Estupro – Uma Visão Médica e Espírita - Centro Espírita Seareiros de Jesus - Americana/SP

Estupro – Uma Visão Médica e Espírita 

Estupro – Uma Visão Médica e Espírita

Estupro, aborto e reencarnação são questionamentos em uso, na mídia, sobre a dolorosa e delicada circunstância deste fato. Principalmente, ao se propiciar perguntas de como proceder quando a vítima é uma adolescente. Como viabilizar este questionamento.

Embora o tema seja potencialmente polêmico e desagradável, não há como ignorá-lo no contexto de nossa situação planetária.

Existe na imprensa, um vasto debate sobre o assunto. A grande discussão que se levanta é a legitimidade, ou não, do aborto, quando a gravidez é consequente a um ato de violência física. Existe um posicionamento em relação ao aspecto legal da questão nos abstendo de maiores comentários no campo jurídico pois existe leis e constituições dos povos adquiridos através de princípios religiosos.

Esse artigo fará uma abordagem pelo ângulo transcendental e reencarnacionista considerando que são 03 (três) espíritos, no mínimo, envolvidos na tragédia em questão.

No aspecto da ética médica, a qual está submetida por força da profissão que nesta reencarnação exerce alguns médicos, lembrarmo-nos de ser esta ética diferente em cada país do planeta. Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o livre arbítrio é o maior patrimônio que nós, espíritos humanos, temos alcançado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbítrio que não legitima atitudes, mas oportuniza as criaturas a decidir e se responsabilizar pelas consequências de seus atos posteriores.

Deveremos estabelecer que cada um deve decidir a escolha da maior ou menor repercussão dos atos perante a Lei Universal, em função do nível de esclarecimento que possuímos. Salientamos que não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Será de bom juízo evitar a miopia intelectual sem limites, a ideia de que alguém ao reencarnar vem determinado a ser estuprado.

Existe uma ideia do Deus punitivo e vingativo que já não cabe mais no dicionário dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é amor.

Ao fazer juízo de valores é importante que tenhamos conhecimento das leis naturais e é a Lei maior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.

Como conceber essa violência física? Quem é a "vítima"? Ao reencarnar, cada um trás todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, são os núcleos energéticos que trazemos em nosso inconsciente construídos no passado.

Pelas inúmeras viagens que nós espíritos percorremos, representadas pelas inúmeras encarnações, possuímos na nossa consciência espiritual inúmero "carimbos" das oportunidades de onde estagiamos em vidas anteriores.

Pela Lei Universal, a sintonia de vibrações, poderá ocorrer em um dado momento dependendo da facilitação criada por atitudes mentais da personagem, e como surpresa desagradável para a agredida.

Como orientar a vítima? Identificados dois dos protagonistas (mãe e filho) falemos acerca da entidade reencarnante em certas ocasiões, o ser que mergulha na carne nesta dolorosa circunstância é alguém que vibra na mesma faixa de desequilíbrio. Um espírito que pelo ódio se imantava magneticamente à aura da jovem como que lhe pedindo contas pelos sofrimentos causados por ela, se vê preso às malhas energéticas do organismo biológico que se forma. O processo obsessivo que vinha se desenvolvendo já o fixara perifericamente à trama perispiritual materna e agora passa a aderir definitivamente naquele organismo feminino. Mas, muitas vezes, a gestante pressionada pelos vínculos familiares opta por interromper a gravidez indesejada.

A visão espiritual da situação dispensa estes recursos dos quais podem se servir outras correntes religiosas que desconhecem a preexistência da alma o mecanismo da reencarnação, etc.

Se não houver possibilidades psiquicamente aceitáveis de recepção por parte de familiares, encaminhem-se os trâmites da adoção para quem receberá aquela criatura com o amor necessário ao seu processo redentor e educativo.

O tempo se encarregará de cicatrizar os ferimentos da alma.

Fontes: AME – Associação médico espirita/Adaptado do texto elaborado por Dr. Ricardo Di Bernardi/Jornais e Revistas diversas

por Jubery Rodrigues