A PROBLEMÁTICA OBSESSIVA - Centro Espírita Seareiros de Jesus - Americana/SP

A PROBLEMÁTICA OBSESSIVA 

A PROBLEMÁTICA OBSESSIVA

Em 14/07/1942, desencarnou o devotado trabalhador da Seara do Cristo, Manoel Philomeno Baptista de Miranda.

Dedicou-se com muito carinho às reuniões mediúnicas, especialmente, às de desobsessão. Continuou essa tarefa no mundo espiritual, trazendo uma grande contribuição na orientação de trabalhos mediúnicos nas Casas Espíritas.

Achava imprescindível que as instituições espíritas se preparassem convenientemente para o intercâmbio espiritual, sendo de bom alvitre que os trabalhadores das atividades desobsessivas se resguardassem ao máximo, na oração, na vigilância e no trabalho superior. Salientava a importância do trabalho da caridade, para se precaverem de sofrer ataques das entidades que se sentem frustradas nos planos nefastos de perseguições. É o caso de muitas Casas Espíritas que, a título de falta de preparo, se omitem dos trabalhos mediúnicos.

Divaldo Franco relata que Philomeno de Miranda dedicou-se ao atendimento dos sofredores em memoráveis reuniões mediúnicas de desobsessão. Um paciente atendido por esse trabalhador dedicado era alcoólico, por muitos anos manteve contato com entidades perversas que o aturdia, que veio a desencarnar de maneira cruel em um bordel, em um coma alcóolico.

Mais tarde, contou Philomeno de Miranda a Divaldo que ao desencarnar, ele procurava saber a razão pela qual não havia logrado êxito em confortar o adversário desencarnado e desvendar aquele drama que se prolongava na erraticidade. Procurou então, vitima e algoz e terminou por encontrá-los. Estudou profundamente as raízes daquela obsessão que se prolongava desde antes da última existência.

Fascinado pelo tema, ele resolveu estudar a problemática obsessiva vista do além para a terra.

Durante 30 anos esteve vinculado a entidades venerandas que trabalham em torno dos socorros espirituais da desobsessão, para poder acumular experiências e escrever para os companheiros encarnados, advertindo-nos dessa problemática terrível, que é de natureza pandêmica.

Foi assim que se utilizando da mediunidade de Divaldo, escreveu seu primeiro livro – Nos Bastidores da Obsessão e logo depois uma série.

Considera o benfeitor desencarnado que na raiz de todo e qualquer problema na área da saúde, há a vinculação do enfermo com o seu próprio passado, o problema é sempre de ordem espiritual.

Doente é o Espírito, em face de sua dívida perante a consciência cósmica. E pela razão da conduta irrefreada, as vinculações com o passado são muito grandes, estabelecendo vínculos de perturbação e de sofrimento.

Convidado pelos Espíritos da codificação, como afirma Divaldo, ele se empenha no trabalho de apresentar uma terapia preventiva – a terapêutica de natureza curadora, muito bem delineada no evangelho de Jesus.

Vigiemos todas as nascentes do coração, porque nenhum de nós está livre das marcas do passado e do encontro com aqueles a quem prejudicamos, razão pela qual devemos semear na direção do futuro para apagar as trevas da noite passada e caminharemos na claridade amanhã.

Desde 1970, Manoel Philomeno de Miranda, escreve através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, obras tratando da problemática obsessiva, de grande valor para o entendimento do assunto e subsidio para o trabalho de desobsessão nas Casas espíritas.

“A desobsessão é técnica espírita especializada para libertar as mentes que se interdependem, no comércio infeliz da submissão espiritual. (...) Ela se apoia em dois elementos essenciais: o esclarecimento do vingador e a renovação moral do devedor”.

"Os esclarecimentos e as advertências oferecidos pelo Espiritismo constituem um barco de segurança para a travessia orgânica no processo evolutivo".          Manoel Philomeno de Miranda

 

pela Presidência: Izildinha Cioldin

Fontes: Projeto Manoel Philomeno de Miranda e relatos de Divaldo P. Franco