Espiritizar, Qualificar, Humanizar (parte 01) 

Espiritizar, Qualificar, Humanizar (parte 01)

Primeiramente desejamos a todos que o ano de 2018 seja de aprendizado com muita harmonia e que os nossos sonhos sejam também renovados.


Escolhemos um texto de Joanna de Ângelis, através de Divaldo P. Franco e com comentários dele, direcionado para o C.E. Caminho da Redenção, propondo novas diretrizes que são essenciais para todas as Casas Espíritas. Essas diretrizes ela apresentou em três verbos: Espiritizar, Qualificar, Humanizar.

Iniciaremos com o verbo “Espiritizar”, os demais ficam para os próximos meses. Diz Divaldo, pode parecer um absurdo espiritizar o Centro Espírita e um tanto paradoxal. No entanto, há Centro Espírita que só tem o rótulo, mas não tem Espiritismo. Vamos por partes, porque é muito delicado. Fui convidado a proferir uma conferência em um Centro Espírita no sul do país. Estabelecemos a data e por seis meses correspondemo-nos e tudo foi muito bem. No dia marcado cheguei à cidade e fui a uma bela instituição. Fui recebido por uma comissão muito gentil e estabeleceu-se o seguinte diálogo: “_Senhor Divaldo, o Presidente pede desculpas por não ter podido vir receber o Senhor”. Eu disse: “é muito natural, não há problema.” O nosso Presidente está, no prédio vizinho, fazendo cromoterapia. - “Eu não sabia que ele era cromoterapeuta,” falei. “Ele é profissional, naturalmente?” - “Não! Ele é espírita”, responderam-me. - Deixe-me ver: ele é o Presidente do Centro e é o presidente da cromoterapia? Ele me convidou para vir aqui durante oito anos. Marcou a data e foi fazer a cromoterapia! - É porque a cromoterapia é muito importante. Está salvando milhares de vida. - Eu sempre pensei que o Espiritismo está salvando milhões de vidas. Será esta a imagem de um Centro Espírita? Em absoluto. O Centro Espírita não tem que se envolver com nenhuma terapia alternativa. É até um desrespeito, porque o cromoterapeuta é alguém que estudou. Ele tem sua clínica e o Centro Espírita não se pode transformar numa clínica alternativa. É lugar de transformação moral do indivíduo, onde se viaja ao cerne do problema para arrancá-lo. O Espiritismo não ilude, não mente e nem posterga a ação, porque ele é herança de Jesus. E Jesus, com todo o amor, dizia a verdade. Seja o nosso falar: sim, sim, não, não, conforme Ele o fazia. Não iremos dizer de forma grotesca ou agressiva, mas iremos dizer de uma forma verdadeira. Espiritizar, então, Joanna de Ângelis manda Espiritizar. Tenho ouvido oradores em casas Espíritas apresentarem temas maravilhosos, mas que não são nada espíritas. Temas que podem narrar em outros lugares. Na Casa Espírita pode-se abordar qualquer tema, à luz do Espiritismo. Fazer as conotações espíritas. Se aconteceu uma tragédia na cidade vamos examiná-la, à luz do Espiritismo. Está no momento da clonagem. Vamos falar sobre clonagem, à luz da Doutrina Espírita. Está nos noticiários a corrupção. Vamos falar sobre a corrupção e a terapia Espírita. Infelizmente não está ocorrendo isso. Convida-se, às vezes, oradores admiráveis, fascinantes, porém, totalmente deslocados. Na Casa Espírita vão as pessoas atormentadas, buscando consolação, com a alma despedaçada pela morte de seres queridos e, se ouvem uma coisa que nada tem a ver com a proposta da Doutrina Espírita, saem desoladas. Agindo assim, estaremos fraudando a proposta do Espiritismo. Temos visto congressos espíritas – não é crí- tica, é análise – em que se aborda Terapia pela dança. É uma maravilha. Mas não num congresso espírita. Vamos fazer isso num congresso de Yoga, que respeitamos muito, ou num congresso de psicoterapia e então coloquemos música, metais, cristais, mas não num congresso espírita. Ah! É porque nossos irmãos estão doentes, justificam. Nesse caso, falemos das causas das doenças. Das causas anteriores das aflições. Das causas atuais das aflições. Quando vamos à Casa Espírita, esperamos encontrar a proposta espírita. O Centro Espírita tem que ser o lugar de Doutrina Espírita. Daí o Centro Espírita tem que ser ESPIRITIZADO. É a proposta de Joanna de Ângelis.

Pela Presidência: Izildinha Cioldin