Mediunidade: Desafios e Bençãos 

Mediunidade: Desafios e Bençãos

Esse artigo é continuidade do anterior publicado no IPV de mai2018 referente à obra “Mediunidade: Desafios e Bençãos” de Divaldo Pereira Franco (pelo Espírito de Manoel Philomeno de Miranda).

Neste segundo artigo, comentaremos sobre “Amnésia Espiritual” e “Remorso e Loucura”. Segundo Divaldo, “a grave questão sobre o despertar dos espíritos recém-desencarnados e a sua consequente recordação da experiência concluída merecem valiosas considerações”.

É importante destacar que não existem duas desencarnações iguais. Cada espírito é uma soma de tudo o que viveu. Deste modo, também não pode haver dois despertamentos iguais. O modo como ocorreu a desencarnação (violenta, doença, suicídio...) faz muita diferença no despertar do espírito. Segundo Divaldo, os espíritos mais presos à matéria (fortuna, poder) ou ao seu próprio corpo físico, logo que percebem o desencarne tentam reanimar esse corpo e ao não conseguirem, enlouquecem.

Outros, porém, que passaram por árduas provas, superando limites, afeiçoados ao dever, ao bem e à caridade, deixam o corpo com alegria e são atraídos para as regiões felizes onde merecem estar, por suas próprias obras.

Os irmãos que vivem em lutas constantes, confiantes e trabalhadores são acolhidos carinhosamente por afetos, familiares que já estão no mundo espiritual, sendo encaminhados ao refazimento e orientações, sem maiores traumas.

Do mesmo modo, aqueles que se transformaram ao longo de suas vidas terrenas em “obsediados”, assim que desencarnam, seus algozes os arrastam para sítios de aflições, que se prolongam até quando neles luzir a misericórdia do amor.

Assim, o despertar da consciência depende das condições de harmonia ou desequilíbrio de cada espírito. Em espíritos saudáveis, a perturbação é rápida, embora ainda sinta uma breve amnésia da última existência, mas que aos poucos recobra sua claridade mental.

Segundo Divaldo, “à medida que assume a realidade espiritual, painéis ricos de lembrança felizes tomam corpo, melhorando a compreensão dos fatos passados... igualmente surgem as recordações carregadas de culpa... provocando tristeza e desejo de recomeço para superá-los. Traçam-se, nesses momentos, planos para futuros mergulhos no corpo, em tarefas de ressarcimento e socorro àqueles que lhes padeceram a conduta inconsequente”.

Ainda segundo Divaldo, “Não são poucos os espíritos que desencarnam e reencarnam sem dar-se conta de um e do outro fenômeno... a amnésia espiritual é capítulo da imortalidade que permanece desafiador.”

Na classificação das psicopatogêneses das alienações mentais, os conflitos exercem preponderância. Assim, o remorso é fator de perturbação emocional, levando o espírito à loucura. A compreensão da realidade produz choque psicológico grave, quando o “paciente espiritual” dá-se conta dos prejuízos  causados tanto a si mesmo como aos outros.

Ações maléficas como traições, que deixaram lesados aqueles que as padeceram, subornos que corromperam ingênuos, causando sua infelicidade, manipulações que resultaram em homicídios, enfim, toda ação degradante que resultou em sofrimento desnecessário ao próximo. Essas ações queimam a consciência como ácido, e esta se desajusta, permitindo que se instalem no futuro cérebro físico as distonias da loucura a experienciar.

Escritores perversos que induziram mentes despreparadas ao crime, às paixões primitivas; artistas e poetas, médicos e terapeutas infelizes que propuseram o suicídio como solução para os sofrimentos; sacerdotes da ciência e da fé que corromperam, que praticaram a eutanásia e o aborto, que fomentaram desrespeito às Leis da Vida... todos esses, ao despertarem além do túmulo, e dando-se conta dos atos terríveis que praticaram, ficam tomados de horror por si mesmos e fogem para lugar nenhum, enlouquecidos...

Assim amigos, o cultivo das ideias superiores, o conhecimento a respeito da vida após túmulo, as ações de fraternidade e de caridade cristã, contribuem para a liberação da amnésia, facultando a identificação da realidade espiritual, bem como dos amigos que nos aguardam além da fronteira física, para a condução ao Grande Lar. Também é necessário que meditemos seriamente em torno da conduta e do pensamento individual, trabalhando a consciência para liberá-la do futuro remorso cruel que poderia levar-nos à loucura.

Até o próximo IPV!!!

por Mariana V.Miano