ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR (Parte 2) 

ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR  (Parte 2)

No mês passado iniciamos um texto de Joanna de Ângelis, através de Divaldo P. Franco e com comentários dele, direcionado para o Centro Espírita Caminho da Redenção, propondo novas diretrizes que são essenciais para todas as Casas Espíritas. Essas diretrizes ela apresentou em três verbos: Espiritizar, Qualificar, Humanizar. Iniciamos com o verbo “Espiritizar” e neste mês chegamos ao “Qualificar”, ficando o “Humanizar” para a próxima edição do IPV.


“Qualificar” – A segunda vertente de sua proposta é Qualificar. Vivemos hoje a época da qualidade total. Qualificação é indispensável. Nós, às vezes vamos à Casa Espírita com nossos hábitos ancestrais, o que é natural. Mas o fato de entrarmos na Casa Espírita não muda nossa existência.

Levamos a nossa qualificação muitas vezes empírica, singela, e vamos exercer certas funções para as quais não estamos qualificados.

Vemos pessoas aplicando a terapia do passe, mas que, de maneira nenhuma se preparou para isso.

Vemos no atendimento fraterno uma pessoa que tem muito bom coração, mas não tem o menor tato psicológico.
Temos que qualificar-nos. O que é qualificar? É adquirir características essenciais, típicas das finalidades que vamos exercer na vida prática. Se eu, por exemplo, quero dedicar-me ao atendimento fraterno, devo prepar-me. Por isso, os Centros Espíritas devem estar vinculados ao chamado movimento organizado, porque as nossas Casas Federativas dispõem de equipes para nos esclarecer, para nos informar, para ministrar cursos.

Divaldo conclui dizendo que muitas pessoas confundem qualificação com elitismo. E as pessoas dizem: “está elitizando!”. Minha mãe era analfabeta e eu dialogava com ela. Qualificamo-la. Ela tornou-se uma excelente bordadeira, uma excelente cozinheira. Daí, meus amigos, qualificar não é elitizar, não é intelectualizar. É equipar de recursos para fazer bem aquilo que gostaria de fazer. Evitar o aventureirismo.
Divaldo cita bons trabalhos que podem ser copiados. Por exemplo um programa de rádio, fazer programa sem nenhuma habilidade, sem qualificação, é preferível transmitir um que já exista, com uma mensagem muito bem trabalhada, apresentando várias conotações para o enriquecimento das pessoas espíritas e não espíritas.

Enfim, a qualificação cumpre o papel de unir e integrar os trabalhos espíritas, por isso algumas atividades nos auxiliarão neste sentido durante o ano.  Aguardem!

Pela Presidência: Izildinha Cioldin