e que se comunicam através da mediunidade. Também poderá abordar outro aspecto, que é o de dizer que entende essa indiferença, pois que ela é resultante dos sofrimentos e desilusões que o atormentam. Que, em realidade, essa descrença não o conduzirá a nada de bom, e sim a maiores dissabores e a uma solidão insuportável.
  • Os Espíritos Dementados: 
    Não têm consciência de coisa alguma. O que falam não apresenta lógica. Quase todos são portadores de monoideísmo, ideia fixa em determinada ocorrência, razão por que não ouvem, nem entendem o que se lhes fala. Devem ser socorridos com passes. Em alguns casos, o Espírito parece despertar de um longo sono e passa a ouvir a voz que lhe fala. São os que trazem problemas menos graves.
  • Os Espíritos Amedrontados:
    Dizem-se perseguidos e tentam desesperadamente se esconder de seus perseguidores. Mostram-se aflitos e com muito medo. É necessário infundir-lhes confiança, demonstrando que ali naquele recinto estão a salvo de qualquer ataque, desde que aceitem ajuda e se coloquem sob a proteção de Jesus.
  • Os Espíritos inimigos do Espiritismo:
    São, geralmente, irmãos de outros credos religiosos. Alguns agem imbuídos de boa-fé, acreditando que estão certos. Muitos, o fazem absolutamente cônscios de que estão errados, pelo simples prazer de provocar discórdia. Dizem-se defensores do Cristo, da pureza dos seus ensinamentos. Não admitem que os espíritas sigam Jesus. O dialogador deve evitar as explanações sobre religião. De nada adiantara tentar convencê-los de
    que o Espiritismo é a Terceira Revelação, o Consolador Prometido. É este o caminho menos indicado. Se deve evitar comparações entre religiões.
  • Os Espíritos Sofredores: 
    São os que apresentam ainda os sofrimentos da desencarnação ou do mal que os vitimou. Se, morreram em desastre, sentem, as aflições daqueles instantes. Sofrem muito e há necessidade de aliviá-los através da prece e do passe. A maioria adormece e é levada pelos trabalhadores espirituais. É de bom alvitre que façamos observações, registros e apontamentos, a fim de aprendermos melhor com cada atendimento. É quando refletiremos sobre as dificuldades, as falhas que cometemos e fixaremos a experiência boa de que fomos instrumentos pela via da inspiração/intuição. Uma providência indispensável no diálogo é procurarmos sentir em que posição evolutiva se encontra o sofredor.
  • Os Espíritos de desejam tomar tempo da reunião:  
    Vem com a ideia preconcebida de ocupar o tempo dos trabalhos e assim perturbarem o seu desenrolar. Usam muito a técnica de acusar os participantes, os espíritas em geral, ou comentam sobre as comunicações anteriores, zombando dos problemas apresentados. Tentam alongar a conversa, têm resposta para tudo.
    O dialogador não deve debater com eles, tentando provar a excelência do Espiritismo, dos propósitos da reunião e dos espíritas, mas sim levá-los a pensar em si mesmos. Procurar convencê-los de que enquanto analisam, criticam ou perseguem os outros esquecem-se de si mesmos. Muitas vezes não são esclarecidos de uma só vez. Voltam mais vezes.
  • Os Espíritos que são descrentes e insensíveis: 
    Não se deve tentar provar a existência de Deus, deve-se despertá-lo para a realidade da vida, da posição em que se encontra por vontade própria, dos seus sofrimentos, que Deus pode oferecer- lhe o remédio e a cura para seus males.
  • Os Espíritos que se apresentam como animais: 
    Tentar acalmar, se não for possível um diálogo, encaminhar para a assistência dos benfeitores.
  • Os Espíritos que auxiliam os obsessores: 
    São bastante comuns nas reuniões. Às vezes, dizem abertamente o que fazem e que têm um chefe. Em outros casos, tentam esconder as suas atividades e muitos chegam a afirmar que o chefe não quer que digam nada. Também costumam dizer que foram trazidos à força ou que não sabem como vieram parar ali. É preciso dizer-lhes que ninguém é chefe de ninguém. Que o nosso único “chefe” é Jesus. Mostrar-lhes também o mal que estão praticando e do qual advirão sérias consequências para eles mesmos. É de bom alvitre mencionar que o chefe no qual tanto acreditam em verdade não lhes deseja bem-estar e alegrias(…).
  • Os Espíritos Vingativos:
    São aqueles obsessores que, por vingança, se vinculam a determinadas criaturas. Muitos declaram abertamente seus planos, enquanto outros se negam a comentar suas ações ou o que desejam. Costumam apresentar-se enraivecidos, acusando os participantes de estarem criando obstáculos aos seus planos. Falam do passado, do quanto sofreram nas mãos dos que hoje são as vítimas. O dialogador deve procurar demonstrar-lhes o quanto estão se prejudicando, o quanto o ódio e a vingança os tornam infelizes; que, embora o neguem, no fundo, prosseguem sofrendo, já que não encontram um momento de paz; que o ódio consome aquele que o cultiva.
  • Os Espíritos Mistificadores:
    São os que procuram encobrir as suas reais intenções, tomando, às vezes, nomes ilustres ou ares de importância. Chegam aconselhando, tentando aparentar que são amigos ou mentores. Usam de muita sutileza e podem até propor modificações no andamento dos trabalhos. Mistificadores existem que se comunicam aparentando, por exemplo, ser um sofredor, um necessitado, com a finalidade de desviar o ritmo das tarefas e de ocupar o tempo. Obs.: O médium experiente e vigilante e o grupo afinado os identificarão. Mas não se pode
    dispensar toda a vigilância e discernimento.
  • Os Espíritos Ligados a Trabalhos de Magia, Terreiros etc:
    Vez por outra surgem na sessão entidades ligadas a esses trabalhos. Podem estar vinculados a algum nome, a algum caso que esteja sendo tratado pela equipe. Uns reclamam da interferência havida; outros propõem trabalhos mais “pesados” para resolver os assuntos; vários reclamam de estar ali e dizem não saber como foram parar naquele ambiente, pedindo inclusive muitos objetos empregados em tais reuniões.  O dialogador irá observar a característica apresentada, fazendo a abordagem correspondente.

 

Obs. Se o grupo se empenha em servir desinteressadamente dentro do Evangelho de Jesus, escorado na Doutrina Espírita, disposto a amar (…), terá como apoio e sustentação de equipe correspondente de companheiros desencarnados de elevado padrão espiritual, verdadeiros técnicos da difícil ciência da alma. Sabemos muito bem que a maior parte do trabalho, a mais delicada e de maior responsabilidade é feita no plano espiritual.

Fontes: Apostila UEM (União Espírita Mineira); O Livro dos Médiuns.

Patrocinadores
Claudia Teresa Lopes Anuncio

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