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Na questão 351 de O Livro dos Espíritos, no capítulo VII, Retorno à Vida Corporal, ensinam os espíritos superiores da Codificação: “A partir do instante da concepção, começa o espírito a ser tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Esta perturbação cresce de contínuo até o nascimento”. E, mais adiante: “À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco à memória, ao retornar ao estado de Espírito”. Portanto, a partir da concepção, ou fecundação, ou seja, da fusão do espermatozóide com o óvulo, inicia-se a reencarnação propriamente dita e a fase de perturbação da consciência. Gradualmente, ao longo dos dias e dos meses, ela se vai turvando: o espírito reencarnante experimenta uma sensa-ção de torpor muito semelhante àquela do adormecer fisiológico, sem estar totalmente lúcido, orientado e desperto e, por outro lado, sem adormecer inteiramente. Evolui progressivamente de um estado hipnótico relativo para um profundo, marcado pela passividade necessária ao processo palingenético em andamento. A época exata da perda total da consciência no processo gestacional varia de um espírito para outro, na dependência de alguns fatores particu-lares, tais como o grau de evolução moral, a natureza das provas e as influências familiares e espirituais, entre outras. Quanto mais intensa se fizer a necessidade da “miniaturização”, que poderá chegar ao diâmetro da célula ovo, mais expressiva e rápida será a perda de consciência. A glândula pineal apresenta também um papel fundamental no processo de perturbação inerente à reencarnação. Em seu livro “Gestação, Sublime Intercâmbio”, o médico Ricardo Di Bernardi afirma: “Em torno do 4º e 5º mês de vida intra-uterina a glândula pineal já apresenta células e tecido de sustentação, alcançando 2mm de diâmetro. Durante este período, via de regra, o espírito reencarnante começa a perder a consciência atingindo rapida-mente a total inconsciência. Na pineal é que as expansões energéticas do psicossoma prendem-se mais profun-damente, sendo por isto chamada ‘a glândula da vida espiritual’ ”. A atividade mental consciente do espírito reencarnante precisa ser parcial ou totalmente bloqueada para que se cumpra o relativo determinismo biológico na formação do futuro corpo. Os impulsos oriundos da matriz perispiritual, acionados inconscien-temente pelo espírito reencarnante segundo suas necessidades evolutivas (programa reencarnatório), associados a certas condições ambientais, devem prevalecer na organogênese. O desenvolvimento da pineal na fase intra-uterina coincide com os graus mais intensos de inconsciência espiritual, o que revela um papel bloqueador da glândula. Para que os principais caracteres psíquicos e físicos sejam consolidados no organismo material, completando com segurança o processo reencarnatório, a pineal filtra, seleciona e condiciona os estímulos espirituais que convergem para o corpo em formação. “As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade. Daí até 6 ou 7 anos, as transformações são muito lentas. É exatamente neste período entre 6 ou 7 anos que a reencarnação poderia ser considerada como definitiva, pois o espírito passa a ter fixação completa ao organismo biológico” (ibidem). Ou seja, após a idade pré-escolar, a epífise vai libertando aos poucos as reminiscên-cias da bagagem espiritual, de modo a, na puberdade, coincidentemente com a explosão hormonal da juventude, o espírito possa reassumir as rédeas de sua vida, agora acrescido dos valores educacionais apreendidos pela convi-vência familiar, escolar e social. Bem, mas isto é assunto para o próximo artigo! Um abraço e até lá.
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