Salvação e Libertação - Centro Espírita Seareiros de Jesus - Americana/SP

Salvação e Libertação 

Salvação e Libertação

SALVAÇÃO E LIBERTAÇÃO
"Porque o Filho do Homem veio Salvar o que Estava Perdido"


Veio salvar, em sua mais ampla significação é livrar da ruína e perigo, é defender, abrigar, conservar.

Nenhum destes termos nos desobriga da responsabilidade de melhorar-se por esforço próprio.

Salvação e libertação indicam aparentemente conceitos iguais, mas opostos em relação ao processo de evolução. Salvação sem esforço pessoal e com a aceitação de que Jesus lava todos os pecados, desde que se filie a esta ou aquela agremiação religiosa é um conceito falso, ideia absurda.

Não é Jesus que salva, mas a própria criatura através do seu trabalho pessoal.

Não estamos deixando de considerar Jesus como Salvador porque salvadora é sua mensagem de libertação pelo conhecimento, “Conheceis a verdade e ela vos libertará”.

É falsa, portanto, a ideia de que o sangue de Jesus redimiu nossos pecados ou que o sofrimento de Jesus na cruz produzisse salvação por resgate de todos que se filiassem a uma igreja cristã. Esta ideia de alguém se imolando para que o outro seja salvo é por demais simplista, cômoda e infantil.

O próprio texto de Lucas (9:23) ressalta o ensinamento de Jesus: _“Tome sua cruz e siga-me”.

O Espiritismo nos mostra que salvação é ter Jesus como nosso modelo que abre acesso à compreensão espiritual, para a corrigenda de nossos erros e aproveitamento de nossa vida e essa luta de corrigir-se e melhorar-se é pessoal; dessa forma conseguiremos nossa libertação pelo conhecimento de nós mesmos, tarefa só nossa (I João 2:1,2).

O caminho para sintonia com Deus acontece dentro de nós mesmos é desta forma que vamos adquirir auto confiança e perceber que não necessitamos nos filiar a nenhuma religião, acreditando que ela fará tudo por nós, como uma empresa terceirizada. Não embarque numa promessa de salvação que implica na lei de menor esforço acreditando ir para o céu de maneira tão fácil.

“Temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o justo...” (I João,2:1,2). Deixa a impressão que o advogado cumpre a pena no lugar do réu, e que Ele pagou com a própria vida os crimes de toda a humanidade.

Errar-se, arrepende-se, mas não se pode deixar de pagar o dízimo, quanto ao resto, deixa-se tudo por conta de Jesus. Isto é ser cristão? Entre ser cristão ou pertencer a esta ou aquela igreja eu prefiro não pertencer a nenhuma igreja.

Enquanto o marketing dessas igrejas tidas como ortodoxas que afirmam seremos salvos ou condenados segundo aceitemos ou rejeitemos Jesus Cristo desde que nos filiemos à elas, impondo-nos uma crença incondicional à Jesus, não se dando outra opção, ou crê na “marra”, ou será condenado. Não seriam filhos de Deus ⅔ da civilização não cristã?

Ora, o Cristianismo em sua versão inicial recebeu os ensinamentos verdadeiramente divinos pela boca de Jesus, que depois sofreram alterações em sua essência por interesse do poder eclesiástico. Não havia interesse por parte da Igreja, como não tem por parte de algumas seitas cristãs, hoje, passar a ideia da conquista do reino de Deus por trabalho pessoal, da própria criatura, mas ensinou-se e ensina-se a salvação filiando-se as igrejas.

Com o aparecimento do Evangelho de Tomé, vê-se que os primeiros cristãos compreenderam o evangelho de forma diferente, levando-nos a admitir que a igreja se tornou “herética” e não os gnósticos, que pelo seu modo de pensar se assemelham com o Espiritismo. Deixa-nos a impressão que esse ensinamento transmitido por Lucas,17:21: _“...Porque o Reino de Deus está dentro de vós”, escapou por descuido da tesoura implacável das decisões dos concílios da Igreja organizada.

O Espiritismo preconiza: A fé que SABE, pela experiência (raciocinada), em oposição a fé que apenas CRÊ, fé cega, sem contestação, que parece defendida por João: _“No dia seguinte vendo João Batista a Jesus que vinha em direção para ele e disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo:1:29).

Disso certas seitas cristãs interpretam como se Jesus tivesse carregado sobre os ombros todo o pecado do mundo, o que é um enorme absurdo. Ele tira o pecado do mundo de forma simbólica; Ele esclarece com sua luz, alerta, ensina sobre tudo pelo exemplo que nos dá e nos traça um roteiro de como não reincidir no erros do passado: – “Salvar o que se tinha perdido”. Nada permanece eternamente perdido, em qualquer tempo a alma encarnando e desencarnando, pode arrepender-se e voltar ao caminho do bem.

O perdão está implícito na Lei, mas a Lei não dispensa a reparação.

FONTES: Luz Imperecível (do grupo Espirita Emmanuel) e O Evangelho de Tome (Jose L.Borberg)

por Adauto Reami