Os primeiros quatro discípulos e a pesca maravilhosa - Centro Espírita Seareiros de Jesus - Americana/SP

Os primeiros quatro discípulos e a pesca maravilhosa 

Os primeiros quatro discípulos e a pesca maravilhosa

Muito comumente nos intriga a vida de Jesus, principalmente aqueles anos dedicados ao labor de edificar o Reino de Deus na Terra.

É nos sabido que Jesus, quando chegou o momento propício, arregimentou companheiros para segui-lo. Assim foi com Simão e André, irmãos pescadores que lançavam suas redes ao mar da Galiléia (Mt 4: 18-22) e com os filhos de Zebedeu, Tiago e João, que consertavam suas redes pouco à frente, pois eram igualmente pescadores.

Porém, alguns fatores nos chamam a atenção neste gesto de Jesus, uma vez que tanto aqueles como estes eram pessoas estabelecidas socialmente, e Jesus simplesmente lhes diz: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens” (Mt 4:18).

Ora, aqueles homens além de terem um trabalho, tinham famílias, (pais, esposas, filhos, empregados) Mt 4:19; mas, simplesmente O seguiram. Sem maiores questionamentos ou dúvidas, eles estiveram com Jesus durante os três anos de seu magistério.

Simão, posteriormente Simão Pedro, em um primeiro momento reconheceu-se humildemente humano e pecador diante do Mestre, aliás, Simão Pedro, por reconhecer nEle a divindade se prostra e se humilha, envergonhado de sua condição pecadora.

Mas a lição chega até os dias de hoje, até nós, pois assim como foi o chamado de Deus a Moisés, a Abraão e aos profetas, no Antigo Testamento, assim foi com os discípulos no Novo Testamento e assim também conosco na Terceira Revelação – a Doutrina Espírita.

Desde o principio, Jesus sabia quem eram aqueles homens, orientou-os para levarem a Boa Nova adiante após sua partida, e, por sua vez, nunca titubeou diante de suas condições de encarnados, enredados na senda da carne.

Também nós, Espíritas, somos chamados ao trabalho, como o foi Paulo de Tarso às portas de Damasco, que a partir daí teve firme propósito de seguir o Mestre. Mas hoje, neste mundo cheio de facilidades e tecnologias, nós, nos dizemos ocupados, sem tempo, atarefados.

Damos desculpas ao Mestre para não o seguir, pois temos família, temos afazeres, temos obrigações e nos afastamos do trabalho que deveria ser por e pelo próximo, do trabalho cristão de todo aquele a quem foi dado conhecer a Boa Nova. Mas a nós também Ele conhece, e espera que queiramos nos renovar.

Àqueles a quem foi dada a oportunidade de conhecer o Evangelho é ofertada, diariamente, a chance de trabalhar em benefício de si mesmo e do próximo, e, se pararmos para analisar, não há trabalho ofertado por Jesus que não resulte senão em benefício de nós mesmos. Este é o trabalho de limpar nossas redes (Lc 5:2).

Paulo de Tarso quando na hospedaria em Damasco, sozinho e cego (momentaneamente) entendeu que lhe era dada a oportunidade de abandonar o homem velho; quando esteve no deserto por três anos, completou a tarefa de renovação, e o trabalho estava apenas começando.

Assim como Paulo de Tarso, para nós também surge a época de dificuldades e aí nos convencemos que chega também para as nossas almas os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. (Emmanuel – Pão Nosso – cap.21)

Devemos lembrar sempre que nunca estamos abandonados, de além-túmulo há companheiros que nos assistem e nos aguardam carinhosamente.

A nós é dada, todos os dias, a oportunidade de renovação espiritual, no trabalho solidário, no perdão diário das ofensas, na busca do equilíbrio interior inibindo a presença do orgulho, e tendo a oportunidade de sermos pescados por Jesus e irmos de encontro a nossa edificação espiritual.

por Silvia Galetti